The China Mail - Trump, protagonista da disputa eleitoral entre Lula e Flávio Bolsonaro

USD -
AED 3.67305
AFN 62.502386
ALL 82.549809
AMD 368.450075
ANG 1.79046
AOA 918.000078
ARS 1442.063897
AUD 1.423279
AWG 1.8025
AZN 1.70265
BAM 1.690457
BBD 2.013389
BDT 122.882912
BGN 1.66992
BHD 0.377101
BIF 2986
BMD 1
BND 1.28527
BOB 6.907788
BRL 5.189297
BSD 0.999607
BTN 95.321771
BWP 13.521701
BYN 2.761041
BYR 19600
BZD 2.010536
CAD 1.394875
CDF 2276.00005
CHF 0.798505
CLF 0.023294
CLP 916.841949
CNY 6.77275
CNH 6.778565
COP 3576.72
CRC 461.297112
CUC 1
CUP 26.5
CVE 95.650019
CZK 20.92895
DJF 177.719728
DKK 6.473798
DOP 58.250516
DZD 133.673019
EGP 51.717303
ERN 15
ETB 158.22503
EUR 0.86617
FJD 2.2193
FKP 0.749189
GBP 0.74775
GEL 2.650261
GGP 0.749189
GHS 11.710144
GIP 0.749189
GMD 73.000087
GNF 8777.497936
GTQ 7.620003
GYD 209.14383
HKD 7.83715
HNL 26.660265
HRK 6.526702
HTG 130.70517
HUF 308.28098
IDR 17878
ILS 2.945559
IMP 0.749189
INR 95.585027
IQD 1310
IRR 1375174.999806
ISK 124.209863
JEP 0.749189
JMD 157.852658
JOD 0.708968
JPY 160.351984
KES 129.359976
KGS 87.449697
KHR 4012.502565
KMF 427.000195
KPW 899.855249
KRW 1525.440168
KWD 0.30929
KYD 0.833049
KZT 488.143446
LAK 22002.497209
LBP 89549.999778
LKR 337.385637
LRD 182.50319
LSL 16.520165
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.370414
MAD 9.257022
MDL 17.383563
MGA 4205.00017
MKD 53.403042
MMK 2099.173167
MNT 3578.677969
MOP 8.06868
MRU 40.124987
MUR 47.890369
MVR 15.459666
MWK 1736.000412
MXN 17.436615
MYR 4.061801
MZN 63.900492
NAD 16.510401
NGN 1360.000292
NIO 36.629594
NOK 9.5099
NPR 152.515007
NZD 1.719395
OMR 0.384522
PAB 0.999693
PEN 3.43075
PGK 4.37975
PHP 61.494003
PKR 278.349959
PLN 3.674625
PYG 6156.505207
QAR 3.645505
RON 4.536195
RSD 101.669021
RUB 71.981463
RWF 1462
SAR 3.754898
SBD 8.045573
SCR 13.457965
SDG 600.510149
SEK 9.467899
SGD 1.28639
SHP 0.746601
SLE 24.649681
SLL 20969.502105
SOS 571.434371
SRD 37.47398
STD 20697.981008
STN 21.45
SVC 8.747099
SYP 110.532098
SZL 16.51982
THB 32.879479
TJS 9.326724
TMT 3.51
TND 2.90875
TOP 2.40776
TRY 46.0895
TTD 6.78073
TWD 31.579898
TZS 2609.997971
UAH 44.90689
UGX 3771.10605
UYU 40.468298
UZS 12024.999836
VES 566.973195
VND 26330
VUV 119.284637
WST 2.746352
XAF 566.968465
XAG 0.015298
XAU 0.000235
XCD 2.70255
XCG 1.801626
XDR 0.708406
XOF 569.496617
XPF 103.750075
YER 238.649938
ZAR 16.552202
ZMK 9001.200366
ZMW 17.754364
ZWL 321.999592
Trump, protagonista da disputa eleitoral entre Lula e Flávio Bolsonaro
Trump, protagonista da disputa eleitoral entre Lula e Flávio Bolsonaro / foto: © AFP/Arquivos

Trump, protagonista da disputa eleitoral entre Lula e Flávio Bolsonaro

Com anúncios questionados em Brasília, o presidente americano, Donald Trump, virou protagonista da corrida eleitoral de outubro, gerando dúvida sobre o peso dos Estados Unidos na disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Tamanho do texto:

O republicano deu apoio a candidatos da direita em outros países latino-americanos como Argentina, Colômbia e Honduras, embora no caso do Brasil tenha destacado sua "excelente química" com Lula, que tentará a reeleição.

Mas depois de receber o presidente brasileiro no mês passado em Washington, Trump também se reuniu com Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (2019-2022), e o elogiou como um "jovem inteligente que ama seu país".

Dias depois, os Estados Unidos classificaram como organizações terroristas as duas maiores facções de narcotraficantes do Brasil, o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), e anunciaram um possível aumento de tarifas aduaneiras a produtos brasileiros, duas medidas rechaçadas com veemência pelo governo Lula.

Enquanto o bolsonarismo prevê que Trump terá um papel crucial na disputa eleitoral, segundo afirmou à AFP Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara, Lula aposta em um canal direto com seu par americano para reduzir eventuais danos.

Por enquanto, as pesquisas preveem um segundo turno apertado entre Lula, de 80 anos, e Flávio Bolsonaro, de 45.

- "Fator decisivo" -

Lula acusou Trump de se comportar como um "imperador" do mundo, mas após a reunião de três horas que os dois tiveram em maio na Casa Branca, comemorou a boa sintonia entre ambos e disse que o presidente americano aprendeu com ele "que rir é muito bom", em alusão às várias fotos publicadas em sua conta no Instagram, nas quais apareceram sorridentes.

Bolsonaro, no entanto, também se vangloriou do encontro com o republicano, que apoiou uma bandeira da direita ao designar PCC e CV como terroristas.

"Em uma viagem (a Washington) como pré-candidato, nós fizemos mais pelo Brasil e pela segurança dos brasileiros do que o PT e Lula em seus 17 anos de mandato", gabou-se o senador.

O combate ao crime organizado é uma prioridade para dezenas de milhões de eleitores brasileiros.

A medida do governo americano "favorece o Flávio e desgasta o Lula, que sempre foi contra", disse à AFP o deputado federal Sóstenes Cavalcante (RJ), líder do PL na Câmara.

"Trump será sim, na minha avaliação, um fator decisivo (na campanha). O que a gente precisa é tomar muito cuidado porque assim como ele tem um costado positivo, que agrega, ele também tem a sua rejeição alta", acrescentou, em alusão a pesquisas que mostram que o presidente americano divide os brasileiros.

Segundo Oliver Stuenkel, professor da Fundação Getúlio Vargas, "com Trump, os Estados Unidos têm uma estratégia de intervencionismo partidário em vários países, com apoio a candidatos ideologicamente aliados (...) e é esperado que o Brasil também seja alvo de uma tentativa americana de influenciar a eleição".

- Canal presidencial -

Trump e Lula arrastam tensões desde 2025, quando os Estados Unidos impuseram um tarifaço punitivo ao Brasil, em represália pelo julgamento de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado, no qual o ex-presidente foi condenado a 27 anos de prisão.

Após uma aproximação entre os dois presidentes, os Estados Unidos finalmente suspenderam parte das tarifas.

Mas o Representante Comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, recomendou novas tarifas de 25% a vários produtos brasileiros por supostas práticas comerciais desleais, e de 12,5%, como fez com outros países, por suposto uso de trabalhos forçados. A decisão final será de Trump.

Lula atribuiu o risco de um forte aumento das tarifas ao ativismo em Washington de Bolsonaro, a quem acusou de "traidor da pátria".

O senador, por sua vez, negou ter pedido tal medida ao republicano.

Segundo Stuenkel, "as tarifas meio que anulam a vantagem que a designação dos cartéis criou para o Flávio", pois Lula pode atribuir a ele uma medida prejudicial para a economia do Brasil, país predominantemente exportador.

Lula disse que quer negociar diretamente com Trump para evitar a aplicação das sobretaxas, embora tenha dito que enfrenta resistências no Departamento de Estado.

O petista criticou o secretário de Estado americano, Marco Rubio, de origem cubana, a quem chamou de "latino-americano frustrado" e "inimigo mortal" dos países da América Latina.

"O canal Trump-Lula é o melhor que esta relação (bilateral) tem hoje, sua última reunião foi o que acalmou os ânimos", disse à AFP Bruna Santos, diretora para o Brasil do centro de análise Diálogo Interamericano.

Trump e Lula confirmaram sua presença na cúpula do G7 na França, entre 15 e 17 de junho. O Brasil está confiante em que os dois líderes possam se encontrar, embora até agora não haja nenhuma confirmação oficial, disse à AFP uma fonte do governo brasileiro.

L.Johnson--ThChM