The China Mail - Start-up tunisiana transforma bagaço de azeitona em energia

USD -
AED 3.672497
AFN 64.499217
ALL 80.84991
AMD 363.721147
ANG 1.790365
AOA 916.999955
ARS 1525.000902
AUD 1.429358
AWG 1.80125
AZN 1.696655
BAM 1.720769
BBD 2.015344
BDT 123.2024
BGN 1.683441
BHD 0.377179
BIF 2998.218331
BMD 1
BND 1.279018
BOB 12.252493
BRL 5.224304
BSD 1.000633
BTN 95.990639
BWP 13.681395
BYN 3.028898
BYR 19600
BZD 2.012441
CAD 1.41831
CDF 2324.999822
CHF 0.832585
CLF 0.024509
CLP 967.749811
CNY 6.71045
CNH 6.707495
COP 3370.42
CRC 454.433476
CUC 1
CUP 24.015028
CVE 97.014302
CZK 21.47195
DJF 178.183674
DKK 6.577404
DOP 59.573457
DZD 133.836454
EGP 52.065199
ERN 15
ETB 163.062433
EUR 0.87995
FJD 2.24175
FKP 0.754339
GBP 0.755095
GEL 2.594988
GGP 0.754339
GHS 11.641892
GIP 0.754339
GMD 74.000115
GNF 8799.890903
GTQ 7.642158
GYD 209.372814
HKD 7.844755
HNL 26.901734
HRK 6.633199
HTG 130.949658
HUF 323.893971
IDR 18020
ILS 3.07101
IMP 0.754339
INR 96.0366
IQD 1310.5
IRR 1374849.999746
ISK 120.57024
JEP 0.754339
JMD 158.398768
JOD 0.709026
JPY 157.291499
KES 129.796993
KGS 87.448495
KHR 4061.324594
KMF 433.00018
KPW 900.000318
KRW 1356.544973
KWD 0.308802
KYD 0.833905
KZT 440.039416
LAK 22451.466454
LBP 89605.352877
LKR 331.202682
LRD 172.102517
LSL 16.443205
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.400781
MAD 9.635971
MDL 17.690714
MGA 4389.484242
MKD 54.175447
MMK 2099.371601
MNT 3597.221926
MOP 8.085273
MRU 40.085344
MUR 47.609923
MVR 15.460034
MWK 1735.117634
MXN 17.98667
MYR 4.081099
MZN 63.909134
NAD 16.443277
NGN 1321.970098
NIO 36.650012
NOK 9.54732
NPR 153.586197
NZD 1.765495
OMR 0.384498
PAB 1.000629
PEN 3.399978
PGK 4.44425
PHP 62.503986
PKR 277.050204
PLN 3.848375
PYG 5877.280966
QAR 3.645011
RON 4.645502
RSD 103.454032
RUB 84.50042
RWF 1477.356208
SAR 3.755913
SBD 8.026199
SCR 13.896675
SDG 601.502082
SEK 9.97376
SGD 1.278625
SHP 0.754404
SLE 24.60218
SLL 20969.491881
SOS 571.501674
SRD 37.685994
STD 20697.981008
STN 21.7
SVC 8.755174
SYP 13002.000254
SZL 16.43879
THB 33.604995
TJS 9.230681
TMT 3.5
TND 2.963175
TOP 2.40776
TRY 48.999465
TTD 6.791427
TWD 31.842696
TZS 2635.003027
UAH 44.902339
UGX 3916.996969
UYU 40.11121
UZS 11822.496346
VES 856.71525
VND 25967
VUV 118.916544
WST 2.76931
XAF 577.209255
XAG 0.016414
XAU 0.000241289451
XCD 2.70255
XCG 1.803385
XDR 0.707052
XOF 577.209255
XPF 104.924667
YER 236.625039
ZAR 16.42725
ZMK 9001.206495
ZMW 19.48741
ZWL 321.999592
SSP 5712.591905
MXV 2.036498
Start-up tunisiana transforma bagaço de azeitona em energia
Start-up tunisiana transforma bagaço de azeitona em energia / foto: © AFP

Start-up tunisiana transforma bagaço de azeitona em energia

Entre as oliveiras, na oficina do engenheiro tunisiano Yassine Khelifi, o motor de uma máquina zumbe enquanto transforma o bagaço de azeitona em briquetes para gerar calor, uma alternativa à lenha em um país altamente dependente da importação de gás e petróleo.

Tamanho do texto:

"Extraímos energia e ganhamos dinheiro graças aos resíduos orgânicos descartados", explica à AFP Khelifi, de 36 anos e fundador da start-up Bioheat, criada em 2022 no povoado de Sanhaja, no norte do país.

"Isso é o que precisamos hoje em dia. Como podemos transformar algo sem valor em riqueza?", diz mostrando os restos da extração do azeite, uma pasta feita de peles, restos de polpa e fragmentos de osso.

Nessa manhã, vários trabalhadores trazem o bagaço em caminhões e o introduzem em um molde que produz briquetes cilíndricos, que depois são deixados para secar durante 30 dias - expostos ao sol e em estufas -, antes de embalá-los para entregá-los aos clientes.

Essa pasta, que chamam de "fitoura", é utilizada desde antigamente na Tunísia para acender fogueiras, na cozinha (como complemento alimentício) ou para alimentar os animais. Mas a maior parte dos resíduos do prensado das oliveiras acabam na natureza, contaminando o solo.

A Tunísia, um dos cinco maiores produtores mundial de azeite de oliva com 304.000 toneladas para a atual safra 2024/2025, gera quase o dobro de resíduos de "fitoura" (600.000 toneladas este ano).

Yassine Khelifi, que sempre viu no campo os trabalhadores do moinho vizinho utilizar o bagaço, se perguntava "como esse material poderia queimar durante tanto tempo sem apagar".

Isso lhe deu a ideia, anos mais tarde, de "transformá-lo em energia" para "reduzir o uso da lenha como combustível em um país que sofre com o desmatamento e a mudança climática".

Esse engenheiro, analista de imagens de satélite, montou seu próprio negócio em 2015 para vender estufas, mas constatou que a lenha acabava. Em 2018, começou a procurar na Tunísia e na Europa uma máquina que pudesse transformar o bagaço em briquetes, em vão.

Por isso decidiu construí-la por conta própria e passou quatro anos testando "todo tipo de motor e peças sobressalentes".

O resultado foi um briquete com umidade residual de 8%, aproximadamente a metade que a da lenha, que "emite muito menos CO2".

A Bioheat, que conta com dez empregados, encontrou vários clientes na Tunísia, entre eles restaurantes, hotéis e algumas escolas com aquecimento precário das regiões desfavorecidas do noroeste, onde as temperaturas podem ser duras no inverno.

- "Fomentar" esses projetos -

Ainda assim, a maior parte (60%) de sua produção (600 toneladas este ano), ele exporta para a França e Canadá.

Selim Sahli, proprietário de uma hospedagem perto de Nabeul, no leste, está encantado por ter mudado a lenha por briquetes. "É uma energia limpa e fácil de utilizar, e do ponto de vista econômico reduz meus gastos com calefação em um terço".

Ahmed Harrar, proprietário de uma pizzaria nos arredores da capital, Tunez, menciona outras vantagens. Os briquetes produzem menos fumaça que a lenha, para alívio de seus vizinhos, e a 'fitoura' dá um sabor especial à pizza".

Aproveitar melhor o bagaço "contribui para proteger o meio ambiente, criar empregos e riqueza", considera Noureddine Nasr, antigo especialista em desenvolvimento agrícola e rural da Organização da ONU para a Alimentação e Agricultura (FAO).

Esses tipos de projetos devem "ser fomentados", já que podem ajudar a aliviar a forte dependência da Tunísia do combustível importado, afirma.

Segundo dados oficiais, o país importa mais de 60% do combustível e do gás do qual precisa, e o abastecimento energético é uma carga pesada para o orçamento do país, cujas dívidas chegam a cerca de 80% de seu PIB.

Para criar sua empresa, Khelifi teve que percorrer "um caminho cheio de obstáculos", especialmente para obter fundos devido aos "elevados juros bancários", por isso pensou em recorrer ao seu entorno.

No entanto, suas ambições seguem intactas, e sonha em se tornar "um ator importante da transição para as energias limpas na Tunísia e, por que não, em escala mundial".

V.Liu--ThChM