The China Mail - França homenageia vítimas de atentados jihadistas de Paris 10 anos depois

USD -
AED 3.672498
AFN 65.999741
ALL 81.749978
AMD 377.657389
ANG 1.79008
AOA 916.50233
ARS 1447.7684
AUD 1.43542
AWG 1.80125
AZN 1.704736
BAM 1.656847
BBD 2.015105
BDT 122.260014
BGN 1.67937
BHD 0.377013
BIF 2953.091775
BMD 1
BND 1.272884
BOB 6.913553
BRL 5.239695
BSD 1.000479
BTN 90.561067
BWP 13.175651
BYN 2.857082
BYR 19600
BZD 2.012224
CAD 1.36883
CDF 2224.999953
CHF 0.77793
CLF 0.021805
CLP 860.999848
CNY 7.97075
CNH 6.94469
COP 3642
CRC 496.003592
CUC 1
CUP 26.5
CVE 93.41048
CZK 20.68325
DJF 178.163135
DKK 6.33544
DOP 63.049753
DZD 129.999028
EGP 46.891297
ERN 15
ETB 154.976835
EUR 0.848335
FJD 2.208987
FKP 0.729917
GBP 0.733985
GEL 2.689736
GGP 0.729917
GHS 10.985781
GIP 0.729917
GMD 73.502583
GNF 8780.996111
GTQ 7.67429
GYD 209.32114
HKD 7.808645
HNL 26.428662
HRK 6.385498
HTG 131.143652
HUF 321.920429
IDR 16818.3
ILS 3.094805
IMP 0.729917
INR 90.493349
IQD 1310.5
IRR 42125.000158
ISK 122.739414
JEP 0.729917
JMD 156.862745
JOD 0.709041
JPY 156.859642
KES 129.170211
KGS 87.449587
KHR 4030.000239
KMF 417.000221
KPW 899.945137
KRW 1464.280435
KWD 0.30738
KYD 0.83376
KZT 497.113352
LAK 21520.880015
LBP 86150.000188
LKR 309.665505
LRD 185.901857
LSL 16.059936
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.323093
MAD 9.174496
MDL 16.928505
MGA 4431.457248
MKD 52.254146
MMK 2099.936125
MNT 3569.846682
MOP 8.051354
MRU 39.72959
MUR 45.879791
MVR 15.459409
MWK 1737.999994
MXN 17.36365
MYR 3.944005
MZN 63.759784
NAD 16.059961
NGN 1371.402396
NIO 36.81834
NOK 9.707645
NPR 144.897432
NZD 1.67173
OMR 0.384499
PAB 1.000479
PEN 3.362504
PGK 4.286719
PHP 58.840151
PKR 279.84277
PLN 3.577895
PYG 6622.13506
QAR 3.64125
RON 4.3222
RSD 99.574537
RUB 76.24746
RWF 1459.958497
SAR 3.75018
SBD 8.064647
SCR 14.780283
SDG 601.500712
SEK 9.00173
SGD 1.274295
SHP 0.750259
SLE 24.550143
SLL 20969.499267
SOS 570.224434
SRD 37.89403
STD 20697.981008
STN 20.755852
SVC 8.7544
SYP 11059.574895
SZL 16.060355
THB 31.805499
TJS 9.349774
TMT 3.505
TND 2.845503
TOP 2.40776
TRY 43.53032
TTD 6.777163
TWD 31.689501
TZS 2572.500108
UAH 43.151654
UGX 3562.246121
UYU 38.562056
UZS 12264.970117
VES 377.98435
VND 25954.5
VUV 119.556789
WST 2.72617
XAF 555.589718
XAG 0.013059
XAU 0.000206
XCD 2.70255
XCG 1.803149
XDR 0.691101
XOF 555.690911
XPF 101.549983
YER 238.324985
ZAR 16.164855
ZMK 9001.189062
ZMW 19.585153
ZWL 321.999592
França homenageia vítimas de atentados jihadistas de Paris 10 anos depois
França homenageia vítimas de atentados jihadistas de Paris 10 anos depois / foto: © AFP

França homenageia vítimas de atentados jihadistas de Paris 10 anos depois

A França homenageou nesta quinta-feira (13) as 132 vítimas dos atentados perpetrados por jihadistas em terraços, bares e em uma casa de shows em Paris, em meio a promessas de fazer "tudo" para impedir novos ataques.

Tamanho do texto:

Esses atentados, reivindicados pelo grupo Estado Islâmico (EI), foram os mais sangrentos da década de 2010 na Europa, um período marcado por ataques jihadistas em vários países.

"Ninguém pode garantir, infelizmente, o fim dos atentados, mas podemos garantir que, para aqueles que pegarem em armas contra a França, a resposta será implacável", declarou o presidente Emmanuel Macron, que prometeu fazer "tudo" para impedi-los.

Para marcar os dez anos dessa tragédia que comoveu o mundo, Macron e a prefeita de Paris, Anne Hidalgo, percorreram os locais dos ataques e inauguraram o Jardim da Memória, no centro da capital, durante uma cerimônia emocionante ao som de rock.

"Este será um lugar onde todas as vítimas que perderam a vida serão identificadas, onde os sobreviventes se encontrarão e onde a vida estará presente", explicou Philippe Duperron, da associação de vítimas 13onze15.

Os "heróis" desconhecidos dos atentados — policiais, psicólogos, enfermeiras, funcionários de limpeza... — leram os nomes das 132 vítimas: as 130 assassinadas naquela noite e duas sobreviventes que não superaram o trauma e acabaram tirando a própria vida mais tarde.

Os sinos das igrejas de Paris, com destaque para a Catedral de Notre-Dame, repicaram, e um símbolo da paz foi iluminado ao redor da Torre Eiffel.

— "Nossa democracia foi o alvo" —

Os ataques começaram nos arredores do Stade de France, ao norte de Paris, onde a seleção francesa disputava uma partida contra a Alemanha na presença do então presidente francês François Hollande. Uma pessoa perdeu a vida: Manuel Dias.

"Meu pai amava a vida", lembrou emocionada nesta quinta-feira sua filha Sophie Dias. "Nos dizem para virar a página dez anos depois, mas a ausência é imensa, o impacto segue intacto e a incompreensão ainda reina", acrescentou.

Naquela noite, Hollande fez um discurso na televisão sobre o "horror" vivido pelo país. Dias depois, declarou que a França estava "em guerra" contra os jihadistas e seu autoproclamado califado, que então se estendia entre a Síria e o Iraque.

Os agressores assassinaram em seguida cerca de 90 pessoas na casa de shows Bataclan, onde se apresentava a banda Eagles of Death Metal, e dezenas mais em restaurantes e cafés da capital francesa.

Nove terroristas morreram, baleados pela polícia ou ao acionarem os explosivos presos aos corpos, com exceção de Salah Abdeslam, que fugiu e foi preso meses depois na Bélgica. Atualmente, ele cumpre prisão perpétua em uma penitenciária francesa de segurança máxima.

"Eles escolheram atacar o que mais odiavam: nossa liberdade, nossa alegria de viver, o espírito festivo, que é a alma de nossa cidade", resumiu Anne Hidalgo. "Naquela noite, nossa democracia foi o alvo", acrescentou.

— "Ferida aberta" —

As forças apoiadas pelos Estados Unidos derrotaram, em 2019, no leste da Síria, os últimos vestígios do autoproclamado califado do Estado Islâmico, que havia atraído cidadãos franceses e inspirado os ataques de Paris.

E embora a França tenha feito "todo o possível para conter" o jihadismo dos "terroristas" que muitas vezes passaram pela Síria, agora ele "renasce sob outra forma, interna, insidiosa, menos detectável, menos previsível", advertiu o presidente francês.

A ameaça mudou desde 2015. Segundo o promotor antiterrorismo Olivier Christen, a tendência na França passou de ataques coordenados a partir de zonas jihadistas para uma ameaça vinda de pessoas cada vez mais jovens, inclusive menores de idade, que já vivem no país.

Os menores "são principalmente meninos, muitos com perfis isolados, frequentemente em situação de fracasso escolar", explicou Christen à AFP, detalhando que "passam muito tempo nas redes sociais", onde os "algoritmos" os conduzem a conteúdos de "ultraviolência".

Em Paris, os sobreviventes e familiares das vítimas tentam reconstruir suas vidas e, neste décimo aniversário, quiseram afirmar que "os terroristas não venceram naquela noite", segundo Arthur Dénouveaux, presidente da associação Life for Paris.

"Hoje posso lembrar, posso chorar, posso me deixar levar, mas amanhã, a vida continua", disse Sophie Bouchard-Stech, que perdeu o marido no Bataclan.

Muitos parisienses também foram até a Praça da República, onde, como em 2015, depositaram flores, velas e mensagens de apoio. Para um deles, Antoine Grignon, "dez anos depois, a ferida continua aberta".

burs-ah-tjc/pc/fp/aa/yr/am

D.Pan--ThChM