The China Mail - É inevitável um mundo com ar-condicionado?

USD -
AED 3.67295
AFN 65.999763
ALL 80.078353
AMD 365.494007
ANG 1.789783
AOA 918.000209
ARS 1487.852202
AUD 1.407123
AWG 1.8025
AZN 1.698731
BAM 1.687708
BBD 2.014376
BDT 122.723527
BGN 1.696366
BHD 0.37699
BIF 2990
BMD 1
BND 1.276594
BOB 11.616539
BRL 5.202497
BSD 1.000116
BTN 95.568471
BWP 13.464152
BYN 3.042114
BYR 19600
BZD 2.011537
CAD 1.38718
CDF 2275.000113
CHF 0.810902
CLF 0.023258
CLP 915.389897
CNY 6.74065
CNH 6.74243
COP 3134.72
CRC 449.232654
CUC 1
CUP 26.5
CVE 95.149133
CZK 20.896403
DJF 177.720318
DKK 6.456697
DOP 58.522779
DZD 132.977244
EGP 50.189601
ERN 15
ETB 161.792443
EUR 0.86369
FJD 2.20465
FKP 0.738997
GBP 0.738334
GEL 2.610271
GGP 0.738997
GHS 11.050286
GIP 0.738997
GMD 73.489175
GNF 8786.183033
GTQ 7.631506
GYD 209.245133
HKD 7.84521
HNL 26.811579
HRK 6.507703
HTG 130.869428
HUF 313.562981
IDR 17827
ILS 2.96627
IMP 0.738997
INR 95.694296
IQD 1310.247527
IRR 1374549.999936
ISK 122.820052
JEP 0.738997
JMD 158.441558
JOD 0.709005
JPY 159.484979
KES 129.44018
KGS 87.450388
KHR 4050.000025
KMF 426.999952
KPW 900.000294
KRW 1415.50981
KWD 0.30877
KYD 0.833495
KZT 461.024028
LAK 22561.730659
LBP 89553.398058
LKR 331.854856
LRD 181.531067
LSL 16.167198
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.354576
MAD 9.271605
MDL 17.217857
MGA 4307.663101
MKD 53.086425
MMK 2099.787271
MNT 3596.151184
MOP 8.081838
MRU 40.096648
MUR 46.929937
MVR 15.450095
MWK 1734.260665
MXN 17.044499
MYR 4.0609
MZN 63.909975
NAD 16.167198
NGN 1353.420507
NIO 36.803251
NOK 9.420585
NPR 152.908233
NZD 1.694054
OMR 0.384498
PAB 1.000116
PEN 3.366397
PGK 4.428471
PHP 61.674993
PKR 277.572939
PLN 3.72662
PYG 6023.997618
QAR 3.655991
RON 4.526398
RSD 101.380155
RUB 84.942787
RWF 1467.741866
SAR 3.746487
SBD 8.048583
SCR 13.862079
SDG 600.501861
SEK 9.5188
SGD 1.2778
SHP 0.740866
SLE 24.500113
SLL 20969.499227
SOS 571.593758
SRD 37.784502
STD 20697.981008
STN 21.141375
SVC 8.751667
SYP 13001.999906
SZL 16.170786
THB 33.04991
TJS 9.226322
TMT 3.51
TND 2.922601
TOP 2.40776
TRY 47.908197
TTD 6.777321
TWD 31.864302
TZS 2639.998039
UAH 44.739637
UGX 3720.88207
UYU 40.073693
UZS 11866.999533
VES 771.57685
VND 26205
VUV 117.328472
WST 2.734491
XAF 566.029123
XAG 0.015201
XAU 0.000226
XCD 2.70255
XCG 1.802555
XDR 0.707052
XOF 566.034007
XPF 102.911038
YER 237.183762
ZAR 16.234298
ZMK 9001.200677
ZMW 18.841712
ZWL 321.999592
É inevitável um mundo com ar-condicionado?
É inevitável um mundo com ar-condicionado? / foto: © AFP

É inevitável um mundo com ar-condicionado?

Amplamente difundido nos Estados Unidos, criticado na Europa e cobiçado no sul da Ásia... Diante do aumento das ondas de calor, o ar-condicionado se tonou tema de debate mundial.

Tamanho do texto:

Para o bem ou para o mal, é uma das soluções de adaptação ambiental mais difundidas no mundo, que está ficando mais quente. Para milhões de habitantes, o ar-condicionado é praticamente um bem de primeira necessidade, que garante nada mais nada menos que a sua sobrevivência, segundo especialistas.

Contudo, apesar de o aparelho oferecer um alívio imediato a seus usuários, custa caro para o clima global.

Para fornecer energia a esses eletrodomésticos, as usinas de geração emitem mais gases de efeito estufa na atmosfera, aquecendo ainda mais o planeta.

Atualmente, a climatização de espaços habitados é responsável pela emissão de aproximadamente 1 bilhão de toneladas de CO2 ao ano, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE), de um total de 37 bilhões em todo o mundo.

É possível interromper este círculo vicioso? Sim, afirmam os especialistas, mediante o desenvolvimento de energias renováveis, condicionadores de ar mais econômicos e outras técnicas de refrigeração.

"Alguns puristas pensam que não deveríamos usar ar-condicionado em absoluto, mas acho que isso simplesmente não é factível", declarou à AFP Robert Dubrow, diretor do Centro sobre Mudança Climática e Saúde da Universidade de Yale.

O acesso ao ar-condicionado salva dezenas de milhares de vidas por ano, um número que está em ascensão, segundo um relatório recente da AIE.

Estudos indicam que o risco de morte relacionada ao calor se reduz em aproximadamente 75% nos lares com ar-condicionado.

Nos Estados Unidos, onde aproximadamente 90% das residências estão equipadas com esses aparelhos, outros estudos destacaram o seu papel na proteção da população, e o efeito potencialmente devastador dos cortes de energia durante as ondas de calor.

No entanto, a nível mundial, dos 3,5 bilhões de pessoas que vivem em climas quentes, apenas cerca de 15% têm ar-condicionado, segundo a AIE.

- Múltiplos desafios -

Portanto, a quantidade de condicionadores de ar no mundo - cerca de 2 bilhões atualmente - vai disparar no futuro próximo, pelo efeito combinado do aumento das temperaturas e do crescimento da renda, particularmente na China, Índia e Indonésia.

Na Índia, a proporção de lares equipados com ar-condicionado poderia aumentar de 10% para 40% até 2050, o que reduziria significativamente a exposição da população ao calor, segundo um estudo recente.

Mas a eletricidade adicional requerida seria equivalente à produção anual de um país como a Noruega. Além disso, se a rede indiana utilizar combustível fóssil para produzir esse adicional, isso significaria cerca de 120 milhões de toneladas a mais de CO2, 15% do que o setor energético do país emite na atualidade. E os problemas não param por aí.

Os aparelhos costumam utilizar gases refrigerantes (tipo HFC) que podem aquecer milhares de vezes mais que o CO2 quando liberados na atmosfera.

Ademais, ao lançar ar quente nas ruas, o ar-condicionado contribui para os efeitos de ilha de calor urbano. Um estudo de 2014 simulou o aumento de 1°C da temperatura noturna no centro da cidade.

Este aparelho também supõe um grande problema de desigualdade. Seus custos impedem que muitas famílias possam ter acesso a essa comodidade.

- Soluções complementares -

Segundo Enrica De Cian, pesquisadora desse tema na Universidade Ca' Foscari de Veneza (Itália), "alguns países", mas também "algumas pessoas vulneráveis", como idosos e gestantes, "realmente precisam de ar-condicionado". Por isso é fundamental combiná-lo com outras abordagens "complementares".

Em primeiro lugar, a especialista acredita que é necessário seguir aumentando a proporção de energias renováveis na produção de eletricidade, de modo que a utilizada pelos condicionadores de ar gere menos emissões.

Mas também é preciso seguir desenvolvendo e instalando aparelhos acessíveis que consumam menos energia. A AIE defende padrões de eficiência mais rígidos e que os aparelhos não possam ser regulados para temperaturas inferiores a 24°C.

"Temos que conseguir nos refrescar de forma viável", resume Dubrow, porque, com o aquecimento global, "as coisas só vão piorar". De qualquer forma, o pesquisador de Yale considera que muitas dessas soluções são "bastante factíveis".

"Aplicá-las é apenas uma questão de vontade política", frisou.

B.Carter--ThChM