Ted Sarandos reconhece que Netflix não cresce no ritmo desejado
Ted Sarandos, co-CEO da Netflix, reconheceu na quarta-feira (30) que as métricas de crescimento da gigante do streaming não correspondem às expectativas.
Entre abril e junho, a Netflix registrou a menor taxa de crescimento em quase três anos (13,4%), enquanto no primeiro semestre teve um aumento modesto de 2% nas horas de visualização.
"No geral, não estamos crescendo tão rápido quanto eu gostaria, e estamos trabalhando para acelerar isto", afirmou o executivo durante a conferência anual Bloomberg Screentime, em Los Angeles.
A programação ao vivo poderia "representar muitos avanços nesse número", acrescentou o executivo em uma conversa com Lucas Shaw, editor da Bloomberg.
Sarandos destacou, no entanto, que os filmes e as séries continuam sendo a prioridade da plataforma.
"Definitivamente não estamos no negócio de conteúdo gerado pelos usuários (UGC). Estamos no negócio de conteúdo produzido profissionalmente", disse.
A produção de programas ao vivo consome 5% de seu orçamento anual de 20 bilhões de dólares para conteúdo e, embora gere apenas 1% das visualizações, Sarandos ressaltou que "cumpre um papel muito diferente, gera muitas assinaturas, é eficaz para reter os assinantes e para a publicidade".
Questionado sobre a tentativa de adquirir a Warner Bros. Discovery, Sarandos disse que entrou e saiu da negociação "sem arrependimentos". "Era um plano sólido", afirmou.
A Netflix entrou na disputa pela empresa, que inclui o lendário estúdio de Hollywood, mas recuou depois que a Paramount Skydance apresentou uma oferta mais atraente.
"Acho que, em determinado momento, vencemos o acordo, então o avaliamos pelo preço correto. Na nossa escala, era o preço máximo com o qual poderíamos gerar retorno para os nossos investidores. Mais do que isso, acredito que nos levaria a território negativo", comentou Sarandos.
O acordo entre a Paramount e a Warner Bros. recebeu sinal verde da Justiça americana na quarta-feira, abrindo caminho para um império em Hollywood que incluirá cinema, televisão e notícias.
M.Chau--ThChM