Ataque armado em igreja na Jordânia deixa sete mortos
Pelo menos sete pessoas morreram e outras 34 ficaram feridas em um ataque armado nesta sexta-feira (23) contra uma igreja no sul da Jordânia, em um episódio incomum de violência contra a comunidade cristã neste reino de maioria muçulmana sunita.
O ministro do Interior, Mazen Al Faraya, afirmou que o ataque foi perpetrado por "um grupo de extremistas".
Os agressores invadiram o recinto de uma igreja ortodoxa grega na localidade de Hammud, na província de Karak, antes de abrir fogo, segundo as autoridades.
"O ataque deixou sete mortos e 34 feridos, dos quais 27 permanecem hospitalizados", detalhou o diretor de segurança pública durante uma coletiva de imprensa.
As forças de segurança iniciaram uma operação para localizar os responsáveis.
Segundo as autoridades, os agressores saíram de um veículo e abriram fogo durante uma procissão fúnebre.
Imagens divulgadas pela televisão pública Al Mamlaka mostraram dois homens armados com pistolas e um terceiro portando uma arma longa antes de abrir fogo.
Uma testemunha declarou à emissora que os agressores dispararam continuamente durante cerca de cinco minutos antes de fugir.
Entre 150 e 200 pessoas estavam dentro ou ao redor da igreja no momento do ataque, acrescentou.
Karak abriga uma importante comunidade cristã na Jordânia, onde os cristãos representam entre 2% e 3% da população.
O presidente libanês, Joseph Aoun, único chefe de Estado cristão do mundo árabe, classificou o ataque como "um atentado terrorista atroz".
"O atentado terrorista contra Karak receberá a resposta mais dura", prometeu, por sua vez, o rei da Jordânia, Abdullah II, em uma mensagem publicada em inglês na rede social X.
O arcebispo greco-ortodoxo da Jordânia afirmou que, se o objetivo do ataque era expulsar cristãos do país, "apenas conseguirá nos fortalecer e nos enraizar ainda mais nesta terra".
N.Lo--ThChM