Chefe da CIA define modelos mais avançados de IA como 'armas nucleares digitais'
O diretor da CIA, John Ratcliffe, comparou, nesta terça-feira (30), os modelos de inteligência artificial mais avançados com "armas nucleares digitais", durante uma intervenção pública incomum em Washington.
"Não seria disparatado, como já mencionamos, comparar suas capacidades com as de armas nucleares digitais", disse Ratcliffe, em alusão aos seus diálogos sobre a IA com os assessores do presidente americano, Donald Trump.
O máximo dirigente do serviço de inteligência externa americano expressou estas declarações no momento em que o governo Trump deu uma guinada em sua política sobre a IA por motivos de segurança nacional.
Em 12 de junho, Washington obrigou a Anthropic, empresa americana líder em IA com sede em San Francisco, a vetar o acesso a seus dois modelos mais potentes, Mythos 5 e Fable 5, através de um "controle de exportação".
Esta medida foi parcialmente suspensa na sexta-feira para o Mythos 5, acessível agora para um grupo de parceiros americanos. No entanto, a versão para o público em geral do Fable 5, com funções limitadas, segue fora de linha.
A também americana OpenAI lançou, na sexta-feira, seu modelo GPT-5.6, acessível apenas para um círculo de parceiros locais autorizados pela Casa Branca.
Em linha com o governo Trump, Ratcliffe reiterou que as "tecnologias emergentes" eram "sua prioridade máxima", "no mesmo nível que a China".
Em sua intervenção em uma conferência da AWS, a divisão em nuvem da Amazon, o diretor da CIA, no cargo há 18 meses, acusou os adversários dos Estados Unidos de querer "roubar e manipular" sua tecnologia.
Ratcliffe destacou uma reorganização na CIA para aumentar suas capacidades em cibersegurança e admitiu ter se reunido com Elon Musk, diretor da SpaceX, assim como diretores de Amazon, Google e Dell.
R.Yeung--ThChM