The China Mail - Emissoras de televisão da América Latina abrem espaço à IA

USD -
AED 3.672504
AFN 63.000214
ALL 82.776172
AMD 376.396497
ANG 1.790083
AOA 916.999991
ARS 1391.501055
AUD 1.426005
AWG 1.8025
AZN 1.696076
BAM 1.687271
BBD 2.010611
BDT 122.494932
BGN 1.709309
BHD 0.377087
BIF 2954.923867
BMD 1
BND 1.276711
BOB 6.898158
BRL 5.313398
BSD 0.998318
BTN 93.32787
BWP 13.612561
BYN 3.028771
BYR 19600
BZD 2.007764
CAD 1.371275
CDF 2274.999872
CHF 0.787775
CLF 0.023504
CLP 928.050025
CNY 6.886401
CNH 6.90191
COP 3669.412932
CRC 466.289954
CUC 1
CUP 26.5
CVE 95.125739
CZK 21.17803
DJF 177.768192
DKK 6.461901
DOP 59.25894
DZD 132.247983
EGP 51.887086
ERN 15
ETB 157.330889
EUR 0.86488
FJD 2.21445
FKP 0.749593
GBP 0.749925
GEL 2.714966
GGP 0.749593
GHS 10.882112
GIP 0.749593
GMD 73.498083
GNF 8750.377432
GTQ 7.646983
GYD 208.85994
HKD 7.833835
HNL 26.423673
HRK 6.517497
HTG 130.966657
HUF 340.027501
IDR 16956.2
ILS 3.109125
IMP 0.749593
INR 94.01055
IQD 1307.768624
IRR 1315624.99994
ISK 124.270092
JEP 0.749593
JMD 156.839063
JOD 0.708995
JPY 159.072995
KES 129.327524
KGS 87.447896
KHR 3989.129966
KMF 427.000116
KPW 900.029607
KRW 1505.310507
KWD 0.30657
KYD 0.831903
KZT 479.946513
LAK 21437.260061
LBP 89404.995039
LKR 311.417849
LRD 182.685589
LSL 16.84053
LTL 2.95274
LVL 0.604889
LYD 6.39089
MAD 9.328473
MDL 17.385153
MGA 4162.53289
MKD 53.176897
MMK 2098.81595
MNT 3568.179446
MOP 8.05806
MRU 39.961178
MUR 46.510179
MVR 15.459777
MWK 1731.096062
MXN 17.93282
MYR 3.938989
MZN 63.885566
NAD 16.84053
NGN 1356.249583
NIO 36.733814
NOK 9.57545
NPR 149.324936
NZD 1.71346
OMR 0.384498
PAB 0.998318
PEN 3.451408
PGK 4.309192
PHP 60.150148
PKR 278.721304
PLN 3.69724
PYG 6520.295044
QAR 3.65052
RON 4.4015
RSD 101.324246
RUB 83.029422
RWF 1452.529871
SAR 3.754657
SBD 8.05166
SCR 13.69771
SDG 600.999747
SEK 9.349555
SGD 1.281655
SHP 0.750259
SLE 24.575028
SLL 20969.510825
SOS 570.504249
SRD 37.487502
STD 20697.981008
STN 21.136177
SVC 8.734849
SYP 110.711277
SZL 16.845965
THB 32.907995
TJS 9.588492
TMT 3.51
TND 2.948367
TOP 2.40776
TRY 44.31631
TTD 6.773066
TWD 32.036701
TZS 2595.522581
UAH 43.73308
UGX 3773.454687
UYU 40.227753
UZS 12170.987361
VES 454.69063
VND 26312
VUV 118.849952
WST 2.727811
XAF 565.894837
XAG 0.014864
XAU 0.000225
XCD 2.70255
XCG 1.799163
XDR 0.703792
XOF 565.894837
XPF 102.885735
YER 238.603045
ZAR 17.059215
ZMK 9001.197091
ZMW 19.491869
ZWL 321.999592
Emissoras de televisão da América Latina abrem espaço à IA
Emissoras de televisão da América Latina abrem espaço à IA / foto: © AFP

Emissoras de televisão da América Latina abrem espaço à IA

Compreender em vez de resistir é o lema que orienta as emissoras de televisão educativas da América Latina diante da inteligência artificial (IA), à qual se adaptam gradativamente entre o fascínio e a incerteza.

Tamanho do texto:

Reunidos no México, representantes da Associação de Televisões Educativas e Culturais Ibero-Americanas (ATEI), que reúne mais de 90 canais, universidades e instituições públicas e privadas, compartilharam projetos desenvolvidos com IA, como uma apresentadora virtual, e suas perspectivas em relação a esta tecnologia.

"Como toda novidade, gera resistência. Acredito que grande parte destas resistências é procedente da total falta de compreensão e uso correto", analisou o presidente da ATEI, Gabriel Torres, durante evento realizado no último fim de semana em Puerto Vallarta (estado de Jalisco, oeste).

Também responsável pelo sistema de rádio, televisão e cinema da Universidade de Guadalajara (UDG), Torres destaca que utilizam ativamente estas ferramentas há mais de um ano.

Uma de suas apostas mais ousadas foi a criação da C.L.A.R.A, sigla para "Condutora Lógica de Assistência e Resposta Automática", uma apresentadora virtual lançada em 2023 junto com uma guia para seu uso ético entre os mais de 330.000 alunos da UDG.

Torres destaca que C.L.A.R.A "não tirou trabalho de ninguém" e exigiu a incorporação de novos profissionais à sua equipe: um programador e um designer 3D.

"Usamos o 'machine learning' para ensiná-la a falar, a gesticular, para que pudesse falar o espanhol" pronunciado pelos habitantes de Jalisco, acrescenta, em referência ao estado onde está localizada a universidade.

- Pessoas em primeiro lugar -

Para Carlos Eduardo Gutiérrez Medrano, chefe de cinematografia do sistema UDG, o impacto final da IA na mídia ainda é nebuloso, por isso os especialistas precisam estar "preparados". "O risco não está na tecnologia, mas no desconhecimento da mesma", acrescenta ele, que aprendeu ciência de dados e linguagens de programação para enriquecer seu ofício, e trabalhou na criação da C.L.A.R.A.

Os desafios e a atualização de conhecimentos exigidos pela IA também chegam às redações jornalísticas.

Para Iván Porras, diretor da Quince UCR, emissora da Universidade da Costa Rica, os comunicadores são convocados a usar a IA para reforçar seu trabalho criativo, investigativo e jornalístico, uma forma de "humanização" da IA.

"O trabalho das pessoas vem antes das inteligências artificiais", ressalta ele, considerando prudente manter "distância" de algumas ferramentas enquanto não houver "diálogo fundamentado sobre o assunto".

Sua opinião se refere em particular à IA generativa, que ameaça substituir vários profissionais da indústria.

No início do ano, pesquisadores do NewsGuard, um grupo americano que rastreia a desinformação, alertaram para três novos métodos "extremamente preocupantes" com os quais a IA pode amplificar a propagação de notícias falsas.

Uma destas ameaças são os novos programas que geram vídeo, áudio e imagens criados com IA (deep fakes), cuja utilização foi acelerada pelos conflitos na Faixa de Gaza e na Ucrânia.

Soma-se a isso a proliferação de sites capazes de gerar desinformação com o mínimo de supervisão humana; além de "bots plagiadores" que recompactam artigos de fontes legítimas, mesclando-os até ficarem irreconhecíveis e serem publicados em tempo real.

"O perigoso é que há quem não reconheça entre o que é criado digitalmente e o que é feito por humanos", afirma Germán Ortegón, acadêmico da Universidade Javeriana, na Colômbia, e diretor da plataforma de notícias Directo Bogotá.

A diferença, destaca Ortegón, só pode ser feita por comunicadores com credibilidade que dão veracidade aos conteúdos, sem abrir mão do DNA do jornalismo.

"Não vamos conseguir substituir a vida nas telas, temos que voltar às ruas e fazer o que sempre fazemos: reportar", completou.

G.Fung--ThChM