The China Mail - Cinquenta anos após sua morte, figura de Franco ganha popularidade entre jovens espanhóis

USD -
AED 3.672503
AFN 66.499323
ALL 80.629676
AMD 365.091035
AOA 917.000229
ARS 1491.486381
AUD 1.41547
AWG 1.80125
AZN 1.703341
BAM 1.691649
BBD 2.00813
BDT 123.418242
BHD 0.375989
BIF 2985.079791
BMD 1
BND 1.277602
BOB 11.849673
BRL 5.0833
BSD 0.997016
BTN 94.875232
BWP 13.457596
BYN 2.968819
BYR 19600
BZD 2.00519
CAD 1.39503
CDF 2262.504465
CHF 0.807385
CLF 0.023206
CLP 913.315746
CNY 6.747597
CNH 6.74284
COP 3142.844787
CRC 453.228387
CUC 1
CUP 26.5
CVE 95.372573
CZK 20.977978
DJF 177.546166
DKK 6.463765
DOP 58.20179
DZD 132.308956
EGP 49.540856
ERN 15
ETB 160.923669
EUR 0.864625
FJD 2.20855
FKP 0.74148
GBP 0.741015
GEL 2.610038
GGP 0.74148
GHS 11.700039
GIP 0.74148
GMD 73.504962
GNF 8756.649224
GTQ 7.607144
GYD 208.588851
HKD 7.845175
HNL 26.723176
HRK 6.5188
HTG 130.363707
HUF 314.570499
IDR 17801
ILS 2.99985
IMP 0.74148
INR 95.210497
IQD 1306.058902
IRR 1375550.000352
ISK 123.339726
JEP 0.74148
JMD 158.335856
JOD 0.709018
JPY 157.702498
KES 129.014401
KGS 87.449912
KHR 4049.647537
KMF 426.000355
KRW 1407.860403
KWD 0.30866
KYD 0.830861
KZT 467.275008
LAK 22510.919863
LBP 89282.792025
LKR 334.420274
LRD 179.959348
LSL 16.197552
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.341738
MAD 9.29222
MDL 17.337716
MGA 4254.638239
MKD 53.219738
MMK 2099.549369
MNT 3595.852714
MOP 8.056654
MRU 40.080439
MUR 47.069908
MVR 15.449749
MWK 1728.841413
MXN 17.1375
MYR 4.090099
MZN 63.904989
NAD 16.197552
NGN 1364.860163
NIO 36.690741
NOK 9.48825
NPR 151.800372
NZD 1.69713
OMR 0.382693
PAB 0.997016
PEN 3.376465
PGK 4.406003
PHP 60.704973
PKR 276.796523
PLN 3.717005
PYG 5928.296501
QAR 3.644596
RON 4.536297
RSD 101.492021
RUB 81.573714
RWF 1466.072741
SAR 3.744756
SBD 8.065696
SCR 14.449077
SDG 600.50044
SEK 9.459395
SGD 1.27801
SLE 24.590979
SOS 569.822255
SRD 37.866501
STD 20697.981008
STN 21.191022
SVC 8.723782
SZL 16.194265
THB 33.049662
TJS 9.197509
TMT 3.51
TND 2.929032
TRY 47.698745
TTD 6.757774
TWD 32.2506
TZS 2639.622886
UAH 44.653894
UGX 3714.050945
UYU 40.133201
UZS 11924.058297
VES 755.762396
VND 26204.5
VUV 118.557141
WST 2.733716
XAF 567.363231
XAG 0.015731
XAU 0.00023
XCD 2.70255
XCG 1.796912
XDR 0.705618
XOF 567.363231
XPF 103.152705
YER 238.392558
ZAR 16.14375
ZMK 9001.204229
ZMW 18.818492
ZWL 321.999592
Cinquenta anos após sua morte, figura de Franco ganha popularidade entre jovens espanhóis
Cinquenta anos após sua morte, figura de Franco ganha popularidade entre jovens espanhóis / foto: © AFP

Cinquenta anos após sua morte, figura de Franco ganha popularidade entre jovens espanhóis

Os elogios a Francisco Franco 50 anos após sua morte ganham terreno entre os jovens espanhóis que, segundo especialistas, carecem de conhecimentos sólidos sobre a ditadura e são permeáveis à propaganda.

Tamanho do texto:

Essa simpatia cresceu impulsionada pelas redes sociais, um ensino fraco sobre o período e a pulsão antissistema da idade.

A construção de represas, a prosperidade econômica e a criação da seguridade social são alguns dos mitos mais exaltados na esfera virtual para construir uma ideia repetida: "com Franco vivíamos melhor".

A professora Cristina Luz García observou que alguns alunos do ensino médio aos quais dá aulas de História no instituto público de Madrid Las Veredillas repetem "frases que estão muito vinculadas ao próprio regime e à própria propaganda franquista".

"Esses mitos do franquismo foram recuperados", conta à AFP. No entanto, ao dialogar com os estudantes, vê que eles não têm "um conhecimento muito profundo do personagem" nem das "consequências negativas" da ditadura (1939-1975), marcada pelo autoritarismo, pela falta de liberdades e pela repressão.

Ela também pensa que a narrativa pró-franquista é "uma maneira de desafiar o corpo docente ou de parecer ter um discurso ou uma opinião diferente (...), algo muito atraente na própria adolescência".

- "Déficit de educação" -

Segundo uma pesquisa de outubro de 2025 do Centro de Pesquisas Sociológicas, 21,3% da população espanhola acredita que os anos de ditadura foram "bons" ou "muito bons", contra 65,5% que os classificam como "ruins" ou "muito ruins".

No mesmo mês, uma pesquisa do jornal El Mundo revelou que o governista Partido Socialista havia deixado de ser o preferido em intenção de voto entre os jovens de 18 a 29 anos, em benefício do conservador Partido Popular (PP), e que a formação que mais cresceu em apoio nessa faixa etária foi o Vox, de extrema direita.

No clima de extrema polarização que caracteriza a Espanha, tanto o PP quanto o Vox acusam o governo presidido por Pedro Sánchez de que, sob o pretexto de honrar a memória das vítimas da ditadura, busca na realidade reabrir as feridas do passado.

Os jovens "estão extremamente frustrados" diante da precariedade laboral e das dificuldades de acesso à moradia e "consideram que os partidos políticos tradicionais não apenas não resolvem seus problemas, mas são parte deles", explica Verónica Díaz, coordenadora do Mestrado em Problemas Sociais da Universidade Nacional de Educação à Distância (UNED).

Isso "pode fazer com que se sintam atraídos por discursos 'antissistema' ou 'rupturistas' de partidos de extrema direita".

O "déficit de educação histórica" na escola e a proliferação de "criadores de conteúdo que reinterpretam a História" levam os jovens, "sem ferramentas críticas suficientes", a "confundir essas narrativas com versões legítimas da História", aponta.

- Ensinar "o que foi o franquismo" -

De Iznalloz, em Granada (sul), outro professor de História quis reduzir o déficit de conhecimento dos alunos do instituto Montes Orientales sobre este período histórico.

Em 2020, José María García começou a desenvolver atividades orientadas a ensinar aos estudantes "o que realmente foi o franquismo", destacando seu "método de repressão".

O docente tem observado um aumento do discurso franquista nos últimos anos e relata que ele surge com facilidade nos debates em sala de aula.

Com seu projeto, busca fornecer aos alunos "material para que eles sejam capazes de defender um discurso" diferente daquele que encontram nas redes sociais, que ele também identifica como vetores dessas narrativas.

Seus estudantes Hugo Guindos (15 anos) e Érika Hurtado (16) percebem em seu entorno "cada vez mais" elogios a Franco. Os tiktokers "falam sem argumento, e as pessoas que também não têm argumento e os escutam acabam acreditando", explica Érika.

Ambos os estudantes desconheciam episódios e exemplos de repressão vividos durante o franquismo em sua própria região, onde "há muitas fossas comuns", conta Hugo, que ficou surpreso ao descobrir o quanto o regime torturava.

O aluno considera importante o projeto desenvolvido por sua escola "para conscientizar a geração atual" de jovens sobre o que aconteceu nesse período histórico "agora que o franquismo está ganhando força".

Trata-se de explicar a eles "que não foi uma época tão boa como dizem", completa Érika.

D.Wang--ThChM