The China Mail - Rubio aborda com Netanyahu as consequências do ataque ao Catar e a situação em Gaza

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Rubio aborda com Netanyahu as consequências do ataque ao Catar e a situação em Gaza
Rubio aborda com Netanyahu as consequências do ataque ao Catar e a situação em Gaza / foto: © POOL/AFP

Rubio aborda com Netanyahu as consequências do ataque ao Catar e a situação em Gaza

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, aborda nesta segunda-feira (15) com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu as consequências do ataque israelense contra o Hamas no Catar, criticado por Washington, e seu impacto nas negociações para uma trégua em Gaza.

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Rubio programou a visita a Israel para uma semana antes da reunião de cúpula convocada pela França na ONU para reconhecer um Estado palestino, uma iniciativa à qual o governo de Netanyahu se opõe de modo veemente.

Apesar do gesto de solidariedade, o governo de Donald Trump continua descontente com o bombardeio israelense da terça-feira passada contra líderes do movimento islamista palestino Hamas no Catar, um país aliado de Washington e sede da maior base aérea americana na região.

"Obviamente, não estamos felizes com isso. O presidente não ficou feliz com isso. Agora temos que seguir em frente e averiguar o que vai acontecer em seguida", disse Rubio aos jornalistas antes de viajar para Israel.

"O Catar tem sido um grande aliado. Israel e todos os outros, temos que ser cuidadosos. Quando atacamos pessoas, temos que ser cuidadosos", disse Trump no domingo, em referência à operação israelense.

O secretário de Estado americano afirmou que conversaria com Netanyahu sobre a ofensiva israelense para tomar a Cidade de Gaza, a maior cidade do território devastado, e sobre os planos de seu governo para anexar parte da Cisjordânia com a meta de impedir a criação de um Estado palestino.

Rubio destacou que Trump quer o fim da guerra em Gaza, o que significaria a libertação dos reféns sequestrados no ataque de 7 de outubro de 2023 e garantir que o Hamas "deixe de ser uma ameaça".

"Parte do que teremos que discutir durante a visita é como os acontecimentos da semana passada com o Catar afetam isso", declarou.

O Catar atua, ao lado dos Estados Unidos e do Egito, como mediador entre Israel e Hamas no atual conflito.

O ataque israelense da semana passada, em Doha, teve como alvo uma reunião de líderes do Hamas, que deveriam examinar uma nova proposta americana de cessar-fogo na Faixa de Gaza. A ação matou cinco palestinos membros do Hamas e um policial catari.

- "Capital eterna" -

Rubio se encontrou no domingo com Netanyahu: os dois rezaram no Muro das Lamentações, o local mais sagrado do judaísmo. O muro fica na Cidade Antiga, parte de Jerusalém Leste, a área de maioria árabe conquistada por Israel em 1967 e posteriormente anexada.

Rubio, um católico devoto, publicou posteriormente em uma rede social que a visita expressava sua crença de que Jerusalém é a "capital eterna" de Israel.

Historicamente, os líderes americanos evitam fazer declarações tão explícitas em apoio à soberania israelense sobre Jerusalém. A anexação da parte leste não foi reconhecida pelas Nações Unidas, e a Autoridade Palestina deseja estabelecer nesta área a capital de um hipotético Estado.

O cenário mudou no primeiro mandato de Trump, quando ele transferiu a embaixada dos Estados Unidos para Jerusalém. Também expressa um forte apoio a Israel, mesmo quando o país aliado adota medidas com as quais ele não concorda.

A aliança com os Estados Unidos "nunca foi tão forte", afirmou Netanyahu, após visitar com Rubio uma escavação sob o Muro das Lamentações.

Na tarde de segunda-feira, Rubio deve participar da inauguração de um túnel para peregrinos religiosos que conduz aos locais sagrados.

As visitas causam polêmica entre palestinos e grupos de defesa dos direitos humanos, que afirmam que estas conferem legitimidade às reivindicações de Israel sobre Jerusalém Leste.

O.Yip--ThChM