The China Mail - Relatório israelense acusa o Hamas de violência sexual em larga escala no ataque de 7 de outubro

USD -
AED 3.67295
AFN 65.551421
ALL 81.18496
AMD 365.910292
AOA 917.000139
ARS 1492.402971
AUD 1.41594
AWG 1.8
AZN 1.732138
BAM 1.695366
BBD 2.013843
BDT 123.135735
BHD 0.37705
BIF 2990.5
BMD 1
BND 1.279359
BOB 11.793465
BRL 5.191975
BSD 0.9999
BTN 95.268311
BWP 13.46018
BYN 2.986239
BYR 19600
BZD 2.011
CAD 1.394125
CDF 2275.00005
CHF 0.813302
CLF 0.023239
CLP 914.619982
CNY 6.74385
CNH 6.745755
COP 3148.92
CRC 454.22433
CUC 1
CUP 26.5
CVE 95.999853
CZK 21.026947
DJF 177.720024
DKK 6.48672
DOP 58.380219
DZD 132.885825
EGP 50.216605
ERN 15
ETB 159.975026
EUR 0.86774
FJD 2.233198
FKP 0.740048
GBP 0.74105
GEL 2.609808
GGP 0.740048
GHS 11.40389
GIP 0.740048
GMD 74.000094
GNF 8777.493911
GTQ 7.628996
GYD 209.231063
HKD 7.84686
HNL 26.875047
HRK 6.537496
HTG 130.787734
HUF 315.984031
IDR 17859
ILS 2.9791
IMP 0.740048
INR 95.34365
IQD 1310.5
IRR 1374624.999886
ISK 123.209803
JEP 0.740048
JMD 158.295084
JOD 0.708977
JPY 159.422981
KES 129.250272
KGS 87.449705
KHR 4055.999947
KMF 428.000283
KRW 1417.270271
KWD 0.30916
KYD 0.833286
KZT 465.567234
LAK 22552.558187
LBP 89683.569293
LKR 334.236292
LRD 181.62497
LSL 16.159983
LTL 2.952741
LVL 0.60489
LYD 6.364985
MAD 9.306495
MDL 17.333189
MGA 4307.509472
MKD 53.336685
MMK 2099.936813
MNT 3596.665371
MOP 8.081969
MRU 40.109774
MUR 47.069617
MVR 15.460212
MWK 1736.999954
MXN 17.054983
MYR 4.085501
MZN 63.905413
NAD 16.159847
NGN 1363.469878
NIO 36.797691
NOK 9.498102
NPR 152.426482
NZD 1.706575
OMR 0.384668
PAB 0.999909
PEN 3.359498
PGK 4.405005
PHP 61.244976
PKR 277.791011
PLN 3.73605
PYG 5966.513668
QAR 3.64575
RON 4.542497
RSD 101.88203
RUB 82.889419
RWF 1468
SAR 3.748756
SBD 8.064941
SCR 13.922777
SDG 600.500451
SEK 9.580097
SGD 1.280502
SLE 24.550142
SOS 571.504833
SRD 37.669798
STD 20697.981008
STN 21.5
SVC 8.749095
SZL 16.150178
THB 33.110057
TJS 9.249093
TMT 3.5
TND 2.936991
TRY 47.757085
TTD 6.781351
TWD 32.2328
TZS 2649.493026
UAH 44.67795
UGX 3709.209745
UYU 40.247745
UZS 11957.999919
VES 765.401052
VND 26049.5
VUV 118.442804
WST 2.72999
XAF 568.605049
XAG 0.015308
XAU 0.000227
XCD 2.70255
XCG 1.802074
XDR 0.706905
XOF 567.999764
XPF 103.874977
YER 237.149852
ZAR 16.12757
ZMK 9001.20327
ZMW 18.8184
ZWL 321.999592
Relatório israelense acusa o Hamas de violência sexual em larga escala no ataque de 7 de outubro
Relatório israelense acusa o Hamas de violência sexual em larga escala no ataque de 7 de outubro / foto: © AFP/Arquivos

Relatório israelense acusa o Hamas de violência sexual em larga escala no ataque de 7 de outubro

Um relatório de uma comissão israelense publicado nesta terça-feira (12) acusa o Hamas e outros grupos palestinos de "violência sexual sistemática" e "em larga escala" durante o ataque de 7 de outubro de 2023, que desencadeou a guerra em Gaza, assim como durante o cativeiro dos reféns.

Tamanho do texto:

O relatório de 300 páginas do órgão, criado em novembro de 2023 por uma jurista israelense, complementa outras investigações, em particular da ONU, e os depoimentos dos sobreviventes para documentar a magnitude da violência sexual cometida durante o ataque sem precedentes do movimento islamista palestino em território israelense.

A investigação envolve o dia do ataque e o período de cativeiro dos reféns capturados e levados para Gaza.

Após dois anos de investigação, este comitê criado especificamente para documentar os crimes sexuais atribuídos ao Hamas concluiu que "a violência sexual e de gênero foi sistemática, em larga escala e constituiu parte dos ataques de 7 de outubro e suas consequências".

"Em múltiplos locais e em diferentes fases do ataque, incluindo durante o sequestro, o transporte e o cativeiro (dos reféns), o Hamas e seus (aliados) recorreram repetidamente a táticas de violência sexual e tortura contra as vítimas", destaca o relatório.

"Os crimes foram caracterizados por uma crueldade extrema e um profundo sofrimento humano, muitas vezes infligidos com o objetivo de intensificar o terror e a humilhação", acrescenta o texto.

O relatório afirma que é baseado em "uma ampla documentação factual, que inclui depoimentos filmados originais de sobreviventes e testemunhas, entrevistas, fotografias, vídeos, processos oficiais e outras fontes primárias procedentes dos locais dos ataques".

Um dos testemunhos citados é o de Raz Cohen, um sobrevivente do festival de música Nova que afirmou: "Eu os vi a estuprando (...) e depois a mataram. E depois a estupraram de novo, mesmo quando ela já não se mexia", declarou.

O documento foi divulgado ao mesmo tempo em que o jornal The New York Times publicou uma investigação que afirma que guardas prisionais, soldados, colonos e interrogadores israelenses exercem violência sexual "generalizada" contra detidos palestinos, acusações que Israel rejeitou energicamente.

- "Crimes contra a humanidade" -

Os autores do relatório afirmam que examinaram "mais de 10 mil fotografias e sequências de vídeo do ataque, o que representa um total de mais de 1.800 horas acumuladas de análise de material visual", e que organizaram "mais de 430 entrevistas, audiências ou reuniões (...) com sobreviventes, testemunhas, ex-reféns, especialistas e parentes" das vítimas.

A investigação conclui "inequivocamente" que "a violência sexual e de gênero constituiu um elemento central do ataque de 7 de outubro e do cativeiro dos reféns".

"Estes delitos constituem crimes de guerra, crimes contra a humanidade e atos de genocídio à luz do direito internacional", acrescenta a comissão civil.

O Hamas nega as acusações desde que foram apresentadas pela primeira vez, em 2023.

Durante o ataque surpresa dos islamistas, que romperam a barreira de fronteira entre Gaza e Israel e avançaram contra comunidades rurais, delegacias e postos militares, assim como contra o festival de música eletrônica Nova, celebrado a poucos quilômetros da Faixa de Gaza, 1.221 pessoas morreram do lado israelense, a maioria civis, segundo um balanço da AFP baseado em dados oficiais.

Os milicianos sequestraram 251 pessoas em 7 de outubro de 2023, incluindo 44 que morreram no dia do ataque.

Dos 207 reféns vivos levados pelo Hamas, 41 morreram em cativeiro.

Os últimos reféns com vida, 20 homens, foram libertados em outubro de 2025, durante um cessar-fogo anunciado alguns dias antes por pressão dos Estados Unidos.

A prolongada campanha de retaliação de Israel devastou a Faixa de Gaza, onde sobrevivem mais de dois milhões de palestinos, e matou mais de 72 mil pessoas, segundo o Ministério da Saúde do território, que opera sob a autoridade do Hamas e cujos números são considerados confiáveis pela ONU.

Diante da magnitude das represálias israelenses, a África do Sul iniciou um processo na Corte Internacional de Justiça (CIJ), o principal órgão judicial da ONU, no qual acusa Israel de cometer um "genocídio" em Gaza.

Em uma decisão relevante em janeiro de 2024, sem se pronunciar sobre o mérito da questão, a CIJ pediu a Israel que evitasse qualquer ato de genocídio, advertindo para um "risco real e iminente de dano irreparável" para os palestinos.

I.Taylor--ThChM--ThChM