The China Mail - Onda de violência põe esquerda à prova nas presidenciais da Colômbia

USD -
AED 3.672496
AFN 65.495805
ALL 80.632788
AMD 365.9098
AOA 918.000077
ARS 1493.538853
AUD 1.413977
AWG 1.8025
AZN 1.698309
BAM 1.695366
BBD 2.013843
BDT 123.135735
BHD 0.377079
BIF 2989.238084
BMD 1
BND 1.279359
BOB 11.793465
BRL 5.186299
BSD 0.9999
BTN 95.268311
BWP 13.46018
BYN 2.986239
BYR 19600
BZD 2.011
CAD 1.39194
CDF 2274.999994
CHF 0.811502
CLF 0.023191
CLP 912.820395
CNY 6.745299
CNH 6.744725
COP 3133.84
CRC 454.22433
CUC 1
CUP 26.5
CVE 95.582977
CZK 20.99875
DJF 178.059214
DKK 6.477196
DOP 58.38119
DZD 132.890296
EGP 50.118597
ERN 15
ETB 161.73855
EUR 0.86639
FJD 2.210984
FKP 0.740048
GBP 0.740275
GEL 2.614962
GGP 0.740048
GHS 11.448459
GIP 0.740048
GMD 73.496973
GNF 8783.769141
GTQ 7.628996
GYD 209.231063
HKD 7.84745
HNL 26.800737
HRK 6.527503
HTG 130.787734
HUF 315.856499
IDR 17857
ILS 2.979103
IMP 0.740048
INR 95.40205
IQD 1309.871059
IRR 1374699.999833
ISK 123.04018
JEP 0.740048
JMD 158.295084
JOD 0.708979
JPY 159.201503
KES 129.250079
KGS 87.449962
KHR 4048.976054
KMF 426.999754
KRW 1416.084984
KWD 0.30909
KYD 0.833286
KZT 465.567234
LAK 22560.581828
LBP 89540.874043
LKR 334.236292
LRD 181.483263
LSL 16.156117
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.3774
MAD 9.287668
MDL 17.333189
MGA 4303.032667
MKD 53.336685
MMK 2099.936813
MNT 3596.665371
MOP 8.081969
MRU 39.96602
MUR 47.069748
MVR 15.450423
MWK 1733.869045
MXN 17.057625
MYR 4.085402
MZN 63.394362
NAD 16.156117
NGN 1361.960336
NIO 36.797691
NOK 9.46966
NPR 152.426482
NZD 1.704195
OMR 0.384516
PAB 0.999909
PEN 3.37932
PGK 4.422658
PHP 61.241038
PKR 277.744308
PLN 3.730898
PYG 5966.513668
QAR 3.645442
RON 4.539302
RSD 101.630965
RUB 82.903275
RWF 1472.835627
SAR 3.750356
SBD 8.065041
SCR 13.875807
SDG 600.502594
SEK 9.5402
SGD 1.279315
SLE 24.498041
SOS 571.416188
SRD 37.669776
STD 20697.981008
STN 21.237588
SVC 8.749095
SZL 16.140427
THB 33.075501
TJS 9.249093
TMT 3.51
TND 2.935988
TRY 47.757498
TTD 6.781351
TWD 32.248201
TZS 2649.997999
UAH 44.67795
UGX 3709.209745
UYU 40.247745
UZS 11956.432228
VES 760.265203
VND 26054.5
VUV 118.442804
WST 2.72999
XAF 568.605049
XAG 0.015173
XAU 0.000226
XCD 2.70255
XCG 1.802074
XDR 0.706905
XOF 568.614907
XPF 103.380273
YER 237.197529
ZAR 16.13714
ZMK 9001.202094
ZMW 18.8184
ZWL 321.999592
Onda de violência põe esquerda à prova nas presidenciais da Colômbia
Onda de violência põe esquerda à prova nas presidenciais da Colômbia / foto: © AFP/Arquivos

Onda de violência põe esquerda à prova nas presidenciais da Colômbia

Os colombianos vão escolher seu novo presidente do próximo domingo (31) em eleições que serão realizadas em meio à pior onda de violência em uma década, nas quais vão decidir se ratificam a esquerda, no poder pela primeira vez no país, ou se inclinam para a direita.

Tamanho do texto:

Sem a possibilidade de disputar a reeleição, o presidente Gustavo Petro termina seu mandato com menos desemprego e salários mais altos, em um contexto de recrudescimento do conflito armado, marcado por atentados com carros-bomba, drones explosivos e o assassinato de um pré-candidato presidencial.

Nas pesquisas aparece como favorito o senador esquerdista Iván Cepeda, de 63 anos, aliado de Petro no partido Pacto Histórico, que aposta na continuidade de suas políticas sociais e das negociações de paz com os grupos armados.

"Eu dou a eles o meu voto porque minha vida mudou com este governo, pude ir para a universidade de forma gratuita (...) e foi um peso a menos para minha família", disse à AFP Natalia Rojas, de 23 anos, estudante de design em Bogotá e beneficiária de um programa de educação subsidiada.

Para vencer em um único turno, o candidato precisa obter mais da metade dos votos. As pesquisas preveem um segundo turno em 21 de junho entre Cepeda e o advogado direitista Abelardo de la Espriella.

Apelidado de "El Tigre", De la Espriella, um excêntrico milionário de 47 anos, sem experiência política e que costuma usar colete à prova de balas, encarna a rejeição a Petro e a linha-dura no enfrentamento às guerrilhas e aos narcotraficantes.

A direita chega dividida com outra opção, em terceiro lugar nas pesquisas: a senadora Paloma Valencia, de 50 anos, candidata do Centro Democrático, o partido do popular ex-presidente direitista Álvaro Uribe (2002-2010), e pertencente a uma das famílias mais poderosas da Colômbia.

"Esta eleição está muito marcada pela luta de classes, acredito que é o que está funcionando com Petro (...) Aí está toda sua munição eleitoral", disse à AFP o cientista político Álvaro Forero.

- "Extremamente grave" -

Diferentemente de outros países na América Latina que optaram por uma guinada para a direita, na Colômbia a esquerda dá poucas demonstrações de desgaste.

Neste mandato, o salário mínimo nominal aumentou 75% e o desemprego caiu, impulsionado em parte pela contratação estatal em um dos países mais desiguais do mundo.

Mas a oposição questiona a deterioração da segurança, apesar das políticas de "paz total" com as quais Petro tentou, sem sucesso, desmobilizar os grupos que permaneceram em armas após a assinatura do acordo com a guerrilha das Farc, em 2016.

Especialistas coincidem em que as organizações armadas aproveitaram as negociações para se fortalecer.

"O ano de 2025 foi muito ruim. O sequestro aumentou mais de 110% em comparação com o ano anterior. Chegamos ao número mais alto de deslocamentos em quase 20 anos (..) A situação é extremamente grave para os candidatos", ameaçados após o assassinato, no ano passado, do pré-candidato da direita Miguel Uribe, disse Juanita Goebertus, diretora para as Américas da organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch.

O auge do narcotráfico azedou as relações entre Petro e o presidente americano, Donald Trump, com uma crise que escalou para a troca de ofensas e esteve prestes a arruinar uma cooperação entre países que sempre foram aliados históricos, até que em um encontro na Casa Branca, em fevereiro, os dois presidentes acalmaram as tensões.

"O que De la Espriella quer fazer é organizar a casa, tal como está fazendo (o presidente Nayib) Bukele em El Salvador", comentou Wilmer Bolívar, um militar reformado de 47 anos em Bogotá.

El Salvador vive desde 2022 sob um regime de exceção, decretado por Bukele para conter as gangues, que permite detenções sem ordem judicial, razão pela qual é duramente criticado por organismos de defesa dos direitos humanos.

De la Espriella propõe construir mega-presídios onde os presos se alimentem a "pão e água" e fiquem "dez andares debaixo da terra", bombardear acampamentos de narcotraficantes com aviões americanos e eliminar o tribunal surgido do acordo de paz.

- Desafios -

O próximo presidente da Colômbia terá o desafio de fazer frente a um déficit fiscal de quase 7% do PIB e uma dívida pública que passa de 64% do Produto Interno Bruto, sem novas receitas petrolíferas por conta de uma transição energética do governo que freou a exploração desta commodity.

Petro recebeu uma economia fragilizada após a pandemia, arrecadou menos impostos que o esperado e levou os cofres públicos ao limite para financiar políticas sociais, enquanto o Congresso impôs um freio a algumas de suas reformas.

"O que está em jogo é continuar com as bandeiras da mudança que Petro conseguiu manter ou rechaçá-las, mas a oposição se equivocou ao oferecer basicamente um 'Fora Petro!', que não é uma visão de futuro, mas de passado", explicou Forero.

W.Tam--ThChM