The China Mail - Iranianos ajustam gastos para sobreviver após cinco meses de guerra

USD -
AED 3.672502
AFN 65.496688
ALL 80.54488
AMD 366.069724
AOA 916.999523
ARS 1492.257097
AUD 1.41637
AWG 1.8
AZN 1.695332
BAM 1.694779
BBD 2.013492
BDT 123.412607
BHD 0.376953
BIF 2988.500767
BMD 1
BND 1.280399
BOB 11.871596
BRL 5.160802
BSD 0.99964
BTN 95.359579
BWP 13.493759
BYN 2.963804
BYR 19600
BZD 2.010589
CAD 1.393101
CDF 2270.499323
CHF 0.81096
CLF 0.023232
CLP 914.34028
CNY 6.747599
CNH 6.74648
COP 3123.69
CRC 453.296822
CUC 1
CUP 26.5
CVE 95.549018
CZK 21.017296
DJF 178.021949
DKK 6.47792
DOP 58.292137
DZD 132.890034
EGP 50.180237
ERN 15
ETB 161.703184
EUR 0.86651
FJD 2.209839
FKP 0.739377
GBP 0.740365
GEL 2.609955
GGP 0.739377
GHS 11.761546
GIP 0.739377
GMD 73.501015
GNF 8778.915352
GTQ 7.626417
GYD 209.364696
HKD 7.84645
HNL 26.795146
HRK 6.527973
HTG 130.708873
HUF 316.0725
IDR 17822
ILS 2.997305
IMP 0.739377
INR 95.364015
IQD 1309.601695
IRR 1374725.000361
ISK 123.039982
JEP 0.739377
JMD 158.160856
JOD 0.708994
JPY 159.235502
KES 129.319734
KGS 87.45005
KHR 4050.20732
KMF 426.00049
KRW 1412.534993
KWD 0.30889
KYD 0.833091
KZT 466.225877
LAK 22555.166094
LBP 89521.713323
LKR 334.293748
LRD 180.439596
LSL 16.222753
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.375134
MAD 9.261838
MDL 17.364592
MGA 4301.50388
MKD 53.309532
MMK 2099.437721
MNT 3594.800745
MOP 8.079358
MRU 39.95702
MUR 47.039959
MVR 15.44988
MWK 1733.426342
MXN 17.11484
MYR 4.091897
MZN 63.905048
NAD 16.222753
NGN 1362.629788
NIO 36.784617
NOK 9.503749
NPR 152.571674
NZD 1.700605
OMR 0.384502
PAB 0.99964
PEN 3.379592
PGK 4.486077
PHP 61.180995
PKR 277.487208
PLN 3.72655
PYG 5952.262319
QAR 3.644233
RON 4.538801
RSD 101.692022
RUB 82.453261
RWF 1472.511189
SAR 3.745856
SBD 8.065696
SCR 13.688733
SDG 600.526049
SEK 9.514085
SGD 1.280185
SLE 24.60093
SOS 571.309732
SRD 37.945989
STD 20697.981008
STN 21.230227
SVC 8.746853
SZL 16.213312
THB 33.119503
TJS 9.212099
TMT 3.51
TND 2.93523
TRY 47.739799
TTD 6.770423
TWD 32.23903
TZS 2654.997983
UAH 44.853663
UGX 3719.189092
UYU 40.250777
UZS 11886.327301
VES 755.762405
VND 26136.5
VUV 118.84778
WST 2.733733
XAF 568.412889
XAG 0.015406
XAU 0.000228
XCD 2.70255
XCG 1.801749
XDR 0.706586
XOF 568.412889
XPF 103.343544
YER 238.398022
ZAR 16.197205
ZMK 9001.19594
ZMW 18.744124
ZWL 321.999592
Iranianos ajustam gastos para sobreviver após cinco meses de guerra
Iranianos ajustam gastos para sobreviver após cinco meses de guerra / foto: © AFP

Iranianos ajustam gastos para sobreviver após cinco meses de guerra

Mahzad Azari precisa escolher entre pagar um táxi ou almoçar, trocar seus óculos ou fazer aulas de inglês. Assim como ela, muitos iranianos precisam fazer mudanças para chegar ao fim do mês, em meio a uma crise econômica agravada por mais de cinco meses de guerra com os Estados Unidos.

Tamanho do texto:

A economia iraniana já enfrentava dificuldades por décadas de sanções internacionais, mas o conflito agravou uma situação que para muitas famílias se tornou insustentável.

Azari, uma comerciante de 21 anos, conta que precisa escolher frequentemente entre um gasto e outro. "Se em um dia eu pego um táxi, não consigo comprar o almoço", relata. "E se eu trocar as lentes dos meus óculos, não vou conseguir pagar meu curso de inglês".

Uma situação similar é vivida por Fahimeh, 29 anos, que tem dois empregos para conseguir pagar as contas. "Antes eu costumava ir ao cinema, jantar fora ou pedir comida italiana em casa, mas agora tudo é uma questão de sobrevivência", diz a jovem, que por razões de segurança preferiu não revelar o sobrenome.

A guerra começou em 28 de fevereiro com bombardeios de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã.

Apesar da trégua registrada em abril e de um acordo assinado em junho que gerou expectativas de estabilidade, os combates foram retomados em julho. Em consequência, a inflação atingiu 66% em termos anuais no fim de julho, contra o resultado de 46% registrado antes do conflito.

Ao mesmo tempo, a moeda iraniana continua perdendo valor: na quarta-feira, um dólar era negociado a 1,88 milhão de riais, contra 1,65 milhão antes da guerra.

- "Economia de resistência" -

O Irã enfrenta há vários anos problemas de hiperinflação crônica e uma forte desvalorização de sua moeda devido às sanções internacionais impostas por seu programa nuclear.

Nos últimos meses, no entanto, o cenário piorou, o que reduziu ainda mais o poder de compra da população. De fato, foi este cenário que desencadeou as grandes manifestações de dezembro e janeiro contra o governo.

Os avanços diplomáticos despertaram esperanças de melhoras, mas a retomada das hostilidades rapidamente acabou com o otimismo.

"Cada vez que anunciam um cessar-fogo, as vendas melhoram um pouco. Mas depois a guerra volta ou acontece um novo ataque, e tudo recomeça", lamenta Azari, no mercado de Tajrish, um dos mais importantes de Teerã.

Em uma mensagem publicada em maio, o novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, pediu às empresas que evitassem demissões e fez um apelo ao Parlamento para que aprovasse medidas de apoio ao que o regime chama de "economia de resistência", uma estratégia baseada na redução da dependência do exterior.

- Sonhos cada vez mais distantes -

"A economia iraniana se adaptou a várias crises e desenvolveu uma grande capacidade de resistência", afirma Behnam Samadi, economista radicado em Teerã. "Mas a resistência tem um custo".

Segundo ele, o poder de compra da população diminuiu, as empresas viram o aumento dos custos e o governo foi obrigado a ampliar os gastos públicos para manter a economia do país.

"A principal questão é por quanto tempo a resistência poderá ser sustentada", alerta Samadi.

Para enfrentar a situação, alguns estabelecimentos oferecem pagamento parcelado mesmo para compras do dia a dia e tratamentos de saúde.

Mas estas medidas permitem apenas "ganhar tempo" diante de uma "deterioração considerável das condições de vida", ressalta o economista.

Davood, um vendedor de frutas e verduras de 23 anos, afirma que já não pode se dar ao luxo de viajar para fora de Teerã. "Antes eu costumava viajar com amigos para o norte do país, mas agora não conseguimos fazer esse tipo de plano", lamenta.

Os efeitos da crise também são percebidos nos supermercados. Ehsan, dono de uma mercearia em Teerã, observa que os clientes compram cada vez menos alimentos.

"As pessoas comem cada vez menos", disse, antes de destacar que até as compras de produtos de primeira necessidade sofreram uma redução.

Muitos jovens veem os sonhos cada vez mais distantes.

"Todos os nossos sonhos, comprar uma casa ou um carro, estão ficando um pouco mais distantes a cada dia", resume Amir Reza, de 23 anos.

M.Zhou--ThChM