The China Mail - Projeto de ferrovia amazônica gera críticas na COP30

USD -
AED 3.6725
AFN 65.500729
ALL 80.861178
AMD 366.169751
AOA 918.000066
ARS 1499.010497
AUD 1.416491
AWG 1.8
AZN 1.702308
BAM 1.696506
BBD 2.013896
BDT 123.776354
BHD 0.377061
BIF 2993.650463
BMD 1
BND 1.281271
BOB 11.884005
BRL 5.105192
BSD 0.999879
BTN 95.145572
BWP 13.496235
BYN 2.977343
BYR 19600
BZD 2.010921
CAD 1.394035
CDF 2259.999972
CHF 0.808105
CLF 0.023174
CLP 914.839994
CNY 6.74905
CNH 6.74376
COP 3162.95
CRC 454.53954
CUC 1
CUP 26.5
CVE 95.649308
CZK 20.993008
DJF 178.055931
DKK 6.468945
DOP 58.368898
DZD 132.93776
EGP 49.787401
ERN 15
ETB 161.383609
EUR 0.86533
FJD 2.210502
FKP 0.743241
GBP 0.741355
GEL 2.615003
GGP 0.743241
GHS 11.733937
GIP 0.743241
GMD 74.00032
GNF 8782.057677
GTQ 7.628986
GYD 209.187745
HKD 7.845415
HNL 26.799903
HRK 6.521304
HTG 130.738004
HUF 314.058026
IDR 17796
ILS 2.99985
IMP 0.743241
INR 95.17365
IQD 1309.80882
IRR 1374850.000132
ISK 123.390415
JEP 0.743241
JMD 158.790465
JOD 0.708994
JPY 157.882976
KES 129.359734
KGS 87.450226
KHR 4061.274765
KMF 427.000054
KRW 1409.750021
KWD 0.30871
KYD 0.833247
KZT 468.616634
LAK 22575.258814
LBP 89537.973119
LKR 335.380452
LRD 180.479173
LSL 16.244058
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.360139
MAD 9.319182
MDL 17.387495
MGA 4266.798513
MKD 53.374161
MMK 2099.552715
MNT 3596.040078
MOP 8.079926
MRU 40.196738
MUR 47.070199
MVR 15.459589
MWK 1733.805211
MXN 17.14391
MYR 4.090202
MZN 63.902706
NAD 16.244058
NGN 1364.319797
NIO 36.795607
NOK 9.494798
NPR 152.232915
NZD 1.699135
OMR 0.384511
PAB 0.999866
PEN 3.386262
PGK 4.418787
PHP 60.815986
PKR 277.591253
PLN 3.71953
PYG 5945.498155
QAR 3.655172
RON 4.543903
RSD 101.580953
RUB 82.426823
RWF 1470.282086
SAR 3.754727
SBD 8.068348
SCR 14.493142
SDG 600.502295
SEK 9.474199
SGD 1.278655
SLE 24.595633
SOS 571.458312
SRD 37.866502
STD 20697.981008
STN 21.251865
SVC 8.749095
SZL 16.240762
THB 32.96398
TJS 9.223917
TMT 3.505
TND 2.937441
TRY 47.703013
TTD 6.777323
TWD 32.25695
TZS 2647.498
UAH 44.783463
UGX 3724.827703
UYU 40.249652
UZS 11958.657362
VES 754.21125
VND 26204.5
VUV 119.010387
WST 2.728415
XAF 568.992228
XAG 0.0157
XAU 0.00023
XCD 2.70255
XCG 1.802071
XDR 0.708194
XOF 569.009503
XPF 103.452015
YER 236.849806
ZAR 16.171785
ZMK 9001.197478
ZMW 18.872278
ZWL 321.999592
Projeto de ferrovia amazônica gera críticas na COP30
Projeto de ferrovia amazônica gera críticas na COP30 / foto: © AFP/Arquivos

Projeto de ferrovia amazônica gera críticas na COP30

Indígenas que protestaram durante as negociações climáticas da ONU em Belém do Pará mencionaram entre suas principais queixas um projeto ferroviário que se estenderia do Mato Grosso ao Pará e atravessaria a floresta amazônica.

Tamanho do texto:

Para os agricultores, a Ferrogrão, como é conhecido o projeto de ferrovia, representaria uma revolução logística.

Os críticos veem outro projeto de infraestrutura descomunal que ameaça a Amazônia e mina o compromisso declarado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o meio ambiente e a causa indígena.

- Qual é a ideia por trás da Ferrogrão? -

O Brasil é o maior exportador mundial de soja e milho, grande parte dos quais é produzida em Mato Grosso.

Atualmente, essa carga percorre longas distâncias em caminhões até os portos marítimos do sul ou os portos fluviais do norte.

Durante mais de uma década, os governos têm tentado impulsionar uma ferrovia de 933 quilômetros que conectaria a cidade de Sinop, em Mato Grosso, ao porto de Miritituba, no Pará.

A partir daí, os cereais e leguminosas chegariam ao rio Amazonas e ao oceano Atlântico.

- O que dizem os defensores do projeto? -

Elisangela Pereira Lopes, assessora técnica da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), principal organização de produtores agropecuários do país, disse à AFP que a ferrovia era "essencial para garantir a competitividade do agro brasileiro".

Mato Grosso, responsável por aproximadamente 32% da produção nacional de grãos, "precisa de uma rota logística mais eficiente para acompanhar o ritmo do crescimento do setor", enfatizou.

Lopes afirmou que se esperava que a ferrovia reduzisse o custo logístico das exportações de grãos em até 40%, além de diminuir o tráfego rodoviário e as emissões de carbono associadas.

- O que dizem os críticos? -

Mariel Nakane, do Instituto Socioambiental (ISA), disse à AFP que a ferrovia impactará terras indígenas e impulsionará o desmatamento e o avanço sobre terras.

Ela acrescentou que a mudança realizada pelo agronegócio na última década para exportar seus produtos a menor custo pelos portos fluviais do norte já transformou o rio Tapajós, sobre o qual se localiza o porto de Miritituba.

"Os ribeirinhos estão sendo expulsos", lamentou. "Eles não estão podendo mais pescar em algumas regiões, porque agora é só porto e esse trânsito de barcaça. Eles são atropelados pelas barcaças."

Nakane disse que a construção da Ferrogrão busca aumentar cinco vezes o volume de mercadorias transportadas nessa rota.

A especialista teme, por outro lado, que o descontrole reine em áreas já vulneráveis ao desmatamento.

Ela apontou que os procedimentos atuais de licenciamento não são suficientes para proteger a floresta e seus habitantes.

Nakane citou outros projetos polêmicos, como a exploração petrolífera da Margem Equatorial - que teve a fase de perfuração exploratória autorizada - perto da foz do Amazonas, e os planos para pavimentar a BR-319, uma rodovia importante na floresta.

"A gente vê que é muito fácil para o governo defender que está comprometido com a pauta do clima, mas deixar debaixo do tapete esses projetos controversos", afirmou.

- Por que isso surgiu durante a COP30? -

Com os olhos do mundo voltados para Belém, onde se realiza a COP30 para combater a mudança climática, as comunidades indígenas buscaram atrair atenção para suas reivindicações, como a proibição da Ferrogrão.

Os manifestantes também estão furiosos com um decreto assinado por Lula em agosto, que estabelece os principais rios amazônicos, incluindo o Tapajós, como prioridades para a navegação de carga e expansão portuária privada.

"A gente não vai permitir porque é a nossa casa, o nosso rio, a nossa floresta", disse a líder indígena Alessandra Korap, do povo munduruku.

"O rio é a mãe dos peixes."

- Em que ponto se encontra o projeto? -

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) disse à AFP, em comunicado, que "o processo de licenciamento da Ferrogrão está em etapa inicial, com avaliação de sua viabilidade ambiental".

Esse processo foi suspenso em 2021 pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, relator do caso, enquanto o tribunal considerava uma contestação sobre a constitucionalidade dos planos de alterar os limites do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará, para construir a ferrovia.

Moraes permitiu que o caso fosse retomado em 2023, e a corte começou a examiná-lo novamente no mês passado. O relator votou a favor de que o projeto seguisse em frente.

No entanto, a audiência está atualmente em pausa após o ministro Flávio Dino solicitar mais tempo para analisar o caso.

O.Yip--ThChM