The China Mail - Bloqueios em protestos antimineração aumentam tensão no Panamá

USD -
AED 3.67295
AFN 65.551421
ALL 81.18496
AMD 365.910292
AOA 917.000139
ARS 1492.402971
AUD 1.41594
AWG 1.8
AZN 1.732138
BAM 1.695366
BBD 2.013843
BDT 123.135735
BHD 0.37705
BIF 2990.5
BMD 1
BND 1.279359
BOB 11.793465
BRL 5.191975
BSD 0.9999
BTN 95.268311
BWP 13.46018
BYN 2.986239
BYR 19600
BZD 2.011
CAD 1.394125
CDF 2275.00005
CHF 0.813302
CLF 0.023239
CLP 914.619982
CNY 6.74385
CNH 6.745755
COP 3148.92
CRC 454.22433
CUC 1
CUP 26.5
CVE 95.999853
CZK 21.026947
DJF 177.720024
DKK 6.48672
DOP 58.380219
DZD 132.885825
EGP 50.216605
ERN 15
ETB 159.975026
EUR 0.86774
FJD 2.233198
FKP 0.740048
GBP 0.74105
GEL 2.609808
GGP 0.740048
GHS 11.40389
GIP 0.740048
GMD 74.000094
GNF 8777.493911
GTQ 7.628996
GYD 209.231063
HKD 7.84686
HNL 26.875047
HRK 6.537496
HTG 130.787734
HUF 315.984031
IDR 17859
ILS 2.9791
IMP 0.740048
INR 95.34365
IQD 1310.5
IRR 1374624.999886
ISK 123.209803
JEP 0.740048
JMD 158.295084
JOD 0.708977
JPY 159.422981
KES 129.250272
KGS 87.449705
KHR 4055.999947
KMF 428.000283
KRW 1417.270271
KWD 0.30916
KYD 0.833286
KZT 465.567234
LAK 22552.558187
LBP 89683.569293
LKR 334.236292
LRD 181.62497
LSL 16.159983
LTL 2.952741
LVL 0.60489
LYD 6.364985
MAD 9.306495
MDL 17.333189
MGA 4307.509472
MKD 53.336685
MMK 2099.936813
MNT 3596.665371
MOP 8.081969
MRU 40.109774
MUR 47.069617
MVR 15.460212
MWK 1736.999954
MXN 17.054983
MYR 4.085501
MZN 63.905413
NAD 16.159847
NGN 1363.469878
NIO 36.797691
NOK 9.498102
NPR 152.426482
NZD 1.706575
OMR 0.384668
PAB 0.999909
PEN 3.359498
PGK 4.405005
PHP 61.244976
PKR 277.791011
PLN 3.73605
PYG 5966.513668
QAR 3.64575
RON 4.542497
RSD 101.88203
RUB 82.889419
RWF 1468
SAR 3.748756
SBD 8.064941
SCR 13.922777
SDG 600.500451
SEK 9.580097
SGD 1.280502
SLE 24.550142
SOS 571.504833
SRD 37.669798
STD 20697.981008
STN 21.5
SVC 8.749095
SZL 16.150178
THB 33.110057
TJS 9.249093
TMT 3.5
TND 2.936991
TRY 47.757085
TTD 6.781351
TWD 32.2328
TZS 2649.493026
UAH 44.67795
UGX 3709.209745
UYU 40.247745
UZS 11957.999919
VES 765.401052
VND 26049.5
VUV 118.442804
WST 2.72999
XAF 568.605049
XAG 0.015308
XAU 0.000227
XCD 2.70255
XCG 1.802074
XDR 0.706905
XOF 567.999764
XPF 103.874977
YER 237.149852
ZAR 16.12757
ZMK 9001.20327
ZMW 18.8184
ZWL 321.999592
Bloqueios em protestos antimineração aumentam tensão no Panamá
Bloqueios em protestos antimineração aumentam tensão no Panamá / foto: © AFP

Bloqueios em protestos antimineração aumentam tensão no Panamá

O caminhoneiro Edward Martínez está há 16 dias parado em uma estrada da província de Chiriquí, a maior produtora agrícola do Panamá, bloqueada por manifestantes que protestam contra a operação de uma mina de cobre a céu aberto no país.

Tamanho do texto:

"É uma tragédia o que está acontecendo aqui, algo muito duro, que não desejo a ninguém", disse à AFP o motorista de 42 anos, cujo veículo é um dos mais de 300 caminhões bloqueados na rodovia Interamericana perto de Silimín, 450 km a oeste da capital, em Chiriquí, província fronteiriça com a Costa Rica.

O Panamá vive sua terceira semana de protestos depois que o Congresso aprovou um polêmico contrato entre o Estado e a empresa canadense First Quantum Minerals (FQM), que opera a maior mina de cobre da América Central no Caribe panamenho.

"Necessitamos de nossas famílias, necessitamos de nossos trabalhos, estamos passando por um mau momento", argumenta Martínez, de pé, ao lado de seu furgão vermelho.

"Aqui não estão incomodando o governo, estão incomodando o próprio povo. Deveriam protestar onde eles estão, na Assembleia [Nacional], pelo menos, ou na casa dos deputados ou do presidente", acrescenta.

Os bloqueios causaram escassez de alimentos, medicamentos e combustível em Chiriquí, que produz 80% dos vegetais que o país consome. Além disso, provocaram desabastecimento de hortaliças e frutas na capital e em outras cidades.

A tensão aumentou na terça-feira quando um homem de 77 anos matou a tiros dois manifestantes em um bloqueio rodoviário perto da capital. Na semana passada, em Chiriquí, outro morreu atropelado em circunstâncias confusas. Várias marchas e vigílias foram convocadas para esta quarta em sua homenagem.

- "Nossa terra não se vende" -

Os motoristas parados compartilham o que têm para comer com os colegas e buscam uma maneira de passar o tempo, enquanto esperam a reativação do tráfego na rodovia Interamericana, que liga o Panamá ao restante da América Central.

Vários motoristas penduraram redes sob seus caminhões para se protegerem do sol e da chuva.

“Aqui em Chiriquí, muitos bloqueios [continuam] porque as pessoas não concordam com o que o governo está fazendo”, disse à AFP o policial Feliciano Flores.

Alguns manifestantes sugeriram suspender temporariamente os bloqueios com fins "humanitários", mas outros rejeitam essa possibilidade.

"Nossos filhos não se vendem, nossa terra não se vende, nossa ecologia não se vende e nossos rios não se vendem", ressalta Clementina Pérez, líder indígena da comarca Ngäbe-Buglé, em Silimín, ao advertir que o protesto irá continuar.

- "O povo falou" -

Os protestos eclodiram no dia 20 de outubro, quando o Congresso aprovou a lei do contrato de mineração assinada em agosto pelo governo do presidente panamenho, Laurentino Cortizo, que permite a operação da jazida por 40 anos.

Para acalmar a agitação popular, o Congresso aprovou na última sexta-feira uma moratória sobre a mineração de metais e concordou em deixar a decisão final sobre o contrato nas mãos do Supremo Tribunal de Justiça.

Os grupos ambientalistas ficaram satisfeitos com estas medidas, mas o sindicato da construção e os sindicatos dos professores continuaram os protestos e bloqueios para exigir a anulação do contrato por lei.

Em Chiriquí, centenas de motoristas abastecem com gasolina na vizinha Costa Rica, os produtores de arroz afirmam que suas colheitas estão ficando cobertas de pragas e os vizinhos reclamam da falta de gás em suas casas.

“O povo falou e a maioria disse (...) que não quer minas no Panamá. Pedimos a abertura [das estradas] e esperamos o que o Tribunal estabelecerá. Os efeitos são enormes”, disse à imprensa Antonio Araúz, prefeito de David, principal cidade de Chiriquí.

O governo panamenho defende o contrato argumentando que envolve contribuições anuais mínimas da mineradora ao Estado de 375 milhões de dólares (1,8 bilhão de reais), dez vezes mais que o valor do acordo inicial de 1997, que foi declarado inconstitucional porque a concessão foi dada sem licitação e em condições desfavoráveis para o país.

Alertou, ainda, que o encerramento da mina provocará a perda de 8 mil empregos diretos e 40 mil indiretos, além de desferir um duro golpe na economia nacional em um momento no qual o Canal do Panamá teve que reduzir o trânsito de navios devido à seca.

A mineradora canadense, que investiu mais de 10 bilhões de dólares (pouco mais de 50 bilhões de reais) no Panamá, contribui com 5% do PIB do país. Em fevereiro de 2019, produzia cerca de 300.000 toneladas de concentrado de cobre por ano (75% das exportações locais).

E.Lau--ThChM