The China Mail - Produção mundial de vinho cai para nível mais baixo em 60 anos devido a geadas e seca

USD -
AED 3.672504
AFN 65.000368
ALL 81.757752
AMD 361.930403
ANG 1.790365
AOA 918.000367
ARS 1517.834304
AUD 1.435544
AWG 1.8
AZN 1.70397
BAM 1.745081
BBD 2.014187
BDT 123.310283
BGN 1.683441
BHD 0.377783
BIF 2992.192728
BMD 1
BND 1.280571
BOB 11.844107
BRL 4.990804
BSD 1.000045
BTN 96.679902
BWP 13.757752
BYN 3.042248
BYR 19600
BZD 2.011332
CAD 1.426204
CDF 2310.000362
CHF 0.829664
CLF 0.024742
CLP 976.970396
CNY 6.69215
CNH 6.687704
COP 3195.29
CRC 456.301584
CUC 1
CUP 24.001785
CVE 98.750394
CZK 21.763304
DJF 178.086103
DKK 6.672604
DOP 60.611198
DZD 134.724069
EGP 52.403301
ERN 15
ETB 162.480749
EUR 0.892504
FJD 2.24725
FKP 0.755993
GBP 0.755201
GEL 2.590391
GGP 0.755993
GHS 11.77039
GIP 0.755993
GMD 73.503851
GNF 8797.680125
GTQ 7.644716
GYD 209.141639
HKD 7.848504
HNL 26.843631
HRK 6.725604
HTG 130.956948
HUF 325.760388
IDR 17891.4
ILS 3.06346
IMP 0.755993
INR 96.775504
IQD 1515.056882
IRR 1779470.000352
ISK 122.150386
JEP 0.755993
JMD 158.724069
JOD 0.70904
JPY 158.28504
KES 129.698862
KGS 87.450384
KHR 4060.673656
KMF 440.00035
KPW 900.000318
KRW 1340.440383
KWD 0.31096
KYD 0.833371
KZT 454.436761
LAK 22426.053982
LBP 89555.476244
LKR 330.885568
LRD 171.010484
LSL 16.545706
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.430515
MAD 9.833504
MDL 17.93085
MGA 4459.513718
MKD 54.940888
MMK 2100.103005
MNT 3599.666808
MOP 8.083426
MRU 39.963417
MUR 47.460378
MVR 15.450378
MWK 1734.106625
MXN 18.414104
MYR 4.085504
MZN 63.910377
NAD 16.545706
NGN 1329.000344
NIO 36.80571
NOK 9.561404
NPR 154.687486
NZD 1.783644
OMR 0.384742
PAB 1.000045
PEN 3.429668
PGK 4.534464
PHP 62.745038
PKR 276.931162
PLN 3.916904
PYG 5688.155253
QAR 3.640374
RON 4.766038
RSD 104.733437
RUB 85.159581
RWF 1474.102164
SAR 3.751874
SBD 8.078071
SCR 14.675038
SDG 601.503676
SEK 9.999204
SGD 1.279404
SHP 0.755572
SLE 24.670371
SLL 20969.491881
SOS 571.492304
SRD 37.692504
STD 20697.981008
STN 21.860361
SVC 8.75039
SYP 13002.000254
SZL 16.542494
THB 33.553038
TJS 9.200535
TMT 3.51
TND 3.009508
TOP 2.40776
TRY 49.221304
TTD 6.793665
TWD 31.961404
TZS 2640.285523
UAH 44.916529
UGX 4088.733456
UYU 40.164333
UZS 11900.959179
VES 875.701604
VND 25899.5
VUV 120.010419
WST 2.78551
XAF 585.444314
XAG 0.016442
XAU 0.000238418806
XCD 2.70255
XCG 1.802364
XDR 0.707052
XOF 585.444314
XPF 106.410886
YER 236.203589
ZAR 16.52005
ZMK 9001.203584
ZMW 19.875976
ZWL 321.999592
SSP 5757.531856
MXV 2.08033
Produção mundial de vinho cai para nível mais baixo em 60 anos devido a geadas e seca
Produção mundial de vinho cai para nível mais baixo em 60 anos devido a geadas e seca / foto: © AFP/Arquivos

Produção mundial de vinho cai para nível mais baixo em 60 anos devido a geadas e seca

A produção mundial de vinho caiu este ano ao seu nível mais baixo em 60 anos devido a uma sucessão de geadas, secas e chuvas volumosas, com quedas significativas observadas na América do Sul e na Espanha, de acordo com uma estimativa da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), publicada nesta terça-feira (7).

Tamanho do texto:

Segundo as primeiras estimativas desta organização para 2023, o volume mundial caiu 7% em relação ao ano anterior.

A França manteve sua produção estável e voltou a ser a maior produtora global em volume, à frente da Itália, onde a produção caiu 12%, e Espanha (-14%).

Todos os grandes fabricantes sul-americanos registraram uma queda significativa na produção em relação a 2022.

No Chile, maior produtor do hemisfério sul, o volume de vinho é 20% menor do que no ano anterior, e 18% inferior à média dos últimos cinco anos. A safra foi gravemente afetada por incêndios florestais e secas.

Nos vales do centro do Chile, terra de castas de uva como Carmenere, Cabernet Sauvignon ou Merlot, os produtores desta bebida colhem à noite, recorrem ao esterco de cavalo e resgatam técnicas antigas para enfrentar a falta de água e a mudança climática.

Após mais de uma década de seca, os viticultores dos vales de Colchagua e Cachapoal, localizados em uma das regiões que mais produzem vinho no Chile, aprenderam a conviver com quantidades menores de água.

"Estamos retomando práticas que provavelmente tínhamos antes, mas em uma escala maior e de forma sistemática", disse à AFP Soledad Meneses, chefe de comunicação da Viña Conosur, subsidiária da Concha y Toro, maior produtora da América Latina.

Também afetada por geadas e tempestades de granizo, a produção na Argentina atingiu apenas 8,8 milhões de hectolitros (-23%). Isso representa um dos volumes mais baixos registrados em sua história.

No Brasil também houve queda (-30%), assim como no Uruguai (-34%), Austrália (-24%) e África do Sul (-10%), de acordo com a OIV.

A Espanha se manteve, por sua vez, como terceiro maior produtor mundial, com um volume estimado em 30,7 milhões de hectolitros, o menor nos últimos 20 anos, como consequência da grave seca e das temperaturas extremas.

- Fenômenos distintos -

Os fenômenos que atingiram os vinhedos este ano são muito distintos e ainda não foi provado que estejam diretamente relacionados à mudança climática, disse Iñaki García de Cortazar-Atauri, do instituto de investigação agrícola Inrae.

As consequências das fortes chuvas em Itália, por exemplo, também estão relacionadas à artificialização dos terrenos, explicou à AFP este especialista no impacto da mudança climática na agricultura.

Entretanto, Cortazar-Atauri afirma que foi notável a ocorrência de "cada vez mais fenômenos extremos recorrentes", como ondas de calor ou chuvas torrenciais em determinadas regiões, além da disseminação de pragas já conhecidas, como o míldio.

Espera-se que a produção total de vinho alcance entre 241,7 e 246 milhões de hectolitros em 2023, segundo informações recolhidas pela OIV em 29 países que representam 94% da produção mundial.

Alguns deles registraram um aumento na produção, como os Estados Unidos (+12%), que manteve a sua posição como quarto maior produtor mundial, devido às temperaturas frescas e às abundantes chuvas de inverno nas regiões de viticultura de Napa e Sonoma.

No entanto, a queda da produção não é necessariamente uma má notícia, disse a OIV.

"Com o declínio do consumo mundial e os elevados estoques em muitas regiões do mundo, a baixa produção esperada poderá reequilibrar o mercado global", observa a organização.

Q.Yam--ThChM