The China Mail - O que se sabe sobre a saída de María Corina Machado da Venezuela

USD -
AED 3.672497
AFN 65.498954
ALL 81.051571
AMD 375.859332
ANG 1.79008
AOA 916.501883
ARS 1416.465399
AUD 1.414317
AWG 1.8
AZN 1.701507
BAM 1.642701
BBD 2.007895
BDT 121.837729
BGN 1.67937
BHD 0.376961
BIF 2949.857215
BMD 1
BND 1.265076
BOB 6.903242
BRL 5.195199
BSD 0.996892
BTN 90.375901
BWP 13.137914
BYN 2.873173
BYR 19600
BZD 2.004955
CAD 1.355585
CDF 2215.000071
CHF 0.766904
CLF 0.021602
CLP 852.980108
CNY 6.922502
CNH 6.90796
COP 3673.08
CRC 494.204603
CUC 1
CUP 26.5
CVE 92.612579
CZK 20.339104
DJF 177.523938
DKK 6.27213
DOP 62.758273
DZD 129.513985
EGP 46.910512
ERN 15
ETB 155.496052
EUR 0.83951
FJD 2.19255
FKP 0.735168
GBP 0.730965
GEL 2.689597
GGP 0.735168
GHS 10.970939
GIP 0.735168
GMD 73.502553
GNF 8751.926558
GTQ 7.647373
GYD 208.567109
HKD 7.81617
HNL 26.333781
HRK 6.32799
HTG 130.732404
HUF 316.336499
IDR 16804
ILS 3.08989
IMP 0.735168
INR 90.57175
IQD 1305.980178
IRR 42125.000158
ISK 121.719873
JEP 0.735168
JMD 155.929783
JOD 0.709033
JPY 155.317498
KES 128.949541
KGS 87.450149
KHR 4020.661851
KMF 414.000336
KPW 899.993603
KRW 1457.064978
KWD 0.307097
KYD 0.830758
KZT 492.323198
LAK 21424.491853
LBP 89570.078396
LKR 308.550311
LRD 185.426737
LSL 15.97833
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.302705
MAD 9.117504
MDL 16.932639
MGA 4376.784814
MKD 51.736295
MMK 2099.674626
MNT 3566.287566
MOP 8.025869
MRU 39.586763
MUR 45.679467
MVR 15.459819
MWK 1728.624223
MXN 17.1953
MYR 3.925499
MZN 63.759895
NAD 15.97833
NGN 1355.730153
NIO 36.687385
NOK 9.59125
NPR 144.601881
NZD 1.656025
OMR 0.384503
PAB 0.996892
PEN 3.348144
PGK 4.337309
PHP 58.449505
PKR 278.761885
PLN 3.53354
PYG 6573.156392
QAR 3.634035
RON 4.272597
RSD 98.540052
RUB 77.000688
RWF 1455.48463
SAR 3.75043
SBD 8.054878
SCR 14.633028
SDG 601.486468
SEK 8.92825
SGD 1.26485
SHP 0.750259
SLE 24.52503
SLL 20969.499267
SOS 568.704855
SRD 37.971503
STD 20697.981008
STN 20.57786
SVC 8.723333
SYP 11059.574895
SZL 15.970939
THB 31.149714
TJS 9.336094
TMT 3.5
TND 2.879712
TOP 2.40776
TRY 43.600996
TTD 6.753738
TWD 31.536503
TZS 2576.097015
UAH 42.973963
UGX 3548.630942
UYU 38.224264
UZS 12265.141398
VES 384.79041
VND 25875
VUV 119.675943
WST 2.73072
XAF 550.946582
XAG 0.012216
XAU 0.000198
XCD 2.70255
XCG 1.796657
XDR 0.685201
XOF 550.946582
XPF 100.167141
YER 238.350334
ZAR 15.90663
ZMK 9001.202449
ZMW 18.8468
ZWL 321.999592
O que se sabe sobre a saída de María Corina Machado da Venezuela
O que se sabe sobre a saída de María Corina Machado da Venezuela / foto: © AFP

O que se sabe sobre a saída de María Corina Machado da Venezuela

A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, chegou a Oslo na manhã desta quinta-feira (11), em sua primeira aparição pública em quase um ano depois de ter saído clandestinamente da Venezuela.

Tamanho do texto:

Poucos detalhes foram divulgados sobre a viagem, durante a qual, segundo ela, "tantas pessoas arriscaram suas vidas" para que ela pudesse deixar o país. Aqui está o que se sabe sobre sua saída da Venezuela e sua possível intenção de retornar.

- Incerteza até o final

No sábado, 6 de novembro, o Instituto Nobel anunciou à AFP que a líder da oposição venezuelana viajaria a Oslo para receber seu prêmio Nobel.

No entanto, a coletiva de imprensa da laureada, marcada para terça-feira, 9 de dezembro, véspera da cerimônia de premiação, foi adiada e posteriormente cancelada.

"Simplesmente não sei exatamente onde ela está", admitiu o diretor do Instituto Nobel, Kristian Berg Harpviken, na quarta-feira.

Poucas horas antes da cerimônia, o instituto anunciou que Machado não estaria presente e que sua filha, Ana Corina, receberia o prêmio em seu lugar.

O instituto especificou, porém, que ela chegaria a Oslo após fazer "uma viagem em circunstâncias extremamente perigosas".

A laureada apareceu em público pela primeira vez nesta quinta-feira, na varanda do Grand Hotel em Oslo, pouco depois das 2h00 da manhã (22h00 de quarta-feira, horário de Brasília). Ela foi ovacionada por vários minutos por dezenas de apoiadores eufóricos.

Sua última aparição pública foi em 9 de janeiro, em Caracas, durante uma manifestação contra a posse do presidente de esquerda Nicolás Maduro para seu terceiro mandato.

- Como saiu da Venezuela?

A líder da oposição venezuelana afirmou nesta quinta-feira que recebeu "ajuda do governo dos Estados Unidos" para deixar o país.

Machado entrou na clandestinidade após as eleições presidenciais de julho de 2024, que deram a Nicolás Maduro um terceiro mandato. Os resultados não foram reconhecidos pelos Estados Unidos, pela União Europeia nem por diversos países da América Latina.

Segundo o Wall Street Journal (WSJ), ela usava peruca e disfarce quando iniciou sua viagem na tarde de segunda-feira.

Primeiro, precisou viajar dos arredores de Caracas, onde estava escondida há um ano, até uma vila de pescadores.

Duas pessoas a ajudaram a escapar e o pequeno grupo passou por dez postos de controle militar, evitando a captura em todos eles, antes de chegar à costa venezuelana por volta da meia-noite, de acordo com o jornal.

Na terça-feira, ela fez uma perigosa travessia pelo Mar do Caribe até a ilha de Curaçao. Segundo o WSJ, as forças armadas dos EUA foram notificadas da viagem para evitar que a embarcação fosse alvo de ataques.

Machado chegou a Curaçao por volta das 15h00 de terça-feira. Ela foi recebida por um empresário do setor privado especializado nesse tipo de operação, que a atendeu a pedido do governo Trump, segundo o jornal americano.

Após algumas horas de descanso, ela embarcou em um voo particular para Oslo na manhã de quarta-feira. Chegou sem bagagem, apenas com a roupa do corpo. "Nem tive tempo de tomar banho", contou à BBC.

- Voltará para a Venezuela?

"Não direi quando ou como isso acontecerá, mas farei todo o possível para poder retornar e também para pôr fim a essa tirania muito em breve", declarou a líder da oposição, de 58 anos, em inglês.

Machado não especificou como pretende retornar ao seu país. No mês passado, o procurador-geral da Venezuela disse à AFP que Machado seria considerada "foragida" caso deixasse o país, onde é acusada de "atos de conspiração, incitação ao ódio e terrorismo".

Estar na oposição na Venezuela e desafiar o poder do presidente Nicolás Maduro é "muito perigoso", afirmou ela.

Elogiada por seus esforços em prol da democracia na Venezuela, seus adversários criticam sua afinidade com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a quem dedicou seu Nobel.

Maduro acusa Washington de querer derrubá-lo para tomar o petróleo de seu país.

F.Brown--ThChM