The China Mail - Países desenvolvidos e nações vulneráveis se enfrentam nas audiências climáticas da CIJ

USD -
AED 3.672504
AFN 62.500839
ALL 82.677013
AMD 376.26329
ANG 1.790083
AOA 916.999869
ARS 1397.44397
AUD 1.428827
AWG 1.80225
AZN 1.702428
BAM 1.684357
BBD 2.010231
BDT 122.472883
BGN 1.709309
BHD 0.377462
BIF 2964.375988
BMD 1
BND 1.277101
BOB 6.912083
BRL 5.233496
BSD 0.998067
BTN 93.519412
BWP 13.676156
BYN 2.954804
BYR 19600
BZD 2.007389
CAD 1.375315
CDF 2277.501949
CHF 0.787635
CLF 0.023245
CLP 917.859908
CNY 6.892701
CNH 6.89084
COP 3704.98
CRC 465.058197
CUC 1
CUP 26.5
CVE 94.961482
CZK 21.035896
DJF 177.736057
DKK 6.429205
DOP 59.794427
DZD 132.589425
EGP 52.576101
ERN 15
ETB 154.300367
EUR 0.860398
FJD 2.2198
FKP 0.74705
GBP 0.744905
GEL 2.705007
GGP 0.74705
GHS 10.90466
GIP 0.74705
GMD 73.500338
GNF 8748.186073
GTQ 7.643252
GYD 208.886841
HKD 7.82755
HNL 26.429946
HRK 6.487052
HTG 130.870821
HUF 335.771498
IDR 16888.55
ILS 3.12535
IMP 0.74705
INR 94.28405
IQD 1307.491248
IRR 1313024.999792
ISK 123.729689
JEP 0.74705
JMD 157.508322
JOD 0.709013
JPY 158.657502
KES 129.350052
KGS 87.448496
KHR 4005.529025
KMF 426.000223
KPW 899.971148
KRW 1492.830091
KWD 0.30646
KYD 0.831758
KZT 481.830591
LAK 21488.76344
LBP 89383.420961
LKR 313.730725
LRD 183.153054
LSL 17.015325
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.363464
MAD 9.304787
MDL 17.456606
MGA 4167.402285
MKD 53.060662
MMK 2099.628947
MNT 3568.971376
MOP 8.043457
MRU 39.80812
MUR 46.501184
MVR 15.460465
MWK 1730.690562
MXN 17.72435
MYR 3.947002
MZN 63.909793
NAD 17.015472
NGN 1375.260029
NIO 36.730669
NOK 9.6908
NPR 149.633336
NZD 1.71202
OMR 0.384506
PAB 0.998058
PEN 3.452338
PGK 4.310401
PHP 60.026962
PKR 278.846914
PLN 3.67535
PYG 6512.453064
QAR 3.639652
RON 4.384596
RSD 101.072972
RUB 80.493402
RWF 1460.184041
SAR 3.753701
SBD 8.041975
SCR 14.476988
SDG 601.000119
SEK 9.299765
SGD 1.277265
SHP 0.750259
SLE 24.601128
SLL 20969.510825
SOS 570.385266
SRD 37.339685
STD 20697.981008
STN 21.099863
SVC 8.733545
SYP 110.977546
SZL 17.01424
THB 32.480325
TJS 9.576758
TMT 3.51
TND 2.927516
TOP 2.40776
TRY 44.344798
TTD 6.781179
TWD 31.940801
TZS 2567.558993
UAH 43.834544
UGX 3737.657763
UYU 40.675018
UZS 12176.66892
VES 458.87816
VND 26357
VUV 119.458227
WST 2.748874
XAF 564.91769
XAG 0.013715
XAU 0.00022
XCD 2.70255
XCG 1.798812
XDR 0.702576
XOF 564.915257
XPF 102.708079
YER 238.60319
ZAR 16.878001
ZMK 9001.199972
ZMW 18.88887
ZWL 321.999592
Países desenvolvidos e nações vulneráveis se enfrentam nas audiências climáticas da CIJ
Países desenvolvidos e nações vulneráveis se enfrentam nas audiências climáticas da CIJ / foto: © ANP/AFP

Países desenvolvidos e nações vulneráveis se enfrentam nas audiências climáticas da CIJ

Os países desenvolvidos, que defendem o marco jurídico atual, e as nações vulneráveis, que pedem mais ação, se enfrentam nas maratônicas audiências sobre a mudança climática que acontecem na mais alta corte da ONU em Haia.

Tamanho do texto:

As audiências na Corte Internacional de Justiça (CIJ), em Haia, são históricas: nunca antes um caso envolveu tantos países e instituições que buscam influenciar os juízes em torno do marco legal da luta contra a mudança climática.

A maioria das grandes economias, incluindo os Estados Unidos, China e Índia, argumentam que a CIJ não deve mudar a Convenção Quadro da ONU sobre Mudança Climática (UNFCCC).

Esse acordo é "a expressão mais atualizada do consentimento dos Estados de estarem vinculados pelo direito internacional em matéria de mudança climática", afirmou a representante americana, Margaret Taylor.

Ela pediu à corte que "garantisse que sua decisão preservasse e promovesse a centralidade desse regime".

Tal opinião é compartilhada por outros grandes poluentes, como China e Índia, assim como pela Austrália e Alemanha.

"A corte deve evitar criar obrigações novas ou suplementares em cima das já existentes", expressou o representante da Índia, Luther Rangreji.

Do outro lado do debate, estão os representantes dos pequenos países insulares, alguns dos quais falaram ante a CIJ pela primeira vez na história de seu país.

Seus territórios estão sendo destruídos pela mudança climática, embora eles neguem ser responsáveis por esse fenômeno.

"É uma crise de sobrevivência. É também uma crise de equidade", declarou o representante de Fiji, Luke Daunivalu.

"Nosso povo (...) paga injustamente a fatura de uma crise que não acredito. Espera justiça, clareza e decisão desse tribunal", destacou Daunivalu.

"Seu assessoramento jurídico ressoará através das gerações, dando forma a um legado de responsabilidade, proteção e esperança para todos", acrescentou ante os juízes.

Mais de 100 países e organizações participam das audiências, que começam sua segunda semana nesta segunda-feira.

Depois de meses, até mesmo ano de negociações, a CIJ iá elaborar uma opinião consultiva não vinculante, um marco para o direito internacional na luta contra a mudança climática.

- "Batalha" -

As declarações de países ricos e grandes poluentes suscitaram a ira dos ativistas, que os acusam de "se esconderem atrás" dos acordos existentes, como o Acordo de Paris de 2015, às vezes considerado insuficiente.

"Assistimos a uma verdadeira batalha entre Davi e Golias", observou Joie Chowdhury, advogado do Centro para o Direito Ambiental Internacional, com sede nos Estados Unidos e Suíça.

"Alguns dos grandes poluidores do mundo, como Estados Unidos e Austrália, tentaram ignorar seu comportamento histórico e seu conhecimento de longa data sobre as causas e consequências da mudança climática", declarou Chowdhury.

A ONU pediu à CIJ que se pronunciasse sobre duas questões.

Quais são as obrigações os Estados, segundo o direito internacional, de proteger a Terra contra as emissões de gás de efeito estufa?

Quais são as consequências jurídicas dessas obrigações quando os Estados, "por seus atos e omissões", causaram danos importantes ao sistema climático?

É necessário mais dinheiro para combater os efeitos das mudanças climáticas, dizem os países em desenvolvimento decepcionados com o anúncio de 300 bilhões de dólares (1,8 trilhão de reais) por ano até 2035 prometido na recente COP29 em Baku.

“Quando caminho ao longo de nossas costas, vejo apenas a erosão do litoral, vejo o desaparecimento das pegadas de gerações de habitantes que viveram em harmonia nessas ilhas”, disse o representante das Ilhas Marshall, John Silk.

“O povo das Ilhas Marshall tem um ditado: 'Wa kuk wa jimor', que significa 'estamos todos na mesma canoa'”, disse Silk. “Hoje, estendo esse princípio à nossa comunidade internacional”.

Z.Ma--ThChM