The China Mail - EUA disposto a trabalhar com atual governo venezuelano, apoiado por militares

USD -
AED 3.672502
AFN 64.999742
ALL 81.644561
AMD 376.141087
ANG 1.79008
AOA 916.999857
ARS 1431.814101
AUD 1.420313
AWG 1.8025
AZN 1.701514
BAM 1.653884
BBD 2.008101
BDT 121.931419
BGN 1.67937
BHD 0.377009
BIF 2954.631939
BMD 1
BND 1.269629
BOB 6.889437
BRL 5.208197
BSD 0.996985
BTN 90.310223
BWP 13.199274
BYN 2.864282
BYR 19600
BZD 2.005133
CAD 1.362925
CDF 2199.999814
CHF 0.771034
CLF 0.021682
CLP 856.101971
CNY 6.93895
CNH 6.92092
COP 3687.3
CRC 494.264586
CUC 1
CUP 26.5
CVE 93.244597
CZK 20.396903
DJF 177.53856
DKK 6.290765
DOP 62.922545
DZD 129.560437
EGP 46.913699
ERN 15
ETB 154.992326
EUR 0.842285
FJD 2.19785
FKP 0.735168
GBP 0.733175
GEL 2.695001
GGP 0.735168
GHS 10.95697
GIP 0.735168
GMD 73.000292
GNF 8751.427001
GTQ 7.647131
GYD 208.594249
HKD 7.815605
HNL 26.335973
HRK 6.347027
HTG 130.607585
HUF 317.655962
IDR 16820
ILS 3.10133
IMP 0.735168
INR 90.704953
IQD 1306.09242
IRR 42125.000158
ISK 122.129721
JEP 0.735168
JMD 156.042163
JOD 0.708984
JPY 156.410502
KES 129.000176
KGS 87.4497
KHR 4023.50852
KMF 419.000156
KPW 899.993603
KRW 1462.869981
KWD 0.30723
KYD 0.830842
KZT 493.296182
LAK 21424.79631
LBP 89285.155573
LKR 308.45077
LRD 187.436313
LSL 16.084528
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.313395
MAD 9.152964
MDL 16.998643
MGA 4425.972357
MKD 51.934321
MMK 2099.674626
MNT 3566.287566
MOP 8.023357
MRU 39.421935
MUR 45.979759
MVR 15.449848
MWK 1728.784464
MXN 17.238375
MYR 3.934498
MZN 63.750242
NAD 16.084936
NGN 1361.820298
NIO 36.691895
NOK 9.63249
NPR 144.492692
NZD 1.660175
OMR 0.384497
PAB 0.997011
PEN 3.354658
PGK 4.275524
PHP 58.478961
PKR 278.785014
PLN 3.54845
PYG 6587.403599
QAR 3.634057
RON 4.288696
RSD 98.868041
RUB 77.499
RWF 1455.142001
SAR 3.75029
SBD 8.058149
SCR 14.635215
SDG 601.50203
SEK 8.989175
SGD 1.26869
SHP 0.750259
SLE 24.449957
SLL 20969.499267
SOS 568.763662
SRD 37.817988
STD 20697.981008
STN 20.718028
SVC 8.723632
SYP 11059.574895
SZL 16.081146
THB 31.19801
TJS 9.342049
TMT 3.505
TND 2.891585
TOP 2.40776
TRY 43.592802
TTD 6.751597
TWD 31.579019
TZS 2581.09701
UAH 42.823946
UGX 3547.463711
UYU 38.535857
UZS 12243.189419
VES 377.985125
VND 25910
VUV 119.675943
WST 2.73072
XAF 554.690017
XAG 0.012417
XAU 0.000199
XCD 2.70255
XCG 1.796902
XDR 0.689856
XOF 554.690017
XPF 100.851138
YER 238.397724
ZAR 16.01765
ZMK 9001.197378
ZMW 18.568958
ZWL 321.999592
EUA disposto a trabalhar com atual governo venezuelano, apoiado por militares

EUA disposto a trabalhar com atual governo venezuelano, apoiado por militares

Os Estados Unidos trabalharão com a atual cúpula venezuelana se ela tomar as "decisões adequadas", declarou neste domingo (4) o secretário de Estado, enquanto, em Caracas, os militares respaldaram a presidente encarregada após a derrubada do mandatário Nicolás Maduro.

Tamanho do texto:

O presidente venezuelano amanheceu neste domingo em uma prisão de Nova York depois de ter sido capturado na madrugada de sábado, em Caracas, por forças especiais americanas e retirado do país em meio a intensos bombardeios.

Falar de eleições na Venezuela "é prematuro neste momento", declarou o chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Marco Rubio, que concedeu uma série de entrevistas televisivas neste domingo para justificar a dramática captura de Maduro e tentar explicar o futuro incerto da Venezuela.

O presidente Donald Trump assegurou que seu governo governará à distância a Venezuela até alcançar uma transição "segura e criteriosa", embora também tenha reivindicado que um dos objetivos essenciais é manter o controle sobre o petróleo do país, que possui as maiores reservas do mundo.

"Vamos julgar tudo pelo que eles fizerem, e vamos ver o que fazem", advertiu Rubio em entrevista à CBS News, em referência ao atual governo.

Delcy Rodríguez, que era vice-presidente, passou na noite de sábado a ser presidente interina por decisão da Suprema Corte venezuelana.

"Se não tomarem as decisões adequadas, os Estados Unidos manterão múltiplas alavancas de pressão para garantir a proteção de nossos interesses", alertou Rubio.

Os Estados Unidos mantêm no Caribe uma poderosa força naval que liderou a incursão e que também está encarregada de impedir que navios petroleiros sob sanções consigam retirar o petróleo do país.

Falar de eleições é "prematuro" porque "há muito trabalho pela frente", disse Rubio em outra entrevista, à NBC.

A legalidade da incursão é intensamente debatida nos Estados Unidos, onde o Congresso tem, em princípio, a prerrogativa de declarar guerra.

Rubio invocou os poderes especiais de Trump para ordenar o cumprimento de uma decisão judicial, já que Maduro havia sido formalmente acusado de narcotráfico por um tribunal de Nova York.

Na avaliação dos Estados Unidos, Maduro não era o presidente legítimo da Venezuela após as polêmicas eleições de 2024, nas quais foi acusado de cometer fraude.

Trata-se de "alguém que nunca respeitou nenhum dos acordos que firmou" e a quem "oferecemos, em múltiplas ocasiões, a possibilidade de abandonar o poder", justificou Rubio.

"Maduro é uma pessoa horrível, mas você não responde a uma ilegalidade com outra ilegalidade", criticou o líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer, em entrevista à ABC.

- "A sangue frio" -

As forças especiais americanas mataram "a sangue frio" os seguranças de Maduro, afirmou neste domingo, em Caracas, o ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino López.

Os militares reconhecem Delcy Rodríguez como presidente interina, acrescentou.

Embora Trump tenha indicado que Delcy Rodríguez estava disposta a colaborar com Washington, horas depois da incursão militar a presidente interina da Venezuela afirmou que Maduro continua sendo o líder do país, declarações que semearam incerteza sobre o futuro venezuelano.

O clima em Caracas era o de uma cidade fantasma neste domingo, com algumas farmácias e supermercados abertos, mas a maioria das lojas com as portas metálicas baixadas. Policiais vestidos de preto, encapuzados e armados com fuzis longos patrulhavam as ruas.

As marcas dos bombardeios em áreas próximas ao porto e ao aeroporto de Caracas provocam angústia e incredulidade entre os moradores.

"Se um desses mísseis cair aqui, bom, não sobra nada", explicou à AFP Alpidio, de 47 anos, morador do bairro Bolívar de La Guaira, que não quis informar o sobrenome.

O Conselho de Segurança da ONU debaterá o caso em caráter de urgência nesta segunda-feira.

Países aliados como Rússia, China, Irã e Cuba rejeitaram os ataques, assim como os governos de esquerda do Brasil, Chile, Colômbia e México.

Moscou e Pequim exigiram a "libertação imediata" de Maduro.

- Algemado e com os olhos tapados -

Com essa operação militar, Washington pôs fim ao terceiro mandato do líder venezuelano (2025–2031), com o qual ele teria acumulado 18 anos no poder.

O líder de esquerda chegou aos Estados Unidos algemado e com os olhos tapados. Foi levado de helicóptero ao Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn, à espera de ser apresentado a um juiz. A leitura das acusações poderá ocorrer nesta segunda-feira.

As explosões e sobrevoos que sacudiram Caracas no sábado foram o clímax de quatro meses de pressão militar contra Maduro. Desde setembro, os Estados Unidos realizaram uma série de bombardeios contra lanchas que supostamente transportavam drogas no Caribe, com um saldo de mais de uma centena de mortos.

Os Estados Unidos vêm ampliando ao longo dos anos as investigações e acusações contra a cúpula venezuelana, a qual acusam principalmente de narcotráfico, terrorismo e contrabando de armas.

Desde 2020, Maduro é considerado pelos Estados Unidos como o chefe do chamado "Cartel dos Sóis".

Ao todo, seis pessoas do regime chavista são atualmente acusadas, entre elas a própria esposa de Maduro, Cilia Flores, e o ministro do Interior venezuelano, Diosdado Cabello, considerado um dos homens-chave do regime.

- O futuro incerto -

A Venezuela é um país esgotado pela crise econômica e agora submetido ao assédio militar de Washington.

Trump retirou dos cálculos políticos a líder opositora e Prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado, ao dizer que "seria muito difícil para ela estar à frente do país".

O ex-candidato presidencial Edmundo González, que afirma que Maduro lhe roubou a presidência nas eleições de 28 de julho de 2024, é quem "deve assumir imediatamente" o poder, assegura Machado.

De acordo com a Constituição venezuelana, a ausência de Maduro obrigaria a convocação de eleições nos próximos 30 dias, mas, ao delegar o poder de forma temporária a Rodríguez, essa possibilidade permanece indefinida.

- foco no petróleo -

O que Trump deixou muito claro foi sua intenção de incentivar as petroleiras americanas a retornarem à Venezuela.

"Vamos fazer com que nossas companhias petrolíferas dos Estados Unidos, as maiores em qualquer parte do mundo, entrem, invistam bilhões de dólares, reparem a infraestrutura gravemente deteriorada, a infraestrutura petrolífera, e comecem a gerar dinheiro", disse.

A Venezuela, sob sanções petrolíferas dos Estados Unidos desde 2019, produz cerca de um milhão de barris de petróleo por dia e vende a maior parte no mercado negro com grandes descontos.

A companhia petrolífera americana Chevron já opera atualmente no país caribenho graças a uma autorização especial.

I.Taylor--ThChM--ThChM