The China Mail - Fundada há 40 anos, Repórteres sem Fronteiras passa da defesa à ação

USD -
AED 3.6725
AFN 63.499066
ALL 81.115938
AMD 369.094488
ANG 1.789884
AOA 917.999902
ARS 1392.713504
AUD 1.380567
AWG 1.8
AZN 1.702577
BAM 1.65949
BBD 2.014662
BDT 122.963617
BGN 1.668102
BHD 0.378004
BIF 2979.907684
BMD 1
BND 1.266376
BOB 6.911825
BRL 4.908023
BSD 1.000288
BTN 94.642615
BWP 13.384978
BYN 2.824803
BYR 19600
BZD 2.011777
CAD 1.360345
CDF 2314.999756
CHF 0.77917
CLF 0.022876
CLP 900.230319
CNY 6.83035
CNH 6.81223
COP 3716.17
CRC 456.404426
CUC 1
CUP 26.5
CVE 93.559486
CZK 20.69095
DJF 178.124152
DKK 6.352983
DOP 59.588547
DZD 132.236548
EGP 52.611503
ERN 15
ETB 156.186957
EUR 0.85018
FJD 2.1835
FKP 0.736622
GBP 0.734295
GEL 2.689577
GGP 0.736622
GHS 11.253564
GIP 0.736622
GMD 73.000214
GNF 8779.35786
GTQ 7.635589
GYD 209.238393
HKD 7.835597
HNL 26.592734
HRK 6.402502
HTG 130.892895
HUF 305.347502
IDR 17332
ILS 2.905955
IMP 0.736622
INR 94.484298
IQD 1310.201485
IRR 1315999.999758
ISK 122.079883
JEP 0.736622
JMD 157.609595
JOD 0.708982
JPY 156.208501
KES 129.249915
KGS 87.420499
KHR 4009.129786
KMF 420.500226
KPW 900.003495
KRW 1447.820589
KWD 0.30794
KYD 0.83356
KZT 463.200855
LAK 21973.425197
LBP 89575.838311
LKR 320.221287
LRD 183.554507
LSL 16.305407
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.331536
MAD 9.184383
MDL 17.194712
MGA 4167.797991
MKD 52.29798
MMK 2099.549246
MNT 3579.649525
MOP 8.073157
MRU 39.923296
MUR 46.779638
MVR 15.455006
MWK 1734.489547
MXN 17.26055
MYR 3.925008
MZN 63.893159
NAD 16.305476
NGN 1361.139629
NIO 36.80763
NOK 9.265245
NPR 151.428014
NZD 1.67626
OMR 0.384478
PAB 1.000288
PEN 3.489513
PGK 4.349394
PHP 60.740503
PKR 278.705369
PLN 3.598665
PYG 6121.903517
QAR 3.646584
RON 4.471298
RSD 99.782804
RUB 74.849053
RWF 1462.717214
SAR 3.751823
SBD 8.032258
SCR 13.786507
SDG 600.499188
SEK 9.210465
SGD 1.268255
SHP 0.746601
SLE 24.624981
SLL 20969.496166
SOS 571.629786
SRD 37.476972
STD 20697.981008
STN 20.78808
SVC 8.752206
SYP 111.203697
SZL 16.3004
THB 32.200178
TJS 9.347679
TMT 3.505
TND 2.906356
TOP 2.40776
TRY 45.2247
TTD 6.778611
TWD 31.438007
TZS 2595.933022
UAH 43.857246
UGX 3761.369807
UYU 40.193288
UZS 12078.298941
VES 493.49396
VND 26325
VUV 118.250426
WST 2.722585
XAF 556.574973
XAG 0.01305
XAU 0.000214
XCD 2.70255
XCG 1.802793
XDR 0.696429
XOF 556.577334
XPF 101.191284
YER 238.605413
ZAR 16.406401
ZMK 9001.197853
ZMW 18.930729
ZWL 321.999592
Fundada há 40 anos, Repórteres sem Fronteiras passa da defesa à ação
Fundada há 40 anos, Repórteres sem Fronteiras passa da defesa à ação / foto: © AFP/Arquivos

Fundada há 40 anos, Repórteres sem Fronteiras passa da defesa à ação

A ONG francesa Repórteres Sem Fronteiras (RSF), que celebra seu 40º aniversário esta semana, defende incansavelmente a liberdade de imprensa, mas adota uma postura cada vez mais ofensiva no combate à impunidade por crimes contra jornalistas e à censura.

Tamanho do texto:

Aqui estão cinco pontos-chave sobre a organização.

- Origem -

Fundada em 1985 em Montpellier, no sul da França, por quatro jornalistas, Repórteres Sem Fronteiras (RSF) começou como uma pequena associação que buscava conscientizar o público por meio de reportagens sobre países em desenvolvimento devastados por desastres.

Quatro décadas depois, a sede de RSF emprega mais de 50 pessoas e conta com uma rede de cerca de 150 colaboradores no exterior.

Além da sede em Paris, a ONG possui 15 escritórios em todo o mundo.

A organização é financiada por meio de doações, vendas de álbuns, fundações privadas e subsídios públicos (da Suécia, Países Baixos, União Europeia, entre outros).

- Ajuda aos jornalistas -

A missão de RSF é "agir em favor da liberdade, do pluralismo e da independência do jornalismo e defender aqueles que personificam esses ideais", enfatiza a ONG.

A organização oferece assistência física e jurídica a jornalistas no terreno, por exemplo, fornecendo capacetes e coletes à prova de balas ou auxiliando os pedidos de asilo de repórteres que precisam fugir.

A ONG também realiza campanhas de mobilização, pesquisas e produz um ranking geográfico da liberdade de imprensa, publicado desde 2002 em oito idiomas.

Esse ranking, uma referência na área, mede a situação da liberdade de imprensa em 180 países, baseando-se principalmente em "uma contagem quantitativa de agressões cometidas contra jornalistas".

- Luta judicial -

Segundo um relatório da Unesco de 2024, 85% dos assassinatos de jornalistas ficam impunes. Para combater isso, o "recurso ofensivo na justiça" tornou-se uma ferramenta importante para a ONG.

Na Ucrânia, a organização convenceu o procurador-geral da gravidade desses crimes, o que levou à abertura de 115 processos por crimes contra jornalistas. Há três anos, não havia nenhum, de acordo com RSF.

A organização também apresentou cinco denúncias contra Israel ao Tribunal Penal Internacional (TPI) por "crimes de guerra cometidos contra jornalistas em Gaza", onde mais de 210 jornalistas foram mortos desde outubro de 2023.

A ONG também atua nos Estados Unidos, onde, em março, contestou judicialmente o desmantelamento dos veículos de imprensa públicos do país no exterior, uma iniciativa do presidente Donald Trump.

- Na frente digital -

"Em 40 anos, vimos até que ponto os inimigos da liberdade de imprensa desenvolveram uma grande criatividade" e RSF "evoluiu acompanhando as ameaças", explicou Thibaut Bruttin, diretor-geral da organização, à AFP. É uma espécie de "hiperativismo", acrescentou.

Em 2024, RSF lançou uma plataforma via satélite para informações independentes, produzidas em grande parte por jornalistas russos exilados desde a invasão da Ucrânia.

Outra ferramenta tecnológica para contornar a censura de regimes autoritários é a "Collateral Freedom" (Liberdade Colateral, em tradução livre), uma operação que, desde 2015, mantém o acesso a cerca de 150 veículos de comunicação censurados em todo o mundo, criando sites-espelho — ou seja, réplicas de seus sites.

- Próximo desafio -

Segundo o diretor de Repórteres Sem Fronteiras, existe um risco de que o jornalismo se torne marginalizado no mundo digital e acessível apenas a uma parcela da população.

"As pessoas mais ricas que conheço assinam o The New York Times", mas a maioria dos cidadãos "rola a tela sem parar" e não tem um acesso real a informações confiáveis, lamenta Bruttin.

RSF está em contato com autoridades do Brasil, África do Sul e União Europeia para pressionar as plataformas e redes sociais a "aumentarem a disponibilidade de fontes confiáveis de informação", marginalizadas por algoritmos.

J.Liv--ThChM