The China Mail - Habitantes de Gaza denunciam um ano 'cheio de sofrimento' desde 7 de outubro

USD -
AED 3.672499
AFN 64.00009
ALL 81.073366
AMD 360.397329
ANG 1.789785
AOA 916.999732
ARS 1545.0144
AUD 1.454249
AWG 1.8025
AZN 1.704613
BAM 1.74477
BBD 2.016316
BDT 124.68888
BGN 1.747831
BHD 0.37789
BIF 2991.721382
BMD 1
BND 1.278006
BOB 12.087853
BRL 5.497125
BSD 1.001115
BTN 94.527581
BWP 13.71503
BYN 2.986927
BYR 19600
BZD 2.013364
CAD 1.40633
CDF 2314.999645
CHF 0.818705
CLF 0.024868
CLP 978.760188
CNY 6.688502
CNH 6.66917
COP 3241.78
CRC 453.985869
CUC 1
CUP 24.025728
CVE 98.364385
CZK 21.793011
DJF 178.268433
DKK 6.689915
DOP 60.118113
DZD 136.242908
EGP 53.820601
ERN 15
ETB 164.305149
EUR 0.89494
FJD 2.26405
FKP 0.741654
GBP 0.74625
GEL 2.605011
GGP 0.741654
GHS 11.677491
GIP 0.741654
GMD 74.509134
GNF 8867.280715
GTQ 7.650415
GYD 209.748787
HKD 7.837115
HNL 26.906402
HRK 6.76901
HTG 131.200043
HUF 325.937979
IDR 18101.9
ILS 3.196103
IMP 0.741654
INR 93.93405
IQD 1517.627748
IRR 1891353.00024
ISK 122.420045
JEP 0.741654
JMD 158.783543
JOD 0.708984
JPY 158.290499
KES 129.920248
KGS 87.447798
KHR 4073.330657
KMF 440.999715
KPW 899.999961
KRW 1358.379681
KWD 0.310798
KYD 0.834281
KZT 450.121101
LAK 22530.587485
LBP 89904.785701
LKR 332.811462
LRD 170.183726
LSL 16.405012
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.40885
MAD 9.755923
MDL 17.898225
MGA 4538.9666
MKD 55.084006
MMK 2099.952938
MNT 3601.972253
MOP 8.089227
MRU 40.443905
MUR 47.030194
MVR 15.454964
MWK 1735.92278
MXN 18.69124
MYR 4.058978
MZN 63.910209
NAD 16.405597
NGN 1346.989705
NIO 36.842927
NOK 9.40448
NPR 151.247145
NZD 1.803825
OMR 0.384492
PAB 1.001106
PEN 3.448236
PGK 4.560377
PHP 62.992495
PKR 276.874822
PLN 3.93241
PYG 6167.982515
QAR 3.659282
RON 4.779898
RSD 105.296998
RUB 81.839739
RWF 1474.62889
SAR 3.753652
SBD 8.051718
SCR 13.74632
SDG 601.50232
SEK 9.86881
SGD 1.281355
SHP 0.745545
SLE 22.910414
SLL 20969.504398
SOS 572.098915
SRD 37.556968
STD 20697.981008
STN 21.856266
SVC 8.759417
SYP 13001.999685
SZL 16.399336
THB 33.541044
TJS 9.234989
TMT 3.51
TND 2.983002
TOP 2.40776
TRY 50.157603
TTD 6.779873
TWD 32.744025
TZS 2643.66499
UAH 45.474772
UGX 4049.207822
UYU 40.322761
UZS 11946.010562
VES 893.769007
VND 25582.5
VUV 119.513361
WST 2.778515
XAF 587.042189
XAG 0.019209
XAU 0.000245886926
XCD 2.70255
XCG 1.804168
XDR 0.707052
XOF 587.042189
XPF 106.390951
YER 236.17497
ZAR 16.521602
ZMK 9001.189175
ZMW 20.296888
ZWL 321.999592
SSP 5745.196153
MXV 2.102838
Habitantes de Gaza denunciam um ano 'cheio de sofrimento' desde 7 de outubro
Habitantes de Gaza denunciam um ano 'cheio de sofrimento' desde 7 de outubro / foto: © AFP

Habitantes de Gaza denunciam um ano 'cheio de sofrimento' desde 7 de outubro

Foi um ano "cheio de sofrimento". Entre as ruínas, os moradores de Gaza expressam sua desolação um ano após o ataque sem precedentes do movimento islamista Hamas em Israel, que desencadeou uma guerra sangrenta no devastado território palestino.

Tamanho do texto:

As forças israelenses bombardearam novamente a Faixa de Gaza nesta segunda-feira (7), coincidindo com o aniversário de um ano do ataque do Hamas em 7 de outubro do ano passado.

"Parecia o primeiro dia de guerra de novo", disse Khaled al-Hawajri, de 46 anos, que afirmou ter sido deslocado dez vezes desde o início do conflito.

"Ontem à noite ficamos aterrorizados com bombardeios de quadricópteros e projéteis disparados por tanques", continuou. "Não há lugar seguro em toda a Faixa", lamentou este pai de família do norte do território sitiado, governado pelo Hamas desde 2007.

A Cidade de Gaza estava irreconhecível nesta segunda-feira, devastada por contínuos bombardeios e combates entre as forças israelenses e os milicianos do Hamas. Entre prédios destruídos ou sem fachada, alguns moradores caminhavam por estradas de terra, com montes de entulhos dos dois lados da rua.

O tráfego é quase inexistente na cidade devido à escassez de combustível. A maioria dos moradores anda a pé, de bicicleta ou se locomove com a ajuda de carroças puxadas por burros.

De acordo com as Nações Unidas, 92% das ruas de Gaza e mais de 84% das suas instalações de saúde foram danificadas ou destruídas na guerra. Mas não são as únicas coisas que faltam.

"Não há eletricidade, nem produtos derivados de petróleo. Não há sequer lenha. A comida é quase inexistente", denunciou Hussam Mansur, de 64 anos.

Em 9 de outubro de 2023, dois dias depois de lançar sua ofensiva implacável em Gaza em resposta ao ataque do Hamas, Israel impôs um cerco "completo" a este território de 360 km2, onde sobrevivem 2,4 milhões de habitantes.

- "Doença, fome, perigo e perdas" -

Mansur e os seus filhos foram deslocados, assim como a maioria da população. Segundo a ONU, quase 90% dos habitantes de Gaza tiveram que fugir pelo menos uma vez desde o início da guerra.

O apartamento de Mansur foi destruído em um bombardeio. Quando caminha pelas ruas, admite que nem as reconhece mais. Assim como Hawajri, ele enfrenta dificuldades há mais de um ano e, por enquanto, não há sinais de trégua.

O fato de Israel ter deslocado "o centro de gravidade" de suas operações para o norte do seu território, onde luta contra o movimento libanês Hezbollah, aliado do Hamas, não mudou o clima em Gaza.

"A noite passada foi uma das mais difíceis da guerra, como se a guerra tivesse acabado de começar!", concordou Muhammad al Muqayyid, um homem deslocado de 46 anos, no acampamento de refugiados de Jabaliya, no norte de Gaza.

"Nunca imaginei que a guerra duraria tanto tempo", admitiu. "Um ano se passou e vimos todo tipo de sofrimento: doenças, fome, perigo e perdas".

O conflito começou em 7 de outubro de 2023, quando milicianos do Hamas invadiram o sul de Israel e mataram 1.205 pessoas, a maioria civis, segundo um cálculo da AFP baseado em números oficiais israelenses.

Os islamistas também capturaram 251 pessoas, das quais 97 permanecem cativas em Gaza e 34 delas teriam morrido, segundo o Exército de Israel.

Em resposta, Israel lançou uma ofensiva implacável em Gaza, onde já morreram pelo menos 41.909 pessoas, a maioria civis, segundo o Ministério da Saúde do território, cujos dados são considerados confiáveis pela ONU.

Um ano depois, Israel ainda não alcançou seu principal objetivo: o retorno de todos os reféns capturados em 7 de outubro.

O Exército israelense continua lançando bombardeios e lutando no território, com o objetivo de recuperar os cativos e destruir o grupo islamista, classificado como organização "terrorista" por Estados Unidos, União Europeia e Israel.

O Hamas também continua sua luta. As brigadas Ezedin al Qassam, seu braço armado, afirmaram nesta segunda-feira que lançaram uma série de foguetes contra a cidade israelense de Tel Aviv.

C.Fong--ThChM