Sétimo suspeito detido por incidente perto de base militar britânica usada pelos EUA
A polícia antiterrorismo britânica deteve, nesta terça-feira (6), um sétimo suspeito em relação ao incidente ocorrido no final de setembro perto da base militar de Fairford, no sudoeste da Inglaterra, utilizada pelo Exército dos Estados Unidos.
Os EUA retiraram as aeronaves que estavam estacionadas no local devido, segundo Donald Trump, a "ameaças" relacionadas ao Irã.
Um jovem britânico, de 22 anos, foi detido nesta terça-feira no centro de Londres sob a suspeita de "preparação de atos terroristas", informou a polícia britânica em comunicado; a corporação também realizou buscas em uma residência na mesma região.
Cinco homens, todos britânicos, foram detidos no local do incidente ocorrido no domingo, 27 de setembro. Um sexto homem, com dupla nacionalidade britânica e iraniana, também foi detido em 1º de outubro.
Os seis primeiros detidos têm cerca de vinte anos e foram libertados sob fiança, decisão que provocou a desaprovação do presidente americano, Donald Trump.
A polícia interveio nas proximidades de Fairford após receber um aviso sobre "três veículos suspeitos" que se encontravam perto do aeródromo, utilizado pelo Exército dos EUA na guerra contra o Irã.
No interior dos veículos, a polícia afirmou não ter encontrado "nenhum artefato explosivo", mas sim "uma quantidade considerável" de gasolina.
"Nossas equipes especializadas continuam seguindo múltiplas pistas para esclarecer as circunstâncias dos acontecimentos ocorridos perto da base de Fairford", declarou Vicki Evans, coordenadora de combate ao terrorismo, citada nesta terça-feira no comunicado.
O primeiro-ministro britânico, o trabalhista Andy Burnham, informou na semana passada a existência de "fortes indícios" de que o Irã esteja envolvido no incidente.
As autoridades de Teerã negaram "categoricamente" qualquer vínculo com os detidos.
Os Estados Unidos anunciaram no domingo a retirada de seus bombardeiros estratégicos B-1 da base de Fairford.
"Havia ameaças. Nós os deslocamos um pouco, não muito longe", declarou Trump na segunda-feira.
"Conhecemos as pessoas que estão por trás da ameaça", acrescentou o presidente americano, reafirmando que "elas estão ligadas ao Irã".
V.Liu--ThChM