The China Mail - Rússia relembra os vinte anos do massacre de Beslan

USD -
AED 3.673023
AFN 65.502391
ALL 81.973818
AMD 378.010112
ANG 1.79008
AOA 916.501917
ARS 1442.268898
AUD 1.441445
AWG 1.8
AZN 1.7106
BAM 1.658807
BBD 2.01469
BDT 122.336816
BGN 1.67937
BHD 0.376976
BIF 2960
BMD 1
BND 1.274003
BOB 6.911584
BRL 5.276899
BSD 1.000305
BTN 90.399817
BWP 13.243033
BYN 2.865297
BYR 19600
BZD 2.011721
CAD 1.36982
CDF 2229.999757
CHF 0.77837
CLF 0.02195
CLP 866.710218
CNY 6.93805
CNH 6.94043
COP 3693.5
CRC 495.911928
CUC 1
CUP 26.5
CVE 93.824958
CZK 20.59675
DJF 177.719853
DKK 6.34065
DOP 63.127629
DZD 130.041372
EGP 46.863504
ERN 15
ETB 155.859732
EUR 0.849115
FJD 2.21295
FKP 0.732184
GBP 0.738785
GEL 2.689746
GGP 0.732184
GHS 10.975005
GIP 0.732184
GMD 73.498872
GNF 8759.999674
GTQ 7.672344
GYD 209.27195
HKD 7.814205
HNL 26.422344
HRK 6.394902
HTG 131.225404
HUF 322.501046
IDR 16867
ILS 3.119945
IMP 0.732184
INR 90.28935
IQD 1310.388112
IRR 42125.000158
ISK 122.949976
JEP 0.732184
JMD 156.449315
JOD 0.709016
JPY 157.060052
KES 129.000021
KGS 87.450407
KHR 4037.199913
KMF 417.000412
KPW 900.030004
KRW 1469.280139
KWD 0.307441
KYD 0.833598
KZT 493.342041
LAK 21499.694667
LBP 89579.400015
LKR 309.548446
LRD 186.059136
LSL 16.159927
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.336511
MAD 9.181029
MDL 16.999495
MGA 4425.634414
MKD 52.283396
MMK 2099.783213
MNT 3569.156954
MOP 8.049755
MRU 39.901106
MUR 46.039984
MVR 15.460358
MWK 1734.461935
MXN 17.47756
MYR 3.947025
MZN 63.760188
NAD 16.159927
NGN 1366.214885
NIO 36.809608
NOK 9.80194
NPR 144.639707
NZD 1.67885
OMR 0.384503
PAB 1.000314
PEN 3.362397
PGK 4.348453
PHP 58.765967
PKR 280.076588
PLN 3.587985
PYG 6605.373863
QAR 3.645678
RON 4.324401
RSD 99.685025
RUB 76.750049
RWF 1459.984648
SAR 3.750101
SBD 8.064647
SCR 13.516644
SDG 601.491373
SEK 9.06309
SGD 1.27526
SHP 0.750259
SLE 24.549792
SLL 20969.499267
SOS 570.633736
SRD 37.870156
STD 20697.981008
STN 20.779617
SVC 8.752036
SYP 11059.574895
SZL 16.152192
THB 31.801939
TJS 9.362532
TMT 3.505
TND 2.89846
TOP 2.40776
TRY 43.536797
TTD 6.773307
TWD 31.684599
TZS 2584.999806
UAH 43.163845
UGX 3570.701588
UYU 38.599199
UZS 12269.30384
VES 377.98435
VND 25955
VUV 119.687673
WST 2.726344
XAF 556.374339
XAG 0.013556
XAU 0.000208
XCD 2.70255
XCG 1.802745
XDR 0.691101
XOF 556.348385
XPF 101.150088
YER 238.32501
ZAR 16.263035
ZMK 9001.200113
ZMW 18.580528
ZWL 321.999592
Rússia relembra os vinte anos do massacre de Beslan
Rússia relembra os vinte anos do massacre de Beslan / foto: © POOL/AFP/Arquivos

Rússia relembra os vinte anos do massacre de Beslan

A Rússia completa, neste domingo (1º), vinte anos da tomada de reféns promovida por um comando islamista em uma escola de Beslan, no Cáucaso russo, que deixou 334 mortos, incluindo 186 crianças, e traumatizou o país.

Tamanho do texto:

O presidente russo, Vladimir Putin, que já estava no poder no momento do ataque, visitou a escola pela primeira vez em 20 de agosto e comparou o massacre à atual ofensiva militar ucraniana na região de Kursk.

Em 1º de setembro de 2004, dia do início do ano letivo, um grupo armado composto por chechenos e inguches invadiu a escola Nº 1 em Beslan, na república russa da Ossétia do Norte, e sequestrou mais de mil pessoas: pais, professores e estudantes.

Durante mais de 50 horas elas foram mantidas em condições atrozes, sem água e várias pessoas foram executadas. No dia 3 de setembro, uma dupla explosão dentro do ginásio da escola espalhou o pânico e as crianças tentaram fugir sob os disparos dos sequestradores.

Estas explosões, cuja causa não foi totalmente determinada, levaram as forças especiais russas a lançar um ataque caótico que culminou em um monstruoso banho de sangue: 334 mortos, incluindo 186 crianças, e mais de 750 feridos.

- O ataque mais mortal na Rússia -

Este ataque, o mais mortal da história da Rússia, ocorreu durante a segunda guerra da Chechênia, que opôs o Exército russo a uma rebelião separatista que estava se islamizando gradualmente.

O conflito foi finalmente vencido por Moscou, que foi acusado de matar dezenas de milhares de civis.

O ataque de Beslan marcou o clímax das atrocidades cometidas no âmbito das duas guerras da Chechênia (1994-1996 e 1999-2009).

A má gestão desta crise e a quase total ausência de negociações provocaram protestos, liderados pelo Comitê das Mães de Beslan, que conseguiu a demissão em 2005 do então chefe daquela república, Alexander Dzasokhov.

Em 2017, o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (TEDH) considerou que as autoridades russas tinham tomado medidas preventivas "insuficientes" e criticou o uso desproporcional da força durante o ataque à escola.

O TEDH ordenou que Moscou pagasse mais de 3,32 milhões de dólares a 409 demandantes, ex-reféns feridos e familiares das vítimas.

Durante os eventos deste domingo, segundo o programa oficial, os ex-alunos que sobreviveram à tomada de reféns deverão reunir-se no pátio da escola com retratos das vítimas.

Depois, os sobreviventes e as autoridades colocarão flores e velas no antigo ginásio carbonizado da escola, que foi convertido em um memorial.

O Comitê das Mães de Beslan realizará então uma coletiva de imprensa.

- Primeira visita de Putin -

Durante a sua recente visita à escola de Beslan, Putin traçou paralelos entre este ataque e a ofensiva ucraniana sem precedentes na região de Kursk, lançada após mais de dois anos de ataques em grande escala do Kremlin na Ucrânia.

"Assim como combatemos os terroristas, hoje devemos combater aqueles que cometem crimes na região de Kursk, no Donbass", disse.

Após meses de reveses no leste do seu território, a Ucrânia levou a luta até a Rússia, lançando um ataque transfronteiriço sem precedentes à região russa de Kursk, em 6 de agosto, onde controla agora dezenas de cidades.

No início deste ano, as autoridades russas também acusaram Kiev de estar envolvido no ataque à casa de shows Crocus City Hall, em 22 de março, perto de Moscou. O ataque, o mais sangrento na Rússia desde Beslan, deixou 145 mortos e centenas de feridos.

Foi rapidamente reivindicado pela organização jihadista Estado Islâmico (EI), mas as autoridades russas continuam culpando Kiev e os seus aliados ocidentais, que rejeitaram qualquer envolvimento.

D.Peng--ThChM