The China Mail - Peruanos votam em novo presidente, cansados da criminalidade e turbulência política

USD -
AED 3.672498
AFN 64.500028
ALL 81.624824
AMD 375.516815
AOA 917.000443
ARS 1379.923618
AUD 1.41603
AWG 1.8
AZN 1.704229
BAM 1.667278
BBD 2.011082
BDT 122.671668
BHD 0.376625
BIF 2967.989429
BMD 1
BND 1.272324
BOB 6.899962
BRL 5.0092
BSD 0.998508
BTN 92.62947
BWP 13.405226
BYN 2.865862
BYR 19600
BZD 2.008184
CAD 1.38125
CDF 2300.000437
CHF 0.789487
CLF 0.022686
CLP 892.843442
CNY 6.82802
CNH 6.824955
COP 3636.503133
CRC 462.128639
CUC 1
CUP 26.5
CVE 93.998551
CZK 20.788403
DJF 177.809983
DKK 6.372903
DOP 60.125314
DZD 132.246707
EGP 53.108563
ERN 15
ETB 156.679852
EUR 0.852702
FJD 2.211498
FKP 0.742933
GBP 0.743467
GEL 2.690006
GGP 0.742933
GHS 10.988449
GIP 0.742933
GMD 73.512179
GNF 8760.922382
GTQ 7.638208
GYD 208.899876
HKD 7.832299
HNL 26.518904
HRK 6.425901
HTG 130.923661
HUF 320.192642
IDR 17089.3
ILS 3.03421
IMP 0.742933
INR 93.090503
IQD 1308.043135
IRR 1316125.000245
ISK 122.189581
JEP 0.742933
JMD 157.870509
JOD 0.709037
JPY 159.16501
KES 129.210179
KGS 87.449902
KHR 3997.272069
KMF 420.000045
KPW 899.998178
KRW 1484.909374
KWD 0.30869
KYD 0.832104
KZT 471.85542
LAK 22019.52176
LBP 89419.71783
LKR 315.118708
LRD 183.726184
LSL 16.382337
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.347556
MAD 9.280849
MDL 17.20387
MGA 4143.898385
MKD 52.551042
MMK 2100.763326
MNT 3574.006152
MOP 8.05507
MRU 39.91049
MUR 46.519994
MVR 15.460014
MWK 1731.383999
MXN 17.621971
MYR 3.965037
MZN 63.959715
NAD 16.382337
NGN 1359.566982
NIO 36.741827
NOK 9.5249
NPR 148.206811
NZD 1.708964
OMR 0.38463
PAB 0.998508
PEN 3.369933
PGK 4.322066
PHP 59.876499
PKR 278.505946
PLN 3.653126
PYG 6457.525255
QAR 3.640254
RON 4.342303
RSD 100.055411
RUB 77.038489
RWF 1458.164614
SAR 3.748263
SBD 8.058149
SCR 15.185201
SDG 600.999734
SEK 9.27195
SGD 1.274603
SLE 24.624988
SOS 570.649162
SRD 37.449013
STD 20697.981008
STN 20.885725
SVC 8.737053
SYP 110.530532
SZL 16.386343
THB 32.208014
TJS 9.490729
TMT 3.505
TND 2.917693
TRY 44.665012
TTD 6.776352
TWD 31.741802
TZS 2591.108648
UAH 43.382209
UGX 3694.642172
UYU 40.288138
UZS 12141.852436
VES 475.837803
VND 26336
VUV 117.921501
WST 2.734489
XAF 559.189293
XAG 0.01312
XAU 0.00021
XCD 2.70255
XCG 1.799582
XDR 0.695452
XOF 559.189293
XPF 101.666596
YER 237.149874
ZAR 16.387498
ZMK 9001.199353
ZMW 18.996633
ZWL 321.999592
Peruanos votam em novo presidente, cansados da criminalidade e turbulência política
Peruanos votam em novo presidente, cansados da criminalidade e turbulência política / foto: © AFP

Peruanos votam em novo presidente, cansados da criminalidade e turbulência política

Peruanos votam para eleger novo presidente exaustos com o crime e a convulsão política

Tamanho do texto:

O Peru iniciou, neste domingo(12), a votação para eleger um novo presidente e parlamentares, em uma eleição sem precedentes que conta com 35 presidenciáveis, em meio a uma profunda crise política e a escalada da criminalidade.

O Peru, país com voto obrigatório, teve oito presidentes desde 2016, metade deles destituídos por um Congresso que concentra a rejeição da população.

Os peruanos já não confiam em seus políticos, a quem responsabilizam pela pior escalada criminal desde o conflito do Estado peruano com a guerrilha maoista Sendero Luminoso (1980-2000). Entre 2018 e 2025, os homicídios dobraram e as extorsões aumentaram oito vezes.

Nas filas de um centro de votação no popular distrito de San Martín de Porres, a comerciante Anita Medrano, de 60 anos, diz que não votará em nenhum político tradicional.

"Não votaria em ninguém. Estou tão decepcionada com todos os governantes", acrescenta à AFP a comerciante de roupas María Fernández, de 56 anos. "Só fomos governados por corruptos, ladrões e sem-vergonhas".

A onda de violência causada por extorsões e assassinatos, que coincide com a chegada de grupos criminosos estrangeiros que disputam espaço com os locais, é a principal preocupação dos peruanos.

Os principais candidatos prometeram combater a criminalidade com medidas radicais. Entre suas promessas estão o restabelecimento da pena de morte, prisões isoladas na Amazônia, condecorações a policiais que matem criminosos e a saída do país da jurisdição da Corte Interamericana de Direitos Humanos.

Em uma fila para votar, no distrito popular de San Martín de Porres, o engenheiro Carlos Altamirano, de 45 anos, ainda não decidiu em quem vai votar. "Não tenho expectativas porque temos tantos candidatos. Todos propõem, mas não sabem como" resolver os problemas, diz.

O país andino, de 34 milhões de habitantes, fechará as seções eleitorais às 17h (19h em Brasília).

- Sem opções -

Os eleitores "chegam muito incrédulos, muito inseguros, sem fé na política, sem reconhecer lideranças sólidas que orientem o voto", diz o sociólogo David Sulmont.

As preferências estão divididas entre sete pequenas candidaturas com chances de ir a um segundo turno. Nenhuma supera 15%.

Segundo pesquisas recentes, a direitista Keiko Fujimori lidera as preferências. Em entrevista à AFP na véspera da eleição, prometeu expulsões de migrantes em situação irregular, atrair investimentos americanos e se somar ao bloco de governos de direita da região que cresce com o apoio de Donald Trump.

Ela é seguida de perto pelo empresário centrista Ricardo Belmont, pelo outsider populista Carlos Álvarez, pelo ex-prefeito ultraconservador Rafael López Aliaga e pelos esquerdistas Roberto Sánchez, Alfonso López Chau e Jorge Nieto.

E qualquer um pode crescer. Em 2021, o esquerdista Pedro Castillo (2021-2022), que acabou vencendo a eleição presidencial, surpreendeu o país ao passar ao segundo turno, embora uma semana antes aparecesse em sétimo lugar nas pesquisas.

"Diante dessa incerteza (...), as pessoas estão decidindo na reta final", diz Sulmont, acrescentando que, desta vez, o percentual de indecisos "foi um dos mais altos" em comparação com eleições anteriores.

No domingo passado, ainda havia 16% de indecisos e outros 11% que pensavam em não votar em ninguém, segundo o Ipsos.

- "Desânimo" -

Os eleitores se depararão com uma cédula de 44 centímetros de comprimento, na qual também escolherão pela primeira vez desde 1990 deputados e senadores, já que o país restabelecerá em julho um Congresso bicameral.

Segundo um relatório da rádio RPP, pelo menos 252 candidatos a todos os cargos em disputa têm condenações penais.

Para o analista David Sulmont, "há uma grande desconexão entre a oferta política e as expectativas das pessoas". "Nenhuma das candidaturas desperta grande entusiasmo", diz.

"Foi uma campanha mais superficial, mais emotiva, mais movida por impulsos" do que por programas, comenta Luis Benavente, especialista em opinião pública. Segundo ele, a sensação geral é de "desânimo".

Concentrados na segurança, durante três meses os principais candidatos quase não falaram de reforma política nem de direitos humanos, explica, e tampouco houve "propostas claras" para impulsionar a produção do país e reduzir a alta informalidade no mercado de trabalho, de 70%.

"Não há esperança, com tantas coisas que aconteceram. Não tenho candidato", diz Luis Peña, um engraxate de 55 anos decepcionado.

Mais de 90% dos peruanos têm "pouca" ou "nenhuma confiança" em seu governo e em seu Congresso, o número mais alto da América Latina, segundo a pesquisa regional Latinobarómetro.

Mas, apesar de seus problemas, o Peru se destaca como uma das economias mais estáveis da região, com exportações minerais pujantes e a menor inflação, de 1,5%.

K.Leung--ThChM