The China Mail - O poder da escolha: atletas se rebelam contra os códigos de vestimenta

USD -
AED 3.672503
AFN 63.999633
ALL 81.13116
AMD 364.066319
ANG 1.790365
AOA 917.999554
ARS 1524.997501
AUD 1.439429
AWG 1.8025
AZN 1.699887
BAM 1.725719
BBD 2.018882
BDT 123.247965
BGN 1.683441
BHD 0.377906
BIF 3005.722202
BMD 1
BND 1.279885
BOB 12.063778
BRL 5.184055
BSD 1.002338
BTN 96.076978
BWP 14.120969
BYN 3.01672
BYR 19600
BZD 2.01597
CAD 1.42459
CDF 2310.000003
CHF 0.836205
CLF 0.024656
CLP 973.539878
CNY 6.70475
CNH 6.71436
COP 3314.79
CRC 457.846208
CUC 1
CUP 24.056893
CVE 97.29465
CZK 21.580966
DJF 178.497375
DKK 6.601103
DOP 59.602065
DZD 133.919964
EGP 51.941199
ERN 15
ETB 163.729916
EUR 0.88295
FJD 2.24875
FKP 0.756991
GBP 0.75445
GEL 2.60498
GGP 0.756991
GHS 11.732889
GIP 0.756991
GMD 74.000372
GNF 8750.000468
GTQ 7.658099
GYD 209.730789
HKD 7.84665
HNL 26.909604
HRK 6.6528
HTG 131.186306
HUF 323.419643
IDR 17937
ILS 3.07365
IMP 0.756991
INR 95.96915
IQD 1313.138889
IRR 1693792.502544
ISK 120.969796
JEP 0.756991
JMD 158.635902
JOD 0.708994
JPY 158.143502
KES 129.719972
KGS 87.4487
KHR 4065.101628
KMF 435.000056
KPW 900.000318
KRW 1360.175049
KWD 0.30903
KYD 0.835337
KZT 440.918897
LAK 22497.408184
LBP 89762.385847
LKR 331.231884
LRD 171.912363
LSL 16.416191
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.411082
MAD 9.723465
MDL 17.796797
MGA 4402.876428
MKD 54.331282
MMK 2099.600314
MNT 3599.1704
MOP 8.102072
MRU 40.144704
MUR 47.75987
MVR 15.449965
MWK 1738.121498
MXN 18.08776
MYR 4.086498
MZN 63.909596
NAD 16.41706
NGN 1326.860227
NIO 36.892099
NOK 9.633325
NPR 153.717739
NZD 1.77802
OMR 0.384505
PAB 1.002374
PEN 3.450819
PGK 4.536992
PHP 62.741981
PKR 277.681916
PLN 3.85205
PYG 5864.031411
QAR 3.65434
RON 4.657014
RSD 103.796978
RUB 83.375041
RWF 1480.037058
SAR 3.759293
SBD 8.032647
SCR 13.836223
SDG 601.505977
SEK 10.01845
SGD 1.27922
SHP 0.755829
SLE 24.649875
SLL 20969.491881
SOS 572.815106
SRD 37.621502
STD 20697.981008
STN 21.617329
SVC 8.77073
SYP 13002.000254
SZL 16.407994
THB 33.620498
TJS 9.232161
TMT 3.51
TND 2.97262
TOP 2.40776
TRY 49.032203
TTD 6.800164
TWD 31.937496
TZS 2640.002984
UAH 44.775489
UGX 3929.198542
UYU 40.386126
UZS 11858.028368
VES 857.98905
VND 25966
VUV 119.008285
WST 2.76852
XAF 579.17706
XAG 0.016353
XAU 0.000240041575
XCD 2.70255
XCG 1.806559
XDR 0.707052
XOF 579.17706
XPF 105.230186
YER 236.396786
ZAR 16.44243
ZMK 9001.20083
ZMW 19.596771
ZWL 321.999592
SSP 5712.591896
MXV 2.047495
O poder da escolha: atletas se rebelam contra os códigos de vestimenta
O poder da escolha: atletas se rebelam contra os códigos de vestimenta / foto: © AFP/Arquivos

O poder da escolha: atletas se rebelam contra os códigos de vestimenta

Após décadas de "sexualização excessiva", as atletas de alto nível estão começando a se livrar de algumas peças desconfortáveis, reivindicando cada vez mais a possibilidade de escolha.

Tamanho do texto:

O esporte se abriu às mulheres de forma gradual durante o século XX. As prescrições masculinas existem há muito tempo, uma vez que, em 2004, o então presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Joseph Blatter, recomendou que as jogadoras usassem "shorts mais justos" para atrair patrocinadores.

Para Sandrine Jamain-Samson, professora e especialista em história do vestuário esportivo, a mudança ocorre "com a virada do milênio".

"A palavra se torna visível porque há outros meios de comunicação" como as redes sociais, acrescenta. De fato, vários movimentos foram impulsionados pelas próprias atletas.

- Shorts para as ginastas -

No final de janeiro, a Federação Francesa de Ginástica (FFG) decidiu que as meninas poderiam "usar shorts" nas competições, com no máximo 10 centímetros e "ajustados", sobre o collant tradicional.

A Suíça permitiu o mesmo a partir de 2022, em um esporte que tem sido abalado mundialmente por casos de violência sexual, abuso e privação de alimentos que afetam meninas e adolescentes.

Em 2021, o uso de trajes completos foi adotado pela equipe de ginástica da Alemanha, sobretudo porque as atletas compartilharam o seu "desconforto" em períodos menstruais, por exemplo, como citou a ginasta alemã Sarah Voss na época.

Marjolaine Floury, uma design de trajes de ginástica, notou, na ocasião, um "entusiasmo" por trajes completos, que rapidamente "desapareceu", contou à AFP.

A prioridade desta ex-ginasta e treinadora era dar "escolha" às ginastas em um esporte "com costumes tão estabelecidos".

Durante a Eurocopa feminina de 2022, jogadoras inglesas e francesas criticaram publicamente o uso de shorts brancos devido a seus períodos menstruais e o medo de mostrar manchas de sangue.

Desde então, "em consulta com a Nike, nosso fornecedor muito receptivo nestas questões, favorecemos o máximo possível as 'silhuetas' de jogos com shorts azuis", explicou a Federação Francesa de Futebol (FFF) à AFP.

Em pequenos passos, as normas estão evoluindo. O torneio de Wimbledon autorizou roupas íntimas coloridas a partir de 2023.

Nos Jogos de Paris, várias equipes de vôlei de praia abandonaram os biquínis em favor dos shorts.

- 'Sexualização excessiva' -

O aspecto aerodinâmico da roupa é frequentemente enfatizado. No tênis, a lenda francesa Suzanne Lenglen optou por "uma saia plissada" que permitia que ela se esticasse mais.

"Ela conseguia alcançar bolas que as outras não alcançavam, então não foi por acaso que ela se tornou a melhor jogadora do mundo", explica Jamain-Samson.

Em alguns esportes, como o futebol ou o rugby, elas não tinham escolha a não ser recorrer aos vestuários masculinos, às vezes sem conseguir encontrar roupas do seu tamanho.

"A partir da década de 1960, os corpos das mulheres foram concebidos como uma ferramenta para aumentar o interesse de um público masculino nos esportes femininos", resumiu um relatório parlamentar francês de junho de 2024 sobre o esporte feminino, acrescentando que em algumas modalidades havia uma "sexualização excessiva".

Há vários anos, a surfista brasileira Silvana Lima criticou os patrocinadores "que estavam procurando tanto surfistas quanto modelos".

O uso indevido de fotos também é um problema. Tanto que no Japão foi desenvolvido um tecido "antivoyeurism" para evitar que fotografias de atletas fossem usadas para fins pornográficos, informou o jornal Yomiuri Shimbun pouco antes dos Jogos de Paris.

A.Zhang--ThChM