The China Mail - Milhares marcham em Belém para 'pressionar' negociadores da COP30

USD -
AED 3.672503
AFN 63.000163
ALL 81.2693
AMD 368.114362
ANG 1.789819
AOA 918.000101
ARS 1385.017775
AUD 1.381339
AWG 1.8025
AZN 1.698647
BAM 1.666077
BBD 2.014457
BDT 122.941149
BGN 1.666819
BHD 0.377471
BIF 2977.296929
BMD 1
BND 1.273246
BOB 6.911416
BRL 4.894398
BSD 1.000217
BTN 95.599836
BWP 13.500701
BYN 2.796427
BYR 19600
BZD 2.01156
CAD 1.36976
CDF 2225.000249
CHF 0.780699
CLF 0.023209
CLP 913.460237
CNY 6.792102
CNH 6.790655
COP 3788.36
CRC 456.440902
CUC 1
CUP 26.5
CVE 93.93689
CZK 20.749095
DJF 178.103956
DKK 6.369245
DOP 59.027231
DZD 132.402033
EGP 52.9237
ERN 15
ETB 156.17715
EUR 0.852498
FJD 2.18635
FKP 0.732576
GBP 0.738395
GEL 2.669749
GGP 0.732576
GHS 11.291855
GIP 0.732576
GMD 73.499823
GNF 8776.211713
GTQ 7.631494
GYD 209.250717
HKD 7.828365
HNL 26.597149
HRK 6.420198
HTG 130.672573
HUF 304.825497
IDR 17486.1
ILS 2.906503
IMP 0.732576
INR 95.64365
IQD 1310.162706
IRR 1312000.000604
ISK 122.420187
JEP 0.732576
JMD 158.040677
JOD 0.709017
JPY 157.724992
KES 129.102457
KGS 87.449689
KHR 4012.437705
KMF 419.999888
KPW 900.018246
KRW 1491.060229
KWD 0.30817
KYD 0.833461
KZT 463.898117
LAK 21925.486738
LBP 89566.76932
LKR 323.055495
LRD 183.03638
LSL 16.532284
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.327815
MAD 9.128129
MDL 17.117957
MGA 4179.356229
MKD 52.522369
MMK 2098.953745
MNT 3580.85029
MOP 8.064861
MRU 39.897262
MUR 46.810348
MVR 15.398484
MWK 1734.441354
MXN 17.208099
MYR 3.925499
MZN 63.91035
NAD 16.532073
NGN 1370.097429
NIO 36.810495
NOK 9.181565
NPR 152.953704
NZD 1.68306
OMR 0.384494
PAB 1.000175
PEN 3.427819
PGK 4.355862
PHP 61.430996
PKR 278.627173
PLN 3.624798
PYG 6105.472094
QAR 3.645959
RON 4.4348
RSD 100.072026
RUB 73.82814
RWF 1462.859869
SAR 3.754672
SBD 8.029009
SCR 14.151683
SDG 600.497242
SEK 9.290104
SGD 1.27201
SHP 0.746601
SLE 24.62501
SLL 20969.511502
SOS 571.611117
SRD 37.254503
STD 20697.981008
STN 20.871402
SVC 8.751171
SYP 110.529423
SZL 16.526884
THB 32.328504
TJS 9.351751
TMT 3.5
TND 2.908879
TOP 2.40776
TRY 45.416497
TTD 6.787631
TWD 31.515497
TZS 2608.900639
UAH 43.959484
UGX 3759.408104
UYU 39.772219
UZS 12133.112416
VES 504.28356
VND 26348
VUV 118.32345
WST 2.709295
XAF 558.801055
XAG 0.01155
XAU 0.000212
XCD 2.70255
XCG 1.802539
XDR 0.694969
XOF 558.801055
XPF 101.593413
YER 238.649397
ZAR 16.47235
ZMK 9001.199405
ZMW 18.8284
ZWL 321.999592
Milhares marcham em Belém para 'pressionar' negociadores da COP30
Milhares marcham em Belém para 'pressionar' negociadores da COP30 / foto: © AFP

Milhares marcham em Belém para 'pressionar' negociadores da COP30

Milhares de manifestantes, incluindo muitos indígenas, marcharam neste sábado(15) em Belém para "pressionar" os negociadores da COP30, reunidos a poucos quilômetros, a tomarem medidas urgentes contra o aquecimento global, como preservar a Amazônia e abandonar os combustíveis fósseis.

Tamanho do texto:

Na mesa de negociações, o Brasil, anfitrião da conferência da ONU, continua em consultas com as delegações para tentar destravar temas de discórdia, enquanto alguns países pressionam pela elaboração de um plano que acabe com a dependência de energia fóssil.

A marcha, integrada por milhares de pessoas, segundo constatou a AFP, partiu de um mercado local e deve chegar até um ponto próximo ao Parque da Cidade, sede da COP30 e protegido neste sábado por dezenas de militares e barreiras com arames.

"A gente tá aqui tentando fazer pressão para que não só essas promessas feitas pelos países sejam cumpridas mas como também a gente não possa aceitar o retrocesso" na luta climática, disse à AFP a brasileira Txai Suruí, rosto visível do movimento indígena nas últimas COPs.

Um grupo de participantes estendeu uma bandeira brasileira gigante com o lema "Amazônia protegida" no centro.

Outros carregaram três grandes caixões para "enterrar" simbolicamente o petróleo, o gás e o carvão, grandes causadores do aquecimento global. Também não faltaram bandeiras palestinas.

O movimento ambientalista fez um apelo para uma participação em massa, depois que nas últimas três COPs, realizadas no Egito, Emirados Árabes Unidos e Azerbaijão, nenhuma ONG considerou seguro tomar as ruas.

"Estamos aqui para mostrar que é o povo quem tem o poder, especialmente nesta semana, em que foi divulgado que algumas vozes foram excluídas do processo da COP e que muitas comunidades, incluindo indígenas, não sentem que fazem parte", disse à AFP o britânico Tyrone Scott, da ONG War on Want.

Muito presentes na marcha, os povos indígenas da Amazônia foram protagonistas da primeira semana da COP após terem enfrentado na terça-feira as forças de segurança que protegiam a zona restrita de negociações.

Após uma queixa da ONU, as autoridades reforçaram a segurança no interior e exterior do Parque da Cidade.

Na sexta-feira, outro grupo de indígenas conseguiu marcar uma reunião com o presidente da COP, André Corrêa do Lago, que lhes prometeu respostas. Os indígenas pediram especialmente maior representação na COP e atenção a problemas como a preservação de seus territórios.

Alguns rejeitam diretamente a realização da conferência. "A invasão nesse pais é desde 1500 e essa COP é mais uma invasão, o retorno das caravelas com o capital estrangeiro e as multinacionais tomando nosso território", denunciou na marcha Naraguassu Pureza da Costa, líder indígena da ilha de Marajó, a oeste de Belém.

- "Sessões de terapia" -

O Brasil iniciou a COP na segunda-feira com o pé direito ao alcançar um consenso sobre a agenda da reunião, mas o fez à custa de adiar discussões sobre temas mais espinhosos.

Até sexta-feira, não havia avanços sobre esses pontos — financiamento climático, metas de redução de emissões de gases de efeito estufa, transparência e barreiras comerciais — e as consultas continuam em andamento, disse à AFP uma fonte da equipe negociadora brasileira.

A presidência da COP deve revelar neste sábado o resultado desses diálogos.

Vários participantes consideram que cada parte permanece firme em suas posições e aguardam a chegada dos ministros na segunda-feira, que deverão buscar um consenso entre cerca de 200 países até 21 de novembro.

Um negociador africano espera que a presidência tome medidas. "Caso contrário, isso pode resultar em uma COP vazia", alertou.

Segundo um diplomata ocidental sob anonimato, os brasileiros descreveram esta semana as discussões como "sessões de terapia" e pediram às delegações que informassem seus desejos em "cartas de amor".

A.Zhang--ThChM