The China Mail - COP16 em Roma redobra esforços para financiar a biodiversidade

USD -
AED 3.672504
AFN 65.000368
ALL 81.910403
AMD 376.168126
ANG 1.79008
AOA 917.000367
ARS 1431.790402
AUD 1.425923
AWG 1.8025
AZN 1.70397
BAM 1.654023
BBD 2.008288
BDT 121.941731
BGN 1.67937
BHD 0.375999
BIF 2954.881813
BMD 1
BND 1.269737
BOB 6.889932
BRL 5.217404
BSD 0.997082
BTN 90.316715
BWP 13.200558
BYN 2.864561
BYR 19600
BZD 2.005328
CAD 1.36855
CDF 2200.000362
CHF 0.77566
CLF 0.021803
CLP 860.890396
CNY 6.93895
CNH 6.929815
COP 3684.65
CRC 494.312656
CUC 1
CUP 26.5
CVE 93.82504
CZK 20.504104
DJF 177.555076
DKK 6.322204
DOP 62.928665
DZD 129.553047
EGP 46.73094
ERN 15
ETB 155.0074
EUR 0.846204
FJD 2.209504
FKP 0.735067
GBP 0.734457
GEL 2.69504
GGP 0.735067
GHS 10.957757
GIP 0.735067
GMD 73.000355
GNF 8752.167111
GTQ 7.647681
GYD 208.609244
HKD 7.81385
HNL 26.45504
HRK 6.376104
HTG 130.618631
HUF 319.703831
IDR 16855.5
ILS 3.110675
IMP 0.735067
INR 90.57645
IQD 1310.5
IRR 42125.000158
ISK 122.710386
JEP 0.735067
JMD 156.057339
JOD 0.70904
JPY 157.200504
KES 128.622775
KGS 87.450384
KHR 4033.00035
KMF 419.00035
KPW 900.021111
KRW 1463.803789
KWD 0.30721
KYD 0.830902
KZT 493.331642
LAK 21426.698803
LBP 89293.839063
LKR 308.47816
LRD 187.449786
LSL 16.086092
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.314009
MAD 9.185039
MDL 17.000296
MGA 4426.402808
MKD 52.129054
MMK 2100.115486
MNT 3570.277081
MOP 8.023933
MRU 39.850379
MUR 46.060378
MVR 15.450378
MWK 1737.000345
MXN 17.263604
MYR 3.947504
MZN 63.750377
NAD 16.086092
NGN 1366.980377
NIO 36.694998
NOK 9.690604
NPR 144.506744
NZD 1.661958
OMR 0.383441
PAB 0.997082
PEN 3.367504
PGK 4.275868
PHP 58.511038
PKR 278.812127
PLN 3.56949
PYG 6588.016407
QAR 3.64135
RON 4.310404
RSD 99.553038
RUB 76.792845
RWF 1455.283522
SAR 3.749738
SBD 8.058149
SCR 13.675619
SDG 601.503676
SEK 9.023204
SGD 1.272904
SHP 0.750259
SLE 24.450371
SLL 20969.499267
SOS 568.818978
SRD 37.818038
STD 20697.981008
STN 20.719692
SVC 8.724259
SYP 11059.574895
SZL 16.08271
THB 31.535038
TJS 9.342721
TMT 3.505
TND 2.847504
TOP 2.40776
TRY 43.612504
TTD 6.752083
TWD 31.590367
TZS 2577.445135
UAH 42.828111
UGX 3547.71872
UYU 38.538627
UZS 12244.069517
VES 377.985125
VND 25950
VUV 119.620171
WST 2.730723
XAF 554.743964
XAG 0.012866
XAU 0.000202
XCD 2.70255
XCG 1.797032
XDR 0.689923
XOF 554.743964
XPF 101.703591
YER 238.403589
ZAR 16.04457
ZMK 9001.203584
ZMW 18.570764
ZWL 321.999592
COP16 em Roma redobra esforços para financiar a biodiversidade
COP16 em Roma redobra esforços para financiar a biodiversidade / foto: © AFP

COP16 em Roma redobra esforços para financiar a biodiversidade

Países ricos e em desenvolvimento negociam em ritmo acelerado nesta quinta-feira (27) em Roma para tentar chegar a um acordo sobre mecanismos financeiros capazes de preservar a biodiversidade do planeta, quatro meses após o fracasso das negociações da COP16 na Colômbia.

Tamanho do texto:

O tempo está se esgotando e são necessários milhões para que o mundo atinja sua meta de combater o desmatamento, a superexploração de recursos naturais e a poluição até 2030.

Todos esses flagelos colocam em risco o suprimento alimentar da humanidade e a sobrevivência de milhões de espécies ameaçadas de extinção.

A meta foi resultado do acordo histórico Kunming-Montreal assinado no final de 2022 e está articulada em um programa de 23 objetivos a serem cumpridos até o final da década.

O mais emblemático desses planos prevê a conversão de 30% das superfícies terrestre e marítima em áreas protegidas, uma porcentagem mais ambiciosa do que os atuais 17% e 8%, respectivamente, segundo dados das Nações Unidas.

De acordo com o cronograma inicial, os 196 países signatários deveriam ter definido na COP16 em Cali, no final de 2024, como financiar esse roteiro.

O roteiro prevê o aumento dos gastos com proteção da biodiversidade para US$ 200 bilhões (R$ 1,15 trilhão) anuais até 2030. Esse valor inclui US$ 30 bilhões (R$ 173,2 bilhões) em ajuda dos países mais desenvolvidos aos países pobres.

- Criar ou não criar um fundo -

A maior fonte de controvérsia é como o dinheiro deve ser arrecadado e distribuído, e a arquitetura institucional do mecanismo.

Foi isso que levou os países participantes a encerrarem a reunião de Cali, em 2 de novembro, sem um acordo, e o que forçou uma extensão das negociações por três dias em Roma, sendo esta quinta-feira o último dia previsto.

Após dois dias de negociações na sede da FAO, organização das Nações Unidas para a alimentação e a agricultura, em Roma, os negociadores receberam na quarta-feira, no final do dia, um novo texto preparado pela presidência colombiana, que busca superar as linhas vermelhas de cada bloco.

Os países em desenvolvimento pedem a criação de um fundo específico para a proteção da natureza, sob a autoridade da COP, conforme previsto no texto da Convenção sobre Biodiversidade de 1992.

No entanto, os países mais industrializados, liderados por UE, Japão e Canadá, na ausência dos Estados Unidos, que não assinaram a convenção, mas são um grande contribuidor, são hostis a essa ideia.

Eles temem que a possível criação de um novo fundo fragmente a ajuda ao desenvolvimento, que já está enfraquecida pelas dificuldades orçamentárias de alguns e pela retirada agressiva do governo Trump de tudo relacionado à mudança climática.

Nesse sentido, o compromisso da presidência colombiana, personificada pela ministra Susana Muhamad, prevê "melhorar o desempenho" dos instrumentos existentes, começando pelo Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF, na sigla em inglês) e o Fundo-Quadro Global para a Biodiversidade (GBFF), uma solução provisória adotada em 2022 e com uma modesta dotação de 400 milhões de dólares (R$ 2 bilhões, na cotação da época).

O texto da presidência colombiana também prevê que a COP18 sobre biodiversidade, em 2028, decida se um novo fundo precisa ser lançado ou se esses instrumentos existentes podem ser transformados para atender às expectativas dos países em desenvolvimento.

"É um texto muito equilibrado", disse o representante britânico, enquanto a ministra francesa, Agnès Pannier-Runacher, pediu resignação: "não existem textos que sejam satisfatórios para todos".

"Estamos realmente decepcionados", respondeu a negociadora-chefe do Brasil, Maria Angélica Ikeda. A criação de um novo fundo "deveria ter sido decidida na COP1, e estamos apenas 15 COPs atrasados", ou seja, 30 anos, disse ela enfaticamente.

Espera-se que os debates terminem à tarde/noite, embora uma extensão na sexta-feira não esteja descartada.

Abrindo as novas negociações, a ministra colombiana, Susana Muhamad, que preside a 16ª Conferência da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), lembrou que os países têm em suas mãos "a missão mais importante da humanidade no século XXI, ou seja, nossa capacidade de sustentar a vida neste planeta".

K.Lam--ThChM