The China Mail - Líbano e Israel iniciam negociações em Washington

USD -
AED 3.67325
AFN 64.000022
ALL 81.849714
AMD 375.189865
ANG 1.789884
AOA 916.999507
ARS 1365.994201
AUD 1.402131
AWG 1.795
AZN 1.697472
BAM 1.657451
BBD 2.013534
BDT 122.939115
BGN 1.668102
BHD 0.377382
BIF 2965.5
BMD 1
BND 1.27134
BOB 6.908387
BRL 5.0041
BSD 0.999733
BTN 93.045427
BWP 13.395592
BYN 2.840557
BYR 19600
BZD 2.010652
CAD 1.37658
CDF 2310.000132
CHF 0.780598
CLF 0.022535
CLP 886.919907
CNY 6.81605
CNH 6.80899
COP 3596.97
CRC 460.248387
CUC 1
CUP 26.5
CVE 93.724968
CZK 20.635001
DJF 177.719707
DKK 6.33465
DOP 59.49968
DZD 132.143046
EGP 52.417202
ERN 15
ETB 156.650419
EUR 0.84771
FJD 2.198349
FKP 0.743086
GBP 0.736905
GEL 2.690271
GGP 0.743086
GHS 11.050119
GIP 0.743086
GMD 73.492847
GNF 8780.00018
GTQ 7.643123
GYD 209.158358
HKD 7.833201
HNL 26.614998
HRK 6.387104
HTG 130.964437
HUF 307.947979
IDR 17124.95
ILS 3.009495
IMP 0.743086
INR 93.08085
IQD 1310
IRR 1316125.00013
ISK 121.897192
JEP 0.743086
JMD 157.863738
JOD 0.708959
JPY 158.68696
KES 129.30124
KGS 87.450172
KHR 4014.99991
KMF 417.999932
KPW 899.97402
KRW 1471.274996
KWD 0.30874
KYD 0.833125
KZT 474.985487
LAK 21967.50203
LBP 89549.999424
LKR 315.462092
LRD 184.250477
LSL 16.410609
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.349931
MAD 9.25725
MDL 17.120121
MGA 4134.99981
MKD 52.244341
MMK 2099.876639
MNT 3575.565881
MOP 8.066423
MRU 39.999768
MUR 46.429711
MVR 15.44992
MWK 1737.000198
MXN 17.26775
MYR 3.950959
MZN 63.950624
NAD 16.389719
NGN 1356.049705
NIO 36.719974
NOK 9.44418
NPR 148.872684
NZD 1.692725
OMR 0.384498
PAB 0.999733
PEN 3.371991
PGK 4.31225
PHP 59.756502
PKR 278.999919
PLN 3.59255
PYG 6396.583065
QAR 3.645699
RON 4.3148
RSD 99.544021
RUB 75.374697
RWF 1460.5
SAR 3.752061
SBD 8.048583
SCR 14.274088
SDG 601.000226
SEK 9.179815
SGD 1.27077
SHP 0.746601
SLE 24.535724
SLL 20969.496166
SOS 571.498072
SRD 37.429819
STD 20697.981008
STN 21.2
SVC 8.747421
SYP 110.6312
SZL 16.390125
THB 31.970288
TJS 9.467373
TMT 3.505
TND 2.883999
TOP 2.40776
TRY 44.72041
TTD 6.793134
TWD 31.556971
TZS 2606.221976
UAH 43.500833
UGX 3709.306316
UYU 40.228643
UZS 12151.000025
VES 476.55236
VND 26342.5
VUV 119.334106
WST 2.759339
XAF 555.888696
XAG 0.012609
XAU 0.000206
XCD 2.70255
XCG 1.801757
XDR 0.692066
XOF 559.999664
XPF 101.649937
YER 238.625027
ZAR 16.327297
ZMK 9001.20255
ZMW 19.119248
ZWL 321.999592
Líbano e Israel iniciam negociações em Washington
Líbano e Israel iniciam negociações em Washington / foto: © AFP/Arquivos

Líbano e Israel iniciam negociações em Washington

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, conclamou nesta terça-feira (14) Israel e o Líbano a aproveitar uma "oportunidade histórica" para a paz, com o início em Washington do primeiro diálogo direto em décadas entre os dois países.

Tamanho do texto:

O governo dos Estados Unidos, que atua como mediador do encontro, pressiona para deter o conflito entre Israel e o movimento islamista libanês Hezbollah por temer que isso possa prejudicar as negociações com o Irã — conversas que, até o momento, não apresentaram progresso algum, após o fracasso de uma reunião realizada no Paquistão durante o fim de semana.

O Líbano foi arrastado para a guerra no Oriente Médio em 2 de março, quando o Hezbollah, aliado de Teerã, lançou ataques contra Israel em resposta aos bombardeios conjuntos israelense-americanos contra o Irã que desencadearam o conflito.

Segundo as autoridades libanesas, os ataques israelenses mataram mais de 2.000 pessoas e deslocaram pelo menos um milhão.

O encontro em Washington — o primeiro do tipo desde 1993 — conta com a participação de Marco Rubio como mediador, ao lado dos embaixadores de Israel e do Líbano nos Estados Unidos.

“Esta é uma oportunidade histórica. Temos consciência de que enfrentamos décadas de história e de complexidades que nos trouxeram até este momento único e à oportunidade que se apresenta aqui”, disse Rubio no Departamento de Estado ao receber os embaixadores.

“A esperança é que possamos delinear um marco sobre o qual possa se desenvolver uma paz atual e duradoura”, acrescentou.

Contudo, as expectativas de quaisquer avanços significativos são baixas, uma vez que o líder do Hezbollah, Naim Qassem, pediu o cancelamento das conversas, classificando-as como um ato de "submissão e rendição".

Pouco depois do início das negociações em Washington, o movimento afirmou ter atacado com foguetes 13 localidades no norte de Israel.

O governo israelense descartou a possibilidade de discutir qualquer cessar-fogo com o movimento pró-iraniano, do qual exige o desarmamento.

"Queremos alcançar a paz e a normalização com o Estado libanês... Não há grandes disputas entre Israel e o Líbano. O problema é o Hezbollah", afirmou o ministro das Relações Exteriores, Gideon Saar, de Jerusalém, antes da reunião.

O presidente libanês, Joseph Aoun, disse esperar que as conversas marquem o “início do fim do sofrimento do povo libanês em geral”.

No terreno, moradores de Beirute manifestaram a esperança de que as conversas tragam um fim à violência. "Estamos extremamente cansados", disse Kamal Ayad, de 49 anos. "Já vivemos muitas guerras e queremos descansar."

- Bloqueio naval -

Com as atenções voltadas para o encontro entre Israel e o Líbano, o presidente americano, Donald Trump, tentou pressionar o Irã com um bloqueio naval e ameaçou afundar qualquer embarcação que tentasse entrar ou sair do Estreito de Ormuz.

Washington afirmou que “a bola está no campo do Irã” para pôr fim à guerra no Oriente Médio.

Desde a eclosão da guerra, em 28 de fevereiro, o Irã restringiu drasticamente a passagem por este estreito, por onde em condições normais transitam aproximadamente 20% das exportações mundiais de petróleo e gás.

O comando militar iraniano classificou o bloqueio como um ato de pirataria e alertou que, se a segurança de seus portos "for ameaçada, nenhum porto no Golfo ou no Mar Arábico estará seguro".

Segundo analistas, Trump está tentando privar o Irã de recursos financeiros, mas também impulsionar a China — o maior comprador de petróleo iraniano — a exercer pressão sobre Teerã para reabrir o Estreito de Ormuz.

Por ora, a China considerou o bloqueio como "perigoso e irresponsável".

A Presidência francesa informou que França e Reino Unido devem organizar, na sexta-feira, uma videoconferência entre "países não beligerantes dispostos a contribuir" para uma "missão defensiva" em Ormuz, visando restaurar a liberdade de navegação.

Apesar do aumento nas tensões, o frágil cessar-fogo de duas semanas, acordado na última quarta-feira, permanece em vigor.

Trump afirmou na Casa Branca que representantes iranianos haviam entrado em contato para chegar a um acordo, após negociações infrutíferas no Paquistão. "Recebemos um telefonema da outra parte. Eles gostariam de chegar a um acordo. Com grande urgência", afirmou do lado de fora do Salão Oval.

Duas fontes paquistanesas de alto escalão disseram à AFP nesta terça-feira que Islamabad está trabalhando para reunir Irã e Estados Unidos em uma segunda rodada de conversas.

- Pausa no enriquecimento nuclear -

Trump insiste que qualquer acordo deve incluir uma proibição ao Irã de obter armas nucleares no futuro.

Diversos veículos de comunicação noticiaram na segunda-feira que os Estados Unidos teriam solicitado a suspensão, por 20 anos, do programa de enriquecimento de urânio do Irã.

Teerã propôs suspender suas atividades nucleares por cinco anos, o que foi rejeitado por autoridades americanas, segundo o The New York Times.

Os esforços diplomáticos também se intensificaram em outros lugares, com a chegada do chanceler russo, Serguei Lavrov, a Pequim nesta terça-feira, horas após a agência de notícias estatal iraniana ter informado que ele havia conversado com seu homólogo iraniano, Abbas Araghchi.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez — também em Pequim —, declarou após uma reunião com o presidente Xi Jinping que a China poderia desempenhar um papel "importante" na "busca de vias diplomáticas para pôr fim a esta guerra".

L.Johnson--ThChM