The China Mail - Pujante setor agro vai pagar o preço das enchentes históricas no RS

USD -
AED 3.672502
AFN 64.505328
ALL 81.278204
AMD 377.023001
ANG 1.789895
AOA 917.000324
ARS 1396.999767
AUD 1.414137
AWG 1.8025
AZN 1.701643
BAM 1.648148
BBD 2.017081
BDT 122.486127
BGN 1.648986
BHD 0.37698
BIF 2968.655855
BMD 1
BND 1.262698
BOB 6.920205
BRL 5.215105
BSD 1.001462
BTN 90.766139
BWP 13.130917
BYN 2.871071
BYR 19600
BZD 2.014216
CAD 1.36045
CDF 2239.999932
CHF 0.769402
CLF 0.021701
CLP 856.879928
CNY 6.90065
CNH 6.907665
COP 3669.44
CRC 488.174843
CUC 1
CUP 26.5
CVE 92.919683
CZK 20.44345
DJF 178.340138
DKK 6.29587
DOP 62.789414
DZD 129.670971
EGP 46.847101
ERN 15
ETB 155.91814
EUR 0.842703
FJD 2.19355
FKP 0.733683
GBP 0.734005
GEL 2.690173
GGP 0.733683
GHS 10.981149
GIP 0.733683
GMD 73.490979
GNF 8791.097665
GTQ 7.681191
GYD 209.527501
HKD 7.816025
HNL 26.465768
HRK 6.352402
HTG 131.140634
HUF 318.852969
IDR 16829
ILS 3.08335
IMP 0.733683
INR 90.692901
IQD 1311.996225
IRR 42125.000158
ISK 122.379744
JEP 0.733683
JMD 156.446849
JOD 0.709004
JPY 153.548503
KES 129.000258
KGS 87.450038
KHR 4029.780941
KMF 415.999729
KPW 899.945229
KRW 1445.349966
KWD 0.30673
KYD 0.834608
KZT 495.523168
LAK 21477.839154
LBP 89535.074749
LKR 309.834705
LRD 186.775543
LSL 15.890668
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.316863
MAD 9.145255
MDL 16.970249
MGA 4422.478121
MKD 51.977015
MMK 2099.574581
MNT 3581.569872
MOP 8.064618
MRU 39.97927
MUR 45.896569
MVR 15.449981
MWK 1736.631653
MXN 17.21665
MYR 3.906001
MZN 63.874966
NAD 15.890668
NGN 1356.369782
NIO 36.851175
NOK 9.52409
NPR 145.225485
NZD 1.656685
OMR 0.384492
PAB 1.001546
PEN 3.360847
PGK 4.298602
PHP 58.025005
PKR 280.142837
PLN 3.55129
PYG 6594.110385
QAR 3.650023
RON 4.292401
RSD 98.918961
RUB 77.328254
RWF 1462.164975
SAR 3.750385
SBD 8.038668
SCR 13.452726
SDG 601.496752
SEK 8.92778
SGD 1.26348
SHP 0.750259
SLE 24.449797
SLL 20969.51263
SOS 571.349117
SRD 37.779005
STD 20697.981008
STN 20.646096
SVC 8.763215
SYP 11059.574895
SZL 15.897494
THB 31.066499
TJS 9.42903
TMT 3.51
TND 2.88801
TOP 2.40776
TRY 43.740203
TTD 6.78456
TWD 31.405502
TZS 2607.511637
UAH 43.076943
UGX 3545.214761
UYU 38.401739
UZS 12328.669001
VES 389.80653
VND 25970
VUV 119.325081
WST 2.701986
XAF 552.773529
XAG 0.012697
XAU 0.000201
XCD 2.70255
XCG 1.804974
XDR 0.687473
XOF 552.773529
XPF 100.500141
YER 238.325011
ZAR 16.011601
ZMK 9001.201949
ZMW 18.578116
ZWL 321.999592
Pujante setor agro vai pagar o preço das enchentes históricas no RS
Pujante setor agro vai pagar o preço das enchentes históricas no RS / foto: © AFP

Pujante setor agro vai pagar o preço das enchentes históricas no RS

Campos e máquinas debaixo d'água, estradas interrompidas, rebanhos e depósitos inacessíveis.... As chuvas torrenciais que atingiram o Rio Grande do Sul vão custar caro para o setor agrícola, motor da economia local e nacional, já afetada por eventos climáticos extremos.

Tamanho do texto:

Potência agrícola, o Brasil estabeleceu seu poderio sobretudo com o cultivo de soja, grão do qual é o maior produtor e exportador mundial. O Rio Grande do sul, castigado desde a semana passada por enchentes históricas, é uma das grandes regiões produtoras dessa oleaginosa, essencial para a produção de ração animal.

O estado planejava registrar este ano uma colheita recorde superior a 22 milhões de toneladas de soja, mas as chuvas poderiam afetar até 5 milhões de toneladas de grãos, disse à AFP Luiz Fernando Gutierrez, analista da consultoria Safras e Mercado.

Antes das chuvas, "faltava um quarto da área de soja para ser colhida. Parte das lavouras vai apodrecer e ser perdida, e outra parte vai ser colhida, mas com menor produtividade", alertou. "As áreas de armazenamento provavelmente também foram afetadas", acrescentou.

Embora nesta safra o Brasil deva manter sua posição mundial referente à soja, as enchentes devem puxar seus resultados para baixo. O desempenho já era previsto para ser menor que o de 2023, devido a episódios anteriores de fortes chuvas no sul, mas também de uma grave seca no centro-oeste na virada do ano.

Alimento indispensável no prato dos brasileiros, o arroz também preocupa. O Rio Grande do Sul é, de longe, a maior região produtora do grão no país, com 6,9 milhões de toneladas produzidas no ano passado.

Faltava colher cerca de 15% dos cultivos antes da catástrofe, segundo o Instituto Regional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater). Para remediar qualquer escassez, mas também combater a especulação dos preços, o governo federal anunciou que passará a importar arroz.

- 'Nunca visto' -

De sua casa, no alto de uma colina em Nova Santa Rita, município da região metropolitana de Porto Alegre, Nilvo Bosa, presidente de uma cooperativa local de pequenos agricultores, assiste, impotente, à extensão das enchentes.

"Não tem nem como chegar perto das plantações, a água lá chega a quatro ou cinco metros de altura", diz, desolado. "Praticamente em um ano, passamos por uma seca e três enchentes, sendo que esta é a maior, não existiu nenhuma como esta".

O Rio Grande do Sul também sofreu fortes perturbações em sua rede de unidades frigoríficas. Das dez unidades prejudicadas, a maior parte retomou "parcial ou totalmente as atividades", mas duas seguem paralisadas, anunciou a Associação Brasileira de Proteína Animal.

A região é responsável por 11% da produção nacional de carne de frango e de cerca de 20% da produção de carne suína, das quais o Brasil é, respectivamente, o primeiro e o quarto exportador mundial.

"Para restabelecermos o setor agrícola, precisamos de um fundo de aval do governo", disse Gedeão Pereira, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Rio Grande do Sul (Farsul).

Segundo especialistas, estas chuvas torrenciais, assim como os outros eventos climáticos extremos que se sucederam nos últimos meses no país, estão ligadas ao aquecimento global, ao qual se soma desde o ano passado o impacto do fenômeno meteorológico El Niño.

Para o engenheiro agrícola Eduardo Assad, que estuda os efeitos das mudanças climáticas na agricultura, o Brasil "vai começar a ter perdas de safras acentuadas" e sua produção pode ser ameaçada se o setor não tomar as medidas necessárias, que passam por uma proteção melhor do solo e da biodiversidade.

Segundo relatório publicado no ano passado pelo MapBiomas, consórcio de ONGs e universidades do país, as atividades agrícolas foram o principal vetor do desmatamento no Brasil em 2022, com um aumento de 95,7%.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode se vangloriar de ter reduzido no ano passado o desmatamento na Amazônia, a maior floresta tropical do planeta, que desempenha um papel-chave na luta contra o aquecimento global pela absorção das emissões de carbono. Mas, para além disso, é preciso tornar o modelo agrícola brasileiro mais sustentável e desenvolver técnicas de adaptação ao aquecimento global.

"A Embrapa tem investido muito nas tecnologias de integração lavoura-pecuária-floresta, de recuperação de pastagens degradadas, do uso de bioinsumos, do plantio direto", explicou Paula Packer, chefe-geral da Embrapa Meio Ambiente. "Mas a agricultura é um setor extremamente conservador e ainda tem muito a fazer."

X.Gu--ThChM