The China Mail - Tony Blair integra plano de Trump para Gaza, apesar da reputação controversa no Oriente Médio

USD -
AED 3.672501
AFN 64.999681
ALL 82.034985
AMD 361.533286
ANG 1.790365
AOA 917.999726
ARS 1520.093698
AUD 1.435956
AWG 1.8
AZN 1.701083
BAM 1.742904
BBD 2.010239
BDT 122.889097
BGN 1.683441
BHD 0.376508
BIF 3006.180073
BMD 1
BND 1.277987
BOB 11.979329
BRL 4.998499
BSD 0.99808
BTN 96.060705
BWP 13.768151
BYN 3.050737
BYR 19600
BZD 2.007298
CAD 1.426769
CDF 2320.000388
CHF 0.831498
CLF 0.024645
CLP 973.129925
CNY 6.704602
CNH 6.70464
COP 3209.6
CRC 457.334325
CUC 1
CUP 23.95391
CVE 98.260951
CZK 21.79835
DJF 177.729458
DKK 6.66459
DOP 59.97389
DZD 134.412988
EGP 52.388899
ERN 15
ETB 161.019506
EUR 0.89164
FJD 2.132504
FKP 0.755628
GBP 0.756565
GEL 2.595016
GGP 0.755628
GHS 11.731786
GIP 0.755628
GMD 74.00022
GNF 8780.426946
GTQ 7.629894
GYD 208.775002
HKD 7.84718
HNL 26.830137
HRK 6.717098
HTG 130.694957
HUF 327.429728
IDR 17902.65
ILS 3.053898
IMP 0.755628
INR 96.34315
IQD 1310
IRR 1798277.49797
ISK 122.159692
JEP 0.755628
JMD 158.35602
JOD 0.709031
JPY 157.938498
KES 129.739776
KGS 87.449457
KHR 4054.999849
KMF 439.00006
KPW 900.000318
KRW 1344.914992
KWD 0.309406
KYD 0.831703
KZT 456.630323
LAK 22470.000237
LBP 89377.046843
LKR 329.909861
LRD 170.67161
LSL 16.630433
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.417117
MAD 9.989499
MDL 17.930678
MGA 4450.000347
MKD 54.872343
MMK 2099.456706
MNT 3596.082114
MOP 8.06746
MRU 40.042597
MUR 47.550596
MVR 15.455
MWK 1742.000147
MXN 18.078596
MYR 4.085397
MZN 63.910284
NAD 16.630182
NGN 1323.180081
NIO 36.670141
NOK 9.59905
NPR 153.697127
NZD 1.78739
OMR 0.384503
PAB 0.998084
PEN 3.446499
PGK 4.486972
PHP 62.646497
PKR 276.949881
PLN 3.90752
PYG 5849.459299
QAR 3.6437
RON 4.763204
RSD 104.735042
RUB 84.826147
RWF 1474
SAR 3.74637
SBD 8.058541
SCR 14.059582
SDG 601.498534
SEK 10.041065
SGD 1.279865
SHP 0.75643
SLE 24.650252
SLL 20969.491881
SOS 571.497874
SRD 37.666011
STD 20697.981008
STN 21.833088
SVC 8.733196
SYP 13002.000254
SZL 16.630019
THB 33.710014
TJS 9.187233
TMT 3.51
TND 2.98236
TOP 2.40776
TRY 49.151401
TTD 6.765554
TWD 31.765898
TZS 2639.663973
UAH 44.981888
UGX 4011.887735
UYU 40.40404
UZS 11790.000168
VES 870.279502
VND 25993
VUV 119.46017
WST 2.788611
XAF 584.877538
XAG 0.016416
XAU 0.000241878038
XCD 2.70255
XCG 1.798771
XDR 0.707052
XOF 584.877538
XPF 106.649694
YER 236.249949
ZAR 16.65114
ZMK 9001.201745
ZMW 19.68712
ZWL 321.999592
SSP 5712.591527
MXV 2.044218
Tony Blair integra plano de Trump para Gaza, apesar da reputação controversa no Oriente Médio
Tony Blair integra plano de Trump para Gaza, apesar da reputação controversa no Oriente Médio / foto: © AFP

Tony Blair integra plano de Trump para Gaza, apesar da reputação controversa no Oriente Médio

O ex-primeiro ministro britânico Tony Blair, incluído no plano de paz para Gaza por Donald Trump, já foi mediador no Oriente Médio, mas sua reputação foi manchada por sua participação na guerra do Iraque, ao apoiar os Estados Unidos em 2003.

Tamanho do texto:

Ao apresentar seu plano para acabar com a guerra em Gaza, na segunda-feira (29), o presidente americano anunciou que Tony Blair, de 72 anos, faria parte do "comitê da paz", presidido pelo próprio Trump e encarregado de supervisionar um eventual governo de transição do território palestino previsto por Washington.

Agora, Blair teve um papel importante na elaboração do plano de Trump para Gaza, afirmou Sanam Vakil, diretora do programa para o Oriente Médio no grupo de reflexão Chatham House.

Em agosto, o ex-líder trabalhista foi à Casa Branca junto com o genro do presidente americano, Jared Kushner, para apresentar um projeto destinado a encerrar o conflito em Gaza, explicou Vakil à AFP.

Blair, que foi primeiro-ministro britânico entre 1997 e 2007, trabalhou para "obter apoios no mundo árabe. Conta com a confiança dos líderes dos países do Golfo", assegura Vakil.

O governo provisório criado após um eventual acordo de paz, solicitaria um mandato da ONU para ser reconhecido como "a autoridade política e jurídica suprema" durante cinco anos, antes de passar o controle aos palestinos.

O plano foi apoiado por vários países árabes e muçulmanos, incluindo Arábia Saudita, Egito, Catar, Turquia, Paquistão e Indonésia.

Israel também parece receber positivamente o possível papel de Blair, que segundo se diz, mantém relações cordiais com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

Porém, a ideia enfrentou a oposição de alguns líderes e analistas palestinos, que destacam que o plano os marginaliza e reduz sua capacidade de autogoverno.

Um deles, Mustafa Barghouti, que foi candidato à Presidência da Autoridade Nacional Palestina em 2005, se mostrou contrário à ideia em declarações à rádio BBC 4.

"É absolutamente inaceitável que Blair assuma a chefia de uma autoridade de transição em Gaza, não precisamos de um dirigente vindo de uma ex-potência colonial", afirmou.

Blair desempenhou um papel-chave no fim de três décadas de conflito na Irlanda do Norte, impulsionando o processo de negociação que, em 1998, culminou com a assinatura do Acordo da Sexta-feira Santa, após quase dois anos de diálogos intensos.

Durante seu mandato, em outubro de 1998, o ex-ditador chileno Augusto Pinochet foi detido em Londres por agentes da Scotland Yard, em virtude de uma ordem emitida pelo juiz espanhol Baltasar Garzón, que pedia sua extradição para que fosse julgado por crimes contra a humanidade.

O ditador chileno acabaria sendo liberado e voltou ao seu país em março de 2000.

- Invasão do Iraque -

O papel de Tony Blair na invasão do Iraque (2003) foi significativo e amplamente controverso.

Blair foi um dos principais aliados do então presidente americano George W. Bush, naquela invasão, e seus detratores consideram que ele deveria ser julgado por crimes de guerra por isso.

O ex-líder trabalhista, após deixar a política ativa, se concentrou em assessorar empresas dos setores energético e financeiro, além de se envolver em trabalhos de caridade.

O ex-primeiro ministro britânico foi enviado especial entre 2007 e 2015 do Quarteto da Paz para o Oriente Médio (organismo informal que reúne, na questão israelense-palestina, União Europeia, Rússia, Estados Unidos e a ONU), desempenhando um papel de mediador no processo de paz na região.

Devido a isto, conhece bem o assunto, apesar de não terem sido registrados grandes avanços, em um contexto de congelamento do processo de paz.

Z.Ma--ThChM