The China Mail - Congresso dividido antecipa batalha pela presidência na Colômbia

USD -
AED 3.672498
AFN 65.504849
ALL 80.577087
AMD 365.860278
ANG 1.789783
AOA 917.000424
ARS 1491.75645
AUD 1.415397
AWG 1.80125
AZN 1.702571
BAM 1.696734
BBD 2.015728
BDT 122.843622
BGN 1.696366
BHD 0.377075
BIF 2998
BMD 1
BND 1.280933
BOB 11.734342
BRL 5.200393
BSD 1.000794
BTN 95.468406
BWP 13.472141
BYN 3.009929
BYR 19600
BZD 2.012779
CAD 1.392425
CDF 2273.00005
CHF 0.814065
CLF 0.023236
CLP 914.499139
CNY 6.743201
CNH 6.74428
COP 3125.59
CRC 449.393362
CUC 1
CUP 26.5
CVE 96.097355
CZK 20.9984
DJF 178.218681
DKK 6.480598
DOP 58.500592
DZD 132.925576
EGP 50.179799
ERN 15
ETB 161.890385
EUR 0.86692
FJD 2.212449
FKP 0.740201
GBP 0.74105
GEL 2.60983
GGP 0.740201
GHS 11.075014
GIP 0.740201
GMD 73.503608
GNF 8774.999769
GTQ 7.628599
GYD 209.38434
HKD 7.84725
HNL 26.830633
HRK 6.532499
HTG 130.904201
HUF 315.099503
IDR 17869
ILS 2.962965
IMP 0.740201
INR 95.40155
IQD 1311.025996
IRR 1374587.502337
ISK 123.279732
JEP 0.740201
JMD 158.336044
JOD 0.708973
JPY 159.484505
KES 129.380111
KGS 87.450258
KHR 4047.501402
KMF 426.999701
KPW 900.000294
KRW 1419.350245
KWD 0.30881
KYD 0.834053
KZT 465.738688
LAK 22565.000186
LBP 89549.999911
LKR 333.612392
LRD 181.649675
LSL 16.20377
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.359924
MAD 9.308499
MDL 17.373275
MGA 4310.91697
MKD 53.362649
MMK 2099.846019
MNT 3597.969266
MOP 8.08894
MRU 40.104973
MUR 47.149409
MVR 15.450173
MWK 1736.000212
MXN 17.03136
MYR 4.0864
MZN 63.910212
NAD 16.201257
NGN 1360.610236
NIO 36.82706
NOK 9.503797
NPR 152.752101
NZD 1.70711
OMR 0.384494
PAB 1.000794
PEN 3.377159
PGK 4.42879
PHP 61.353982
PKR 277.795321
PLN 3.73725
PYG 5973.01084
QAR 3.635016
RON 4.540599
RSD 101.711976
RUB 83.066008
RWF 1474.223003
SAR 3.743113
SBD 8.064941
SCR 13.765481
SDG 600.502424
SEK 9.557505
SGD 1.280275
SHP 0.740866
SLE 24.549828
SLL 20969.499227
SOS 571.973887
SRD 37.722501
STD 20697.981008
STN 21.254723
SVC 8.756946
SYP 13001.999906
SZL 16.149252
THB 33.180338
TJS 9.247366
TMT 3.51
TND 2.934571
TOP 2.40776
TRY 47.869903
TTD 6.786763
TWD 32.139098
TZS 2645.502973
UAH 44.737671
UGX 3715.737009
UYU 40.062929
UZS 11954.697077
VES 765.39797
VND 26075
VUV 118.594628
WST 2.730779
XAF 569.073676
XAG 0.015471
XAU 0.000229
XCD 2.70255
XCG 1.803702
XDR 0.707757
XOF 569.06874
XPF 103.462785
YER 237.149534
ZAR 16.183898
ZMK 9001.195179
ZMW 18.815201
ZWL 321.999592
Congresso dividido antecipa batalha pela presidência na Colômbia
Congresso dividido antecipa batalha pela presidência na Colômbia / foto: © AFP

Congresso dividido antecipa batalha pela presidência na Colômbia

As eleições legislativas deixaram o Congresso dividido na Colômbia antes das presidenciais de maio, que devem ser uma disputa acirrada entre as forças de esquerda do presidente Gustavo Petro e as da direita de oposição.

Tamanho do texto:

Em meio à apuração em curso, os primeiros cálculos apontam o governista Pacto Histórico como a legenda com o maior número de cadeiras, seguida de perto pelo partido direitista Centro Democrático.

"Seguimos polarizados tanto na Câmara quanto no Senado [...] Tomara que, para o bem do povo, o [presidente] que chegar não venha tão extremo e cumpra", disse à AFP Francisco Vargas, de 56 anos, bancário que se disse "surpreso" com os resultados apertados.

Veja, a seguir, três pontos-chaves para entender o que está em jogo após as eleições que renovaram o Congresso colombiano, de 285 membros.

1. Como fica o novo Congresso?

A esquerda do presidente Petro sai na frente como principal bancada no Senado.

Segundo as contagens e análises, o Pacto Histórico pode ganhar até cinco assentos a mais em relação à eleição passada, na qual obteve 20.

Também é projetada sua predominância na Câmara Baixa. Os resultados oficiais podem demorar até uma semana.

Por sua vez, espera-se que a direita tradicional liderada pelo ex-presidente Álvaro Uribe passe de 13 para cerca de 17 senadores, mas ainda longe dos números que alcançava antes da vitória de Petro em 2022.

Ambas as bancadas são obrigadas a formar alianças para levar adiante seus projetos, pois nenhuma conta com maiorias nas duas câmaras.

A configuração do novo Congresso ficou "excelente [...] pelo menos a extrema direita está sendo derrotada", declarou Fabio Hurtado, um motorista de 62 anos.

Nessas eleições e nas presidenciais de 31 de maio, a segurança, a saúde e a desigualdade estão entre os temas que mais preocupam os colombianos.

Na Colômbia "há muito a ser feito em temas de segurança", disse à AFP David Murillo, recrutador em uma multinacional de 29 anos que esperava "mais apoio ao centro".

2. O baralho das presidenciais

Os resultados evidenciaram o duelo acirrado entre esquerda e direita esperado para as eleições presidenciais, com pouca margem para forças de centro ou alternativas.

Iván Cepeda, uma forte liderança da esquerda que desponta como favorito, celebrou o avanço de seu partido entre aplausos e ovações.

Somos "a primeira força política da Colômbia", afirmou em um discurso ao fim de um dia avaliado por analistas como favorável à esquerda.

O governismo se mantém forte após quase quatro anos de governo de Petro e em um momento em que a direita se impõe em boa parte da América Latina.

"O povo gosta da gente e nos apoiou nas urnas", comemorou Cepeda.

Seu principal adversário, o advogado Abelardo de la Espriella, moderou o tom em um vídeo acompanhado por um pequeno grupo de membros de seu movimento político de direita que foram eleitos como legisladores.

O partido de Petro é "a maior bancada do Congresso da República, isso é muito grave", declarou ao conclamar à "união" para deter o "inimigo" Cepeda.

No domingo, a senadora Paloma Valencia lançou-se como uma terceira via ao vencer com folga primárias sem a participação dos candidatos favoritos.

Essa herdeira política do ex-presidente Uribe (2002-2010) pode encarnar uma direita moderada em comparação com De la Espriella, cujas propostas são consideradas extremistas.

"Paloma é luz para a Pátria", escreveu Uribe nas redes sociais, cujo apoio já foi determinante no passado para eleger presidentes na Colômbia.

3. O adeus das Farc

Dez anos depois de assinarem a paz, os ex-guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) desapareceram como força política, após obterem um resultado pífio nas urnas.

O histórico acordo de 2016 permitiu a seus membros criar o partido Comunes e lhes garantiu 10 cadeiras no Congresso de 2018 a 2026.

Encerrado esse período, eles deveriam se submeter às urnas nas eleições de domingo para manter seus assentos no Legislativo.

Mas nenhum dos 17 candidatos foi eleito, nem a coalizão à qual pertenciam superou o piso necessário para manter o reconhecimento como partido.

"Ratificamos nosso compromisso inabalável com a implementação" do acordo de paz, asseguraram os ex-guerrilheiros em um comunicado.

Após o desarmamento das Farc, a violência e a insegurança continuam sendo uma das maiores preocupações dos cidadãos na Colômbia, o maior produtor de cocaína do mundo.

G.Fung--ThChM