The China Mail - Sírios dentro e fora do país celebram a queda de Bashar al-Assad

USD -
AED 3.672497
AFN 64.999463
ALL 81.8702
AMD 362.466517
ANG 1.790365
AOA 918.000482
ARS 1524.853202
AUD 1.440922
AWG 1.8
AZN 1.696211
BAM 1.740516
BBD 2.01375
BDT 122.920986
BGN 1.683441
BHD 0.37687
BIF 3016.29395
BMD 1
BND 1.279623
BOB 12.012672
BRL 5.222902
BSD 0.999844
BTN 96.860456
BWP 13.821826
BYN 3.011507
BYR 19600
BZD 2.010786
CAD 1.423945
CDF 2309.999691
CHF 0.82654
CLF 0.024883
CLP 982.497688
CNY 6.704603
CNH 6.70756
COP 3322.13
CRC 458.133471
CUC 1
CUP 23.995372
CVE 98.130217
CZK 21.79525
DJF 178.038427
DKK 6.65723
DOP 59.696976
DZD 133.633317
EGP 52.312102
ERN 15
ETB 163.30358
EUR 0.89075
FJD 2.250799
FKP 0.757935
GBP 0.757425
GEL 2.594992
GGP 0.757935
GHS 11.742144
GIP 0.757935
GMD 73.503345
GNF 8794.81726
GTQ 7.640625
GYD 209.141311
HKD 7.84719
HNL 26.843171
HRK 6.7078
HTG 130.925789
HUF 328.884987
IDR 17980
ILS 3.06495
IMP 0.757935
INR 96.12585
IQD 1309.809331
IRR 1746538.999905
ISK 122.039894
JEP 0.757935
JMD 158.282088
JOD 0.709042
JPY 157.692498
KES 129.702942
KGS 87.450312
KHR 4055.388942
KMF 438.000264
KPW 900.000318
KRW 1348.269829
KWD 0.30893
KYD 0.833148
KZT 449.216421
LAK 22458.151269
LBP 89529.691296
LKR 330.631023
LRD 170.963522
LSL 16.71656
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.403012
MAD 9.93361
MDL 17.867027
MGA 4417.588481
MKD 54.802323
MMK 2099.878546
MNT 3598.367683
MOP 8.081321
MRU 39.951768
MUR 48.149766
MVR 15.449988
MWK 1733.663199
MXN 18.33138
MYR 4.085101
MZN 63.910101
NAD 16.717378
NGN 1328.960271
NIO 36.788196
NOK 9.648225
NPR 154.976729
NZD 1.78175
OMR 0.384496
PAB 0.999831
PEN 3.464622
PGK 4.52806
PHP 62.620077
PKR 276.912159
PLN 3.89903
PYG 5849.556144
QAR 3.64447
RON 4.765303
RSD 104.616051
RUB 83.575377
RWF 1480.746469
SAR 3.756424
SBD 8.064852
SCR 13.768316
SDG 601.497909
SEK 10.05642
SGD 1.27976
SHP 0.757461
SLE 24.601015
SLL 20969.491881
SOS 571.400603
SRD 37.672497
STD 20697.981008
STN 21.803457
SVC 8.748081
SYP 13002.000254
SZL 16.713089
THB 33.598499
TJS 9.20325
TMT 3.51
TND 2.979331
TOP 2.40776
TRY 49.142099
TTD 6.77945
TWD 31.880497
TZS 2642.502968
UAH 44.988787
UGX 3989.587737
UYU 40.296887
UZS 11792.713098
VES 865.477978
VND 25985.5
VUV 120.084308
WST 2.780871
XAF 584.293931
XAG 0.016399
XAU 0.00023915864
XCD 2.70255
XCG 1.80192
XDR 0.707052
XOF 584.293931
XPF 106.128696
YER 236.374994
ZAR 16.72956
ZMK 9001.204567
ZMW 19.645988
ZWL 321.999592
SSP 5712.591901
MXV 2.074163
Sírios dentro e fora do país celebram a queda de Bashar al-Assad
Sírios dentro e fora do país celebram a queda de Bashar al-Assad / foto: © AFP

Sírios dentro e fora do país celebram a queda de Bashar al-Assad

Centenas de pessoas saíram neste domingo (8) às ruas de Damasco e Istambul, na Turquia, onde vive uma diáspora de meio milhão de sírios, para celebrar a "fuga" do presidente Bashar al-Assad da capital síria, agora sob controle dos rebeldes.

Tamanho do texto:

Em Damasco, tiros foram disparados para o alto e orações religiosas foram ouvidas nos alto-falantes das mesquitas. Em Istambul, centenas de sírios se reuniram diante da grande mesquita do bairro de Fatih, apesar da chuva intensa.

"É incrível, temos a sensação de renascer", declarou Sawan Al Ahmad em Istambul, enquanto carregava o filho.

Em 2011, esta síria viveu os primeiros meses do cerco implacável de Homs pelas forças do regime de Assad, antes de fugir para a Turquia, que abriga três milhões de refugiados sírios. Agora, ela está empolgada com a ideia de levar o filho para "sua terra".

Em Damasco, dezenas de pessoas se reuniram para celebrar a queda do clã Assad, que passou mais de meio século no poder, em um país dividido por uma violenta guerra civil.

Em uma praça da capital síria, entre gritos de "Allahu Akbar" ("Deus é grande"), dezenas de moradores de derrubaram uma estátua de Hafez al-Assad, pai de Bashar, e pisotearam no monumento.

"A Síria é nossa, não é da família Asad", gritavam homens armados, integrantes de grupos rebeldes, que dirigiram por algumas ruas da cidade e atiraram para o alto.

Os soldados do regime se livraram rapidamente dos uniformes do Exército sírio quando deixaram a sede do Estado-Maior, afirmaram testemunhas à AFP.

As emissoras públicas de televisão e rádio também foram abandonadas pelos funcionários.

- "Vai acabar no inferno" -

A poucos quilômetros de distância, na área antiga de Damasco, onde vivem muitas famílias cristãs, alguns jovens gritavam "o povo sírio está unido", uma mensagem que pretende tranquilizar as minorias em um país de várias confissões religiosas devastado por 13 anos de guerra civil.

Em outro bairro, Shaghur, mulheres nas varandas jogavam arroz durante a passagem dos combatentes armados.

"Não consigo acreditar que a partir de hoje não terei mais medo", disse à AFP Ilham Basatina, uma mulher de 50 anos.

"Nossa alegria é imensa, mas não será completa até que o criminoso seja julgado", acrescentou, em referência a Bashar al-Assad. Os rebeldes que entraram na cidade afirmaram que o "tirano" fugiu.

Mohamed Cuma, um estudante de Aleppo que mora em Istambul, afirmou "não se importa" com o que acontecerá com Assad.

"Ele foi embora e isto é o essencial. Que vá para a Rússia, Belarus ou Venezuela, deixem que vá. De qualquer forma, ele vai acabar no inferno!", declarou o estudante de Engenharia Civil. Ele revelou que "muito provavelmente" retornará ao seu país, onde "poderia ser útil na reconstrução".

- "Cultura do medo" -

Antes do amanhecer, Damasco foi sacudida por cinco fortes explosões de origem desconhecida, provavelmente tiros de artilharia ou explosões em depósitos de munições, segundo um soldado fugitivo que falou sob a condição de anonimato.

"Nosso superior direto nos disse que precisávamos sair e voltar para casa", afirmou à AFP. "Entendemos que tudo havia acabado".

Nas redes sociais, jornalistas, funcionários públicos e deputados sírios trocaram suas fotos de perfil por imagens da bandeira da oposição.

Waddad Abd Rabbo, chefe de redação do jornal Al Watan, alinhado ao governo, disse que "a única coisa que fazíamos era executar ordens e publicar as informações que nos enviavam", em referência às autoridades.

"Talvez fôssemos prisioneiros de uma cultura do medo. Ou tínhamos medo da mudança, porque pensávamos que isso nos levaria ao sangue e ao caos", afirmou no Facebook o ator sírio Ayman Zidan.

"Mas aqui estamos, no início de uma nova era, com homens que nos impressionaram por sua nobreza e uma cultura do perdão, com o desejo de restaurar a unidade do povo sírio", acrescentou, em referência aos rebeldes.

Os rebeldes, com roupas de camuflagem, se ajoelharam nas ruas de Damasco para beijar o chão e rezar. Outros faziam fotos, entre o barulho incessante dos tiros de armas automáticas.

X.Gu--ThChM