Autoridades húngaras inspecionam servidores do partido de Orbán por suspeita de corrupção
Promotores húngaros inspecionaram, nesta terça-feira (21), os servidores de dados do partido Fidesz, do ex-primeiro-ministro nacionalista Viktor Orbán, como parte de uma investigação por suspeita de corrupção.
Desde que pôs fim aos 16 anos de governo de linha-dura de Orbán, o primeiro-ministro Péter Magyar e seu novo Executivo conservador e pró-europeu aceleram as medidas para desmantelar a influência que o ex-líder nacionalista ainda mantém no país.
Magyar também prometeu perseguir aqueles que facilitaram a corrupção - que, segundo organismos de vigilância, se tornou endêmica durante o mandato de seu antecessor - e recuperar os bens públicos daqueles que os "adquiriram ilegalmente".
"O Ministério Público do condado de Bács Kiskun está realizando uma investigação penal iniciada em relação ao Fundo Nacional de Cultura pelos supostos crimes de malversação e outros delitos", declarou à AFP a porta-voz do órgão judicial, Marianna Bodo.
Ela acrescentou que não seria fornecida mais informação, "pois isto comprometeria os interesses da investigação em curso".
Por enquanto, não está claro qual instalação do Fidesz situada no condado de Bács Kiskun (sul) foi alvo da revista.
"Investigadores da Promotoria se apresentaram sem aviso prévio no centro de dados que abriga os servidores do Fidesz com a intenção de apreender todo o sistema de comunicações e as bases de dados do partido", afirmou o partido de Orbán em um comunicado publicado no Facebook.
O partido assegurou que "não existe nenhum precedente deste tipo na Hungria desde 1990, quando terminou o comunismo".
Após a divulgação da notícia, Magyar afirmou no Facebook ter se inteirado da suposta revista através do Fidesz.
P.Ho--ThChM