The China Mail - Sobreviventes de Auschwitz denunciam antissemitismo nos 80 anos de sua libertação

USD -
AED 3.672504
AFN 65.000368
ALL 81.431326
AMD 361.239406
ANG 1.789785
AOA 918.000367
ARS 1544.046724
AUD 1.452222
AWG 1.8
AZN 1.70397
BAM 1.754002
BBD 2.018116
BDT 124.801578
BGN 1.747831
BHD 0.378548
BIF 2997.982153
BMD 1
BND 1.283978
BOB 12.019192
BRL 5.504904
BSD 1.002018
BTN 94.051388
BWP 13.802968
BYN 3.000673
BYR 19600
BZD 2.015246
CAD 1.41125
CDF 2320.000362
CHF 0.819824
CLF 0.024951
CLP 981.982871
CNY 6.676504
CNH 6.670804
COP 3236.357114
CRC 454.419084
CUC 1
CUP 24.048249
CVE 98.887942
CZK 21.83445
DJF 178.43146
DKK 6.708504
DOP 60.885162
DZD 136.261154
EGP 53.769786
ERN 15
ETB 164.454778
EUR 0.896804
FJD 2.265604
FKP 0.748808
GBP 0.748083
GEL 2.59504
GGP 0.748808
GHS 11.707995
GIP 0.748808
GMD 74.503851
GNF 8874.938344
GTQ 7.657056
GYD 210.062329
HKD 7.84204
HNL 26.930631
HRK 6.76901
HTG 131.321465
HUF 326.000354
IDR 18108.5
ILS 3.18593
IMP 0.748808
INR 93.910504
IQD 1519.035021
IRR 1891353.000352
ISK 122.790386
JEP 0.748808
JMD 159.024259
JOD 0.70904
JPY 158.47504
KES 130.209408
KGS 87.447804
KHR 4082.328147
KMF 442.00035
KPW 899.999961
KRW 1363.803789
KWD 0.31098
KYD 0.83512
KZT 449.127842
LAK 22542.486884
LBP 89728.711717
LKR 333.213757
LRD 170.342137
LSL 16.570826
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.412269
MAD 9.794718
MDL 17.910408
MGA 4553.159051
MKD 55.203803
MMK 2099.945107
MNT 3601.130253
MOP 8.088606
MRU 40.453791
MUR 47.030378
MVR 15.403739
MWK 1737.500561
MXN 18.62354
MYR 4.061504
MZN 63.903729
NAD 16.570826
NGN 1347.210377
NIO 36.87727
NOK 9.459904
NPR 150.482041
NZD 1.807175
OMR 0.384144
PAB 1.002108
PEN 3.451773
PGK 4.566611
PHP 63.108038
PKR 277.126855
PLN 3.94555
PYG 6263.39626
QAR 3.662795
RON 4.792204
RSD 105.484059
RUB 81.925564
RWF 1478.947132
SAR 3.756342
SBD 8.048583
SCR 13.773553
SDG 601.503676
SEK 9.894504
SGD 1.282704
SHP 0.748923
SLE 22.950371
SLL 20969.504398
SOS 572.620062
SRD 37.583504
STD 20697.981008
STN 21.972109
SVC 8.76732
SYP 13001.999685
SZL 16.565176
THB 33.550369
TJS 9.243442
TMT 3.5
TND 2.998341
TOP 2.40776
TRY 50.141304
TTD 6.795211
TWD 32.775304
TZS 2647.773642
UAH 45.39348
UGX 4098.470921
UYU 40.312094
UZS 11956.414511
VES 896.316404
VND 25582.5
VUV 118.73125
WST 2.787825
XAF 588.264929
XAG 0.019249
XAU 0.00024594347
XCD 2.70255
XCG 1.805838
XDR 0.707052
XOF 588.264929
XPF 106.954845
YER 236.625037
ZAR 16.51943
ZMK 9001.203584
ZMW 20.360522
ZWL 321.999592
SSP 5745.232324
MXV 2.095222
Sobreviventes de Auschwitz denunciam antissemitismo nos 80 anos de sua libertação
Sobreviventes de Auschwitz denunciam antissemitismo nos 80 anos de sua libertação / foto: © AFP

Sobreviventes de Auschwitz denunciam antissemitismo nos 80 anos de sua libertação

Vários dos sobreviventes de Auschwitz voltaram, nesta segunda-feira (27), ao campo de extermínio nazista e denunciaram o "grande aumento" do antissemitismo por ocasião dos 80 anos de libertação deste símbolo abominável do Holocausto.

Tamanho do texto:

Auschwitz foi o maior campo de extermínio construído pela Alemanha nazista. Um milhão de judeus e mais de 100 mil pessoas não judias morreram ali entre 1940 e 1945.

Meia centena de sobreviventes se posicionaram, nesta segunda, na entrada do campo de Auschwitz-Birkenau, ao lado do rei Charles III da Inglaterra; do presidente francês, Emmanuel Macron, e dezenas de outros dirigentes.

Marian Turski, Tova Friedman, Leon Weintraub e Janina Iwanska foram os escolhidos para falar sobre o que significou estar ali.

"Hoje estamos vendo um grande aumento do antissemitismo, embora tenha sido precisamente o antissemitismo que levou ao Holocausto", alertou Turski, de 98 anos, diante de um dos vagões de gado usados para transportar as vítimas para Auschwitz.

- "Antissemitismo galopante" -

Friedman, de 86 anos, denunciou uma realidade em que "nossos valores judaico-cristãos foram ofuscados em todo o mundo pelos preconceitos, o medo, a desconfiança e o extremismo, e o antissemitismo galopante que se espalha entre as nações".

Weintraub, um médico sueco de 99 anos, nascido na Polônia, condenou a proliferação dos movimentos de inspiração nazista na Europa.

O presidente do Conselho Judaico Mundial, Ronald Lauder, assinalou que os horrores de Auschwitz e o ataque do grupo islamista palestino Hamas a Israel, em 7 de outubro de 2023, foram inspirados no "ódio ancestral aos judeus".

"Hoje temos que nos comprometer a nunca nos calar diante do antissemitismo ou de qualquer outra forma de ódio", disse.

Alguns sobreviventes vestiam gorros e lenços listrados azuis e brancos, em alusão a seus antigos uniformes. Aos pés do muro, que tocaram silenciosamente com uma das mãos, acenderam velas em memória dos mortos.

O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, que esteve entre os dirigentes presentes, disse que o mundo "deve se unir para impedir a vitória do mal", declarações interpretadas como uma alusão à Rússia.

Já o presidente russo, Vladimir Putin, prestou homenagem aos soldados soviéticos, que venceram "um mal terrível e total" ao libertar o campo, em mensagem publicada pelo Kremlin.

Esta será a última comemoração de uma década com um grupo tão grande de sobreviventes, lamentaram os organizadores.

"Todos sabemos que em dez anos não será possível ter um grupo tão grande para o 90º aniversário", disse Pawel Sawicki, porta-voz do museu de Auschwitz.

Com o falecimento de muitos dos sobreviventes do Holocausto, "a responsabilidade da memória recai muito mais sobre nós e as gerações futuras", declarou Charles III em visita ao centro judaico de Cracóvia.

- "Para que a História não nos esqueça" -

O campo foi construído em 1940 na cidade de Oswiecim, no sul da Polônia. Os nazistas trocaram seu nome para Auschwitz.

Os primeiros 728 prisioneiros políticos poloneses chegaram em 14 de junho naquele ano.

Em 17 de janeiro de 1945, diante do avanço das tropas soviéticas, os nazistas obrigaram 60 mil prisioneiros a caminhar para o oeste, no que ficou conhecido como a "Marcha da Morte".

Entre 21 e 26 de janeiro, os alemães destruíram as câmaras de gás e os crematórios e se retiraram antes da chegada dos soviéticos.

Quando as tropas do Exército vermelho chegaram, em 27 de janeiro, encontraram 7 mil sobreviventes.

Antes do aniversário, nesta segunda-feira, cerca de 40 sobreviventes dos campos nazistas falaram com a AFP.

Em 15 países, de Israel à Polônia, da Rússia à Argentina, do Canadá à África do Sul, os sobreviventes contaram suas histórias.

"Como o mundo pôde permitir Auschwitz?", questionou, no Chile, Marta Neuwirth, de 95 anos. Ela tinha 15 quando foi enviada da Hungria para Auschwitz.

Esther Senot, de 97 anos, voltou em dezembro a Birkenau com estudantes secundaristas franceses, durante o rigoroso inverno polonês.

Senot cumpriu, assim, com uma promessa feita em 1944 à sua irmã, Fanny, que prostrada e tossindo sangue, pediu-lhe com seu último suspiro: "Conte o que aconteceu conosco (...) para que a História não nos esqueça".

Q.Moore--ThChM