The China Mail - Sem Emirados, Opep+ aumenta suas cotas de produção

USD -
AED 3.672502
AFN 65.497068
ALL 81.184963
AMD 365.910147
ANG 1.789685
AOA 917.000157
ARS 1492.469302
AUD 1.415208
AWG 1.8
AZN 1.699053
BAM 1.695366
BBD 2.013843
BDT 123.135735
BGN 1.696691
BHD 0.37705
BIF 2990.5
BMD 1
BND 1.279359
BOB 11.793465
BRL 5.196797
BSD 0.9999
BTN 95.268311
BWP 13.46018
BYN 2.986239
BYR 19600
BZD 2.011
CAD 1.393875
CDF 2275.000148
CHF 0.813029
CLF 0.023238
CLP 914.589728
CNY 6.74385
CNH 6.74401
COP 3147.91
CRC 454.22433
CUC 1
CUP 26.5
CVE 96.000291
CZK 21.01805
DJF 177.720345
DKK 6.48403
DOP 58.38014
DZD 132.895587
EGP 50.218802
ERN 15
ETB 159.974962
EUR 0.86735
FJD 2.21245
FKP 0.740048
GBP 0.740775
GEL 2.610216
GGP 0.740048
GHS 11.39602
GIP 0.740048
GMD 74.000053
GNF 8777.502922
GTQ 7.628996
GYD 209.231063
HKD 7.846515
HNL 26.875027
HRK 6.536198
HTG 130.787734
HUF 316.125501
IDR 17858.85
ILS 2.979102
IMP 0.740048
INR 95.34485
IQD 1310.5
IRR 1374625.000061
ISK 123.160163
JEP 0.740048
JMD 158.295084
JOD 0.709033
JPY 159.333495
KES 129.279925
KGS 87.449879
KHR 4055.999784
KMF 428.000114
KPW 900.000293
KRW 1414.769727
KWD 0.30914
KYD 0.833286
KZT 465.567234
LAK 22552.493347
LBP 89683.569293
LKR 334.236292
LRD 181.624969
LSL 16.159947
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.36502
MAD 9.306502
MDL 17.333189
MGA 4307.494974
MKD 53.386496
MMK 2099.936813
MNT 3596.665371
MOP 8.081969
MRU 40.110193
MUR 47.069639
MVR 15.460276
MWK 1736.999523
MXN 17.05605
MYR 4.085602
MZN 63.901514
NAD 16.160172
NGN 1363.469829
NIO 36.797691
NOK 9.490599
NPR 152.426482
NZD 1.70679
OMR 0.384508
PAB 0.999909
PEN 3.359498
PGK 4.405002
PHP 61.204988
PKR 277.805954
PLN 3.734204
PYG 5966.513668
QAR 3.64575
RON 4.5405
RSD 101.773999
RUB 82.907924
RWF 1468
SAR 3.748756
SBD 8.064941
SCR 13.790621
SDG 600.491204
SEK 9.57695
SGD 1.279665
SHP 0.740866
SLE 24.54963
SLL 20969.492633
SOS 571.501145
SRD 37.669815
STD 20697.981008
STN 21.5
SVC 8.749095
SYP 13001.999716
SZL 16.150494
THB 33.089528
TJS 9.249093
TMT 3.5
TND 2.937014
TOP 2.40776
TRY 47.7762
TTD 6.781351
TWD 32.218034
TZS 2649.998016
UAH 44.67795
UGX 3709.209745
UYU 40.247745
UZS 11958.000166
VES 765.398241
VND 26049.5
VUV 118.442804
WST 2.72999
XAF 568.605049
XAG 0.01525
XAU 0.000226
XCD 2.70255
XCG 1.802074
XDR 0.706905
XOF 567.99973
XPF 103.875015
YER 237.150069
ZAR 16.13595
ZMK 9001.200612
ZMW 18.8184
ZWL 321.999592
Sem Emirados, Opep+ aumenta suas cotas de produção
Sem Emirados, Opep+ aumenta suas cotas de produção / foto: © AFP/Arquivos

Sem Emirados, Opep+ aumenta suas cotas de produção

Arábia Saudita, Rússia e outros cinco países da Opep+ decidiram, neste domingo (3), aumentar suas cotas de produção de petróleo em sua primeira reunião após a saída, esta semana, dos Emirados Árabes Unidos, sobre a qual o cartel silenciou.

Tamanho do texto:

Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã adicionarão "188.000 barris diários" a suas cotas de produção para junho, "no marco de seu compromisso coletivo com a estabilidade do mercado petroleiro", indicou um comunicado publicado no site da Opep.

A declaração do grupo não mencionou os Emirados Árabes Unidos, um indício de tensões com Abu Dhabi após sua saída da organização, declarou à AFP Jorge León, da Rystad Energy.

Ele explicou à AFP que o cartel quer transmitir "uma mensagem dupla": que a saída dos Emirados não alteraria o funcionamento da Opep+ e que o grupo segue exercendo controle sobre os mercados mundiais de petróleo, apesar das enormes perturbações da guerra.

O anúncio da Opep+ é similar ao aumento de 206.000 barris, anunciado em março e abril, subtraída a fração correspondente aos Emirados.

É muito provável que este aumento não se traduza em uma produção adicional.

- Produção em baixa -

Isto se deve a que desde o início da guerra no Oriente Médio, o Irã bloqueia as exportações dos países do Golfo pelo Estreito de Ormuz e estes são os que abrigam as principais capacidades inexploradas da Opep+.

Entre os países da Opep+ sujeitos a cotas, a produção "caiu para 27,68 milhões de barris diários em março", quando a soma das cotas para o mês chegava a 36,73 milhões de barris diários, "o que supõe um déficit de cerca de nove milhões de barris diários", explicou Priya Walia, analista da Rystad Energy.

O impacto recai principalmente em Arábia Saudita, Iraque, Iraque, Kuwait e, obviamente, Emirados Árabes Unidos, cuja produção não será mais contabilizada dentro daquela da aliança (o Irã é membro da Opep+, mas não está sujeito a cotas).

A Rússia, segundo maior produtor do cartel, é quem mais se beneficia da situação com os altos preços da energia, mas parece que vem enfrentando dificuldades para produzir no nível de suas cotas atuais.

Sua indústria petrolífera tem que lidar com a retirada de investimentos ocidentais desde que começou a guerra provocada por sua invasão da Ucrânia, em 2022, e com uma produção constantemente afetada pelos ataques com drones de Kiev.

- Opep+, muito enfraquecida -

Para o grupo, a retirada dos Emirados Árabes Unidos "é um acontecimento importante", muito maior do que foi a saída do Catar, em 2019, e depois a de Angola, avaliou Amena Bakr, analista da Kpler, durante uma videoconferência sobre o tema.

Além de ser o quarto produtor da Opep+ em volume, Abu Dhabi tem importantes capacidades de produção inexploradas, algo muito útil para o grupo no momento de regular o mercado.

Desde 2021, "os Emirados Árabes Unidos tinham expressado seu descontentamento em relação a suas cotas", destacou Bakr.

Nos últimos anos, o país investiu maciçamente em infraestruturas e sua companhia petrolífera, Adnoc, prevê uma capacidade de produção de 5 milhões de barris diários até 2027, muito acima de sua cota fixada (3,447 milhões de barris diários).

A Adnoc se comprometeu, neste domingo, a investir US$ 55 bilhões (R$ 274,3 bilhões) em novos projetos nos próximos dois anos, o que confirma que a empresa "acelera o crescimento e a implementação de sua estratégia".

Isto transforma Abu Dhabi em um ator muito competitivo dentro do mercado, capaz de produzir a um custo muito baixo, o que poderia limitar o impacto das medidas tomadas por Riade e seus aliados quando os mercados voltarem ao normal.

Para a Opep+, outros países serem tentados a partir também representa um risco: Cazaquistão e Iraque, por exemplo, têm sido advertidos com frequência por ultrapassarem suas cotas.

B.Carter--ThChM