Nova lei paulista permite enterro de animais de estimação em sepulturas familiares
O estado de São Paulo permite a partir desta terça-feira (11) o enterro de animais de estimação em sepulturas familiares, segundo lei sancionada pelo governo local que "reconhece o vínculo afetivo entre tutores e animais de estimação", inclusive após a morte.
Sancionada pelo governador Tarcísio de Freitas, a nova lei paulista conhecida como "Lei Bob Coveiro" é inspirada no caso de um cão que viveu por dez anos em um cemitério em Taboão da Serra desde o dia em que sua tutora foi enterrada no local. Quando o animal morreu, foi autorizado seu enterro ao lado da dona.
A prática agora se estende a todo o estado, onde os animais de estimação poderão ser sepultados em jazigos e mausoléus familiares.
Em janeiro, São Paulo já havia promulgado outra lei que reconhece o "interesse cultural" do "vira-lata Caramelo", para "combater o preconceito contra animais sem raça definida".
A medida ocorre em meio à comoção pelo caso de Orelha, um cão que morreu em decorrência de maus-tratos em Florianópolis no começo de janeiro.
O Brasil tem cerca de 160 milhões de animais de estimação, em sua maioria cães, segundo dados do Instituto Pet Brasil, que reúne empresas do setor. Trata-se da terceira maior população do mundo, atrás da China e dos Estados Unidos.
Cães e gatos superam amplamente a população de menores de 14 anos no Brasil, estimada em cerca de 40 milhões e em ampla queda, segundo dados oficiais.
Q.Moore--ThChM