The China Mail - As três faces da infiltração da guerrilha no governo da Colômbia

USD -
AED 3.672505
AFN 64.999744
ALL 81.225
AMD 363.78709
ANG 1.790365
AOA 917.99968
ARS 1524.905897
AUD 1.433281
AWG 1.8
AZN 1.698755
BAM 1.724805
BBD 2.015945
BDT 123.059285
BGN 1.683441
BHD 0.377275
BIF 2999.201894
BMD 1
BND 1.278733
BOB 12.066054
BRL 5.203502
BSD 1.000873
BTN 96.019508
BWP 13.66687
BYN 3.021227
BYR 19600
BZD 2.013035
CAD 1.41828
CDF 2310.000543
CHF 0.83327
CLF 0.024655
CLP 973.509818
CNY 6.70335
CNH 6.705265
COP 3335.5
CRC 456.028644
CUC 1
CUP 24.021307
CVE 97.550323
CZK 21.523795
DJF 178.23284
DKK 6.58652
DOP 59.51919
DZD 133.864205
EGP 52.149499
ERN 15
ETB 160.949782
EUR 0.881098
FJD 2.243196
FKP 0.756991
GBP 0.754545
GEL 2.604987
GGP 0.756991
GHS 11.665675
GIP 0.756991
GMD 73.509698
GNF 8754.999715
GTQ 7.641734
GYD 209.423022
HKD 7.84655
HNL 26.875001
HRK 6.639303
HTG 130.986922
HUF 322.608498
IDR 17856
ILS 3.06481
IMP 0.756991
INR 95.93795
IQD 1310
IRR 1693792.499774
ISK 120.539901
JEP 0.756991
JMD 158.451729
JOD 0.708991
JPY 156.9455
KES 129.702283
KGS 87.448298
KHR 4055.000133
KMF 435.000062
KPW 900.000318
KRW 1354.609501
KWD 0.30881
KYD 0.834094
KZT 439.39414
LAK 22439.99995
LBP 89550.000265
LKR 331.304954
LRD 171.450376
LSL 16.39751
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.398647
MAD 9.693763
MDL 17.76106
MGA 4399.999724
MKD 54.302533
MMK 2099.600314
MNT 3599.1704
MOP 8.089002
MRU 40.075027
MUR 47.760277
MVR 15.450098
MWK 1737.000291
MXN 18.05385
MYR 4.081496
MZN 63.909909
NAD 16.397293
NGN 1326.500169
NIO 36.664997
NOK 9.58738
NPR 153.629004
NZD 1.768795
OMR 0.384499
PAB 1.00086
PEN 3.442498
PGK 4.443996
PHP 62.590318
PKR 276.600586
PLN 3.84832
PYG 5879.655352
QAR 3.643035
RON 4.650697
RSD 103.544992
RUB 83.756272
RWF 1476
SAR 3.755513
SBD 8.032647
SCR 14.496934
SDG 601.503112
SEK 9.981681
SGD 1.277135
SHP 0.755829
SLE 24.649975
SLL 20969.491881
SOS 571.530108
SRD 37.752996
STD 20697.981008
STN 21.725
SVC 8.758075
SYP 13002.000254
SZL 16.390057
THB 33.528978
TJS 9.213253
TMT 3.51
TND 2.9815
TOP 2.40776
TRY 49.01708
TTD 6.78978
TWD 31.854196
TZS 2652.498012
UAH 44.894921
UGX 3923.539917
UYU 40.126641
UZS 11835.000121
VES 857.98905
VND 25970
VUV 119.008285
WST 2.76852
XAF 577.962529
XAG 0.016355
XAU 0.000239183523
XCD 2.70255
XCG 1.803823
XDR 0.707052
XOF 577.962529
XPF 105.625008
YER 236.392896
ZAR 16.37255
ZMK 9001.202086
ZMW 19.592384
ZWL 321.999592
SSP 5712.591899
MXV 2.043656
As três faces da infiltração da guerrilha no governo da Colômbia
As três faces da infiltração da guerrilha no governo da Colômbia / foto: © AFP

As três faces da infiltração da guerrilha no governo da Colômbia

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, enfrenta um dos piores escândalos a nove meses de deixar o poder. Dois perfis incomuns das forças de segurança e um líder guerrilheiro estão por trás das supostas colaborações que mancham o governo.

Tamanho do texto:

Quem são eles e o que está por trás dessa trama?

O general Miguel Huertas e o diretor de inteligência Wilmar Mejía foram afastados de seus cargos por supostamente trocar informações sensíveis com Calarcá, líder de uma dissidência das Farc.

O líder guerrilheiro, em negociações de paz com o governo sem avanços concretos, foi revistado em um bloqueio em 2024, onde confiscaram seus telefones e computadores.

Uma investigação jornalística revelou dezenas de mensagens encontradas que indicam supostos vazamentos de informações para que os guerrilheiros pudessem evitar controles militares em territórios conflituosos. Também sobre a criação de uma empresa de segurança que lhes permitiria portar armas legais mesmo que as negociações de paz fracassassem.

Petro, envolvido em crescentes tensões diplomáticas com a Casa Branca, acusou a Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) de vazar as revelações e descredibilizou-as.

O mandatário pediu à Justiça que faça um "exame pericial" das provas, que estão nas mãos da Procuradoria.

Os envolvidos são três: um licenciado em esportes que rapidamente subiu ao cargo de diretor de inteligência; um general aposentado e reintegrado ao Exército, acusado de vínculos com grupos criminosos; e um rebelde que rejeitou o histórico acordo de paz de 2016.

- O licenciado em esportes -

Sem experiência militar, Mejía passou de licenciado em educação física e representante universitário para o cargo principal da Direção Nacional de Inteligência em menos de um ano.

Ele chegou à instituição em maio de 2024, após entregar "informações sensíveis" ao governo como informante e, em seguida, sua ascensão foi vertiginosa.

Nos documentos, ele é apelidado de "El Chulo" (abutre), como os grupos ilegais chamam as pessoas próximas ao Exército que poderiam ser uma "ameaça", conforme ele mesmo explicou à mídia.

Mejía afirma cumprir com as duas qualidades indispensáveis para entrar na inteligência da Colômbia: "gerar confiança" para "passar despercebido" e ter "acesso" a informações "privilegiadas dos atores que estão nesse território".

"Ser agente de inteligência não exige uma carreira profissional em si", afirmou.

Mejía também é designado de Petro na Universidade pública de Antioquia, uma combinação incomum.

Ele conheceu o mandatário no início dos anos 2000, quando era líder estudantil.

Meios de comunicação e fontes consultadas pela AFP apontam Mejía como responsável pela purga de altos cargos militares durante o mandato de Petro.

Para Juana Cabezas, pesquisadora do Indepaz, é "evidente" sua "proximidade com os grupos armados e com o governo". Mejía nega.

- O general aposentado -

O general Huertas foi suspenso em 2021 pelo governo anterior após um alerta da CIA sobre seus supostos vínculos com a guerrilha do ELN, segundo o então ministro do Interior, Daniel Palacios.

Muito ativo na campanha presidencial de Petro, Huertas foi reincorporado ao Exército em agosto como líder do Comando de Pessoal, divisão que decide contratações e demissões.

Nos arquivos confiscados, Huertas está vinculado à criação de uma empresa de segurança com aparência legal para que as dissidências se deslocassem em veículos blindados e portassem armas.

Mejía é "amigo" de Huertas e apoiou sua reintegração, uma decisão pouco usual no Exército.

"Me atrevi (...) a interceder por ele", disse.

Huertas nega "qualquer vínculo" com grupos ilegais.

Especialistas alertam sobre a necessidade de comprovar "judicialmente" o escândalo.

A direita "vai capitalizar e usar como um cavalo de batalha eleitoral" para as eleições de 2026, diz Felipe Lopera, professor e pesquisador político da Universidade de Antioquia.

- O guerrilheiro -

O guerrilheiro Alexander Díaz, conhecido como Calarcá, foi aliado do homem mais procurado da Colômbia, hoje convertido em seu pior inimigo: Iván Mordisco.

Um adversário que compartilha com o presidente Petro, que compara Mordisco a Pablo Escobar e o ataca com bombardeios mortais.

Calarcá e o governo mantêm as conversas, mas seus ataques contra as forças de segurança continuam e a dissidência se fortaleceu nos últimos anos.

Um ex-militar consultado pela AFP não descarta que o governo tenha usado Calarcá para chegar a Mordisco em troca de benefícios.

As conversas devem "ser colocadas na geladeira (parar) para poder avaliar os fatos e tomar uma decisão informada", aponta Lopera.

Organismos como a Defensoria do Povo questionam a real vontade de Calarcá de assinar a paz.

"Eles não pensam em deixar as armas, não é seu objetivo", diz a pesquisadora Cabezas sobre a guerrilha financiada pelo narcotráfico.

A infiltração dos grupos ilegais "aconteceu em todos os governos", "é seu modus operandi".

Y.Su--ThChM