The China Mail - Delcy aceita vender petróleo aos EUA e ministro diz que ataque de 3/1 deixou 100 mortos

USD -
AED 3.672501
AFN 64.000052
ALL 81.197358
AMD 364.066319
ANG 1.790365
AOA 916.999774
ARS 1525.000898
AUD 1.438383
AWG 1.8025
AZN 1.704465
BAM 1.725719
BBD 2.018882
BDT 123.247965
BGN 1.683441
BHD 0.377906
BIF 3005.722202
BMD 1
BND 1.279885
BOB 12.063778
BRL 5.183402
BSD 1.002338
BTN 96.076978
BWP 14.120969
BYN 3.01672
BYR 19600
BZD 2.01597
CAD 1.424315
CDF 2312.495038
CHF 0.836375
CLF 0.024656
CLP 973.539953
CNY 6.70475
CNH 6.714101
COP 3314.79
CRC 457.846208
CUC 1
CUP 24.056893
CVE 97.29465
CZK 21.58325
DJF 178.497375
DKK 6.60147
DOP 59.602065
DZD 133.940995
EGP 51.992301
ERN 15
ETB 160.99988
EUR 0.88312
FJD 2.24875
FKP 0.753812
GBP 0.754325
GEL 2.595019
GGP 0.753812
GHS 11.732889
GIP 0.753812
GMD 74.000416
GNF 8750.000269
GTQ 7.658099
GYD 209.730789
HKD 7.846595
HNL 26.850145
HRK 6.6546
HTG 131.186306
HUF 323.547501
IDR 17952
ILS 3.06855
IMP 0.753812
INR 95.985504
IQD 1310
IRR 1693849.999896
ISK 120.989912
JEP 0.753812
JMD 158.635902
JOD 0.709052
JPY 158.295999
KES 129.709633
KGS 87.448703
KHR 4056.000101
KMF 434.999789
KPW 900.000318
KRW 1358.484957
KWD 0.3089
KYD 0.835337
KZT 440.918897
LAK 22440.000239
LBP 89549.999842
LKR 331.231884
LRD 171.401635
LSL 16.450172
LTL 2.95274
LVL 0.604891
LYD 6.4159
MAD 9.723465
MDL 17.796797
MGA 4424.999837
MKD 54.331282
MMK 2099.783199
MNT 3598.053803
MOP 8.102072
MRU 40.084977
MUR 47.820549
MVR 15.459904
MWK 1735.99982
MXN 18.075735
MYR 4.087499
MZN 63.894034
NAD 16.459649
NGN 1327.110278
NIO 36.655019
NOK 9.630697
NPR 153.717739
NZD 1.77846
OMR 0.384509
PAB 1.002374
PEN 3.450503
PGK 4.444973
PHP 62.756498
PKR 277.050328
PLN 3.85302
PYG 5864.031411
QAR 3.645027
RON 4.6575
RSD 103.803969
RUB 83.373148
RWF 1475
SAR 3.780993
SBD 8.065041
SCR 14.585024
SDG 601.498309
SEK 10.01374
SGD 1.279395
SHP 0.754575
SLE 24.600496
SLL 20969.491881
SOS 571.483762
SRD 37.621498
STD 20697.981008
STN 21.675
SVC 8.77073
SYP 13002.000254
SZL 16.449742
THB 33.612502
TJS 9.232161
TMT 3.5
TND 2.97262
TOP 2.40776
TRY 49.034485
TTD 6.800164
TWD 31.922806
TZS 2640.003002
UAH 44.775489
UGX 3929.198542
UYU 40.386126
UZS 11820.000246
VES 859.100049
VND 25969.5
VUV 119.747847
WST 2.7762
XAF 579.288877
XAG 0.016302
XAU 0.000238595436
XCD 2.70255
XCG 1.806559
XDR 0.707052
XOF 579.288877
XPF 105.84944
YER 236.425006
ZAR 16.425675
ZMK 9001.19828
ZMW 19.596771
ZWL 321.999592
SSP 5712.591903
MXV 2.045685
Delcy aceita vender petróleo aos EUA e ministro diz que ataque de 3/1 deixou 100 mortos
Delcy aceita vender petróleo aos EUA e ministro diz que ataque de 3/1 deixou 100 mortos / foto: © AFP/Arquivos

Delcy aceita vender petróleo aos EUA e ministro diz que ataque de 3/1 deixou 100 mortos

A presidente interina Delcy Rodríguez disse nesta quarta-feira (7) que a relação entre Venezuela e Estados Unidos ganhou "uma mancha" após o ataque e a captura de Nicolás Maduro, mas concordou em negociar com Washington a venda de petróleo.

Tamanho do texto:

O ataque do último dia 3 deixou 100 mortos e feriu Maduro e sua mulher, Cilia Flores, afirmou hoje o ministro venezuelano do Interior, Diosdado Cabello. Já o governo de Donald Trump afirmou que pretende controlar "indefinidamente" as vendas de óleo bruto venezuelano, e que as decisões de Caracas serão "ditadas" por Washington.

Para reafirmar sua hegemonia, os Estados Unidos anunciaram a apreensão de dois petroleiros, um vazio e com bandeira russa, segundo Moscou, e "apátrida", segundo Washington, no Atlântico Norte, e outro carregado de petróleo sancionado, no Caribe.

- Mancha -

"Há uma mancha" na relação bilateral, afirmou Delcy Rodríguez, que assumiu o cargo na véspera e vai precisar lidar com as pressões internas e dos Estados Unidos. Ela ressaltou, no entanto, que o comércio com os americanos "não é extraordinário nem irregular", após a petroleira estatal PDVSA anunciar uma negociação para vender óleo bruto aos Estados Unidos.

Em Caracas, que retoma sua atividade, multiplicam-se as manifestações convocadas pelo regime para retomar a iniciativa, após a operação militar americana de sábado que resultou na captura do agora presidente deposto Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, que estão presos em Nova York.

Milhares de pessoas saíram em passeata no bairro popular de Catia. "Nico, aguente, o povo se levanta!", gritavam manifestantes. "Estamos defendendo nossa soberania, nossa pátria. Desde pequenos nos diziam: o império, os gringos, e muita gente acreditou que isso era um conto de fadas", declarou Tania Rodríguez, aposentada de 57 anos.

- EUA 'não estão improvisando' -

Sob forte pressão dos Estados Unidos, Caracas parece querer evitar um confronto direto.

A PDVSA "conduz uma negociação com os Estados Unidos para a venda de volumes de petróleo, no contexto das relações comerciais entre os dois países", indica um comunicado da empresa, que tem um acordo de extração e venda de petróleo, entre outros, com a multinacional americana Chevron.

O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, havia dito mais cedo que Washington controlará as vendas de petróleo "indefinidamente".

Além disso, Trump garantiu que a Venezuela comprará apenas produtos manufaturados nos Estados Unidos com o dinheiro que entrar dessas vendas.

Trump havia anunciado na terça-feira que o governo interino de Delcy Rodríguez entregará até 50 milhões de barris de petróleo para sua venda sob controle de Washington.

Washington tem um plano para a Venezuela e "não está improvisando", declarou no Congresso o secretário de Estado, Marco Rubio.

- Esclarecer 'divergências' -

A queda de Maduro provocou outras reações diplomáticas, como o primeiro telefonema entre o presidente colombiano, Gustavo Petro, e Donald Trump. Os dois combinaram de se encontrar em breve na Casa Branca, segundo mensagem publicada por Trump na plataforma Truth Social.

Petro "me telefonou para explicar a situação das drogas e outras divergências que tivemos. Agradeci por sua chamada e pelo seu tom", comentou Trump.

Os Estados Unidos planejam depositar a receita da venda de óleo bruto em contas sob seu controle. "Esses fundos serão distribuídos em benefício do povo americano e do povo venezuelano", afirmou a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt.

"Seguimos mantendo uma coordenação estreita com as autoridades interinas, e suas decisões continuarão sendo ditadas pelos Estados Unidos da América", acrescentou Karoline.

Trump receberá as petroleiras americanas na próxima sexta-feira, na Casa Branca, para analisar "a imensa oportunidade que têm" na Venezuela, disse a porta-voz.

"Não estamos roubando o petróleo de ninguém", afirmou o secretário de Energia. A China é, até agora, o principal cliente do petróleo venezuelano, que chegava a seus portos a preço com desconto devido às sanções americanas e à dificuldade de transportá-lo.

O preço do petróleo caiu levemente nos mercados internacionais nesta quarta-feira.

- Equilíbrio difícil -

Especialistas apontam que, para se manter no poder, Delcy Rodríguez terá que buscar um difícil equilíbrio entre satisfazer as exigências de Trump e reorganizar um chavismo sem Maduro.

Na terça-feira, fez suas primeiras mudanças: nomeou como chefe da guarda presidencial um ex-chefe do serviço de inteligência (Sebin), que por sua vez controlará a temida agência de contrainteligência militar (DGCIM).

Também designou Calixto Ortega como chefe da equipe econômica, cargo que havia sido deixado vago pela própria Rodríguez ao assumir a presidência.

Seu governo interino tem duração máxima de 180 dias, após os quais o governo terá de convocar eleições.

Q.Moore--ThChM