The China Mail - Sobrevivente do campo nazista de Buchenwald recorda sua libertação 80 anos depois

USD -
AED 3.672504
AFN 66.000368
ALL 81.708779
AMD 361.738976
ANG 1.790365
AOA 917.000367
ARS 1524.875041
AUD 1.44321
AWG 1.8025
AZN 1.70397
BAM 1.737022
BBD 2.009681
BDT 122.678627
BGN 1.683441
BHD 0.376127
BIF 3010.346818
BMD 1
BND 1.277055
BOB 11.988987
BRL 5.210804
BSD 0.997824
BTN 96.669479
BWP 13.794573
BYN 3.005462
BYR 19600
BZD 2.00675
CAD 1.42495
CDF 2310.000362
CHF 0.8304
CLF 0.025096
CLP 990.920396
CNY 6.70455
CNH 6.712104
COP 3308.76149
CRC 457.213908
CUC 1
CUP 23.946889
CVE 97.930636
CZK 21.719304
DJF 177.681069
DKK 6.642604
DOP 59.576358
DZD 133.728851
EGP 52.195035
ERN 15
ETB 162.975798
EUR 0.88815
FJD 2.24725
FKP 0.755904
GBP 0.756974
GEL 2.60504
GGP 0.755904
GHS 11.718993
GIP 0.755904
GMD 73.503851
GNF 8777.476797
GTQ 7.625561
GYD 208.721524
HKD 7.847404
HNL 26.788934
HRK 6.696704
HTG 130.662996
HUF 327.440388
IDR 17888.5
ILS 3.05233
IMP 0.755904
INR 96.325504
IQD 1307.16284
IRR 1746539.503816
ISK 121.930386
JEP 0.755904
JMD 157.964386
JOD 0.70904
JPY 157.840385
KES 129.517297
KGS 87.450384
KHR 4047.24899
KMF 438.00035
KPW 900.000318
KRW 1343.190383
KWD 0.30883
KYD 0.831476
KZT 448.314756
LAK 22413.073405
LBP 89353.168436
LKR 329.979129
LRD 170.620365
LSL 16.683601
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.390159
MAD 9.913406
MDL 17.831165
MGA 4408.721524
MKD 54.687153
MMK 2099.554486
MNT 3597.321137
MOP 8.065101
MRU 39.872996
MUR 48.150378
MVR 15.460378
MWK 1730.183401
MXN 18.160804
MYR 4.084904
MZN 63.903729
NAD 16.683601
NGN 1330.790377
NIO 36.715662
NOK 9.618604
NPR 154.671167
NZD 1.780469
OMR 0.383712
PAB 0.997824
PEN 3.457791
PGK 4.518851
PHP 62.583504
PKR 276.36618
PLN 3.89575
PYG 5837.737022
QAR 3.637106
RON 4.741904
RSD 104.338559
RUB 83.307429
RWF 1477.774324
SAR 3.74329
SBD 8.078071
SCR 13.73871
SDG 601.503676
SEK 10.040104
SGD 1.278604
SHP 0.75503
SLE 24.603667
SLL 20969.491881
SOS 570.273991
SRD 37.811504
STD 20697.981008
STN 21.759403
SVC 8.730405
SYP 13002.000254
SZL 16.680137
THB 33.503646
TJS 9.184777
TMT 3.5
TND 2.973311
TOP 2.40776
TRY 49.127504
TTD 6.765842
TWD 31.821804
TZS 2629.246414
UAH 44.897287
UGX 3981.526711
UYU 40.21493
UZS 11768.728629
VES 865.47815
VND 25985.5
VUV 119.833605
WST 2.788681
XAF 582.588484
XAG 0.016565
XAU 0.000241497186
XCD 2.70255
XCG 1.798304
XDR 0.707052
XOF 582.588484
XPF 105.919446
YER 236.303589
ZAR 16.65505
ZMK 9001.203584
ZMW 19.606554
ZWL 321.999592
SSP 5712.591584
MXV 2.054862
Sobrevivente do campo nazista de Buchenwald recorda sua libertação 80 anos depois
Sobrevivente do campo nazista de Buchenwald recorda sua libertação 80 anos depois / foto: © AFP/Arquivos

Sobrevivente do campo nazista de Buchenwald recorda sua libertação 80 anos depois

Jacques Moalic, um ex-jornalista da Agence France-Presse (AFP), recorda com detalhes, aos seus 102 anos, a libertação do campo de concentração nazista de Buchenwald por tropas americanas em 11 de abril de 1945.

Tamanho do texto:

Em um encontro com a AFP, onde trabalhou durante 40 anos após a Segunda Guerra Mundial, o sobrevivente explica seus últimos meses em Buchenwald.

Cerca de 56.000 judeus, ciganos, homossexuais, presos políticos e prisioneiros soviéticos morreram ali entre 1937 e 1945. Outros 20.000 morreram no campo "anexo" de Mittelbau-Dora.

Moalic era um jovem combatente da Resistência em 1943 quando foi preso e forçado a subir em um trem. Tentou fugir pulando do comboio, mas foi capturado.

Em dezembro daquele ano, o levaram a Buchenwald, localizado em uma colina próxima à localidade alemã de Weimar e acabou no barracão 34.

No inferno do campo de concentração, os prisioneiros depositaram suas esperanças nas forças aliadas, que desembarcaram nas praias da Normandia em 6 de junho de 1944.

- Envio a Ohrdruf -

A libertação de Paris em agosto de 1944 levantou seu ânimo.

"Nos campos de concentração, as pessoas recuperaram a coragem. Elas diziam umas às outras: seremos livres no Natal. Eu realmente não acreditava nisso, mas estava certo", lembra Moalic, em seu apartamento em Paris.

Ao ver que as tropas aliadas não haviam chegado no final do ano, muitos começaram a perder a esperança.

Em janeiro de 1945, foi enviado ao campo de concentração de Ohrdruf.

"Em janeiro, acredito que foi no dia 8, nos reúnem de forma inesperada. O oficial da SS passa entre as fileiras anotando os números. Entre 800 e 900 de nós íamos partir para um campo que ninguém conhecia", recorda.

O futuro correspondente da AFP no Congo, Argel e Hanói foi aconselhado a tentar ser retirado da lista se quisesse viver.

"Mas eu estava nela e não havia escapatória. Acabamos em Ohrdruf", destaca.

Ali obrigavam os prisioneiros a cavar túneis subterrâneos "dia e noite" e Moalic pensava que morreria.

"Me disse: Se me acordam às quatro ou cinco da madrugada e volto às dez da noite, durarei 15 dias... Pela primeira vez, pensei que talvez não voltasse", acrescenta.

Mas, ao invés disso, o destinaram à instalação de eletricidade nos estábulos. Isso "salvou a minha vida".

O homem também dormiu em antigos alojamentos do então Exército alemão Wehrmacht, enquanto outros prisioneiros estiveram expostos a temperaturas de 15 graus abaixo de zero. Muitos morreram.

- Marcha da morte -

"É claro, sabíamos há tempos que os russos e os aliados estavam avançando. Mas há uma grande grande diferença entre 'estão avançando' e 'estão aqui'", explica.

Mas um dia, enquanto os oficiais passavam a lista aos presos, escutaram um som novo -- "artilharia, canhões" - e perceberam que os aliados estavam perto.

"Nos olhamos uns para os outros e se fez um silêncio extraordinário", afirma.

Em 1945, a Páscoa caiu em 1° de abril. Nesse dia não trabalharam. Então lhes disseram que iam ser evacuados.

Eles receberam a ordem de marchar em colunas de 1.000 pessoas, sem saber seu destino final, por uma paisagem montanhosa.

“Estava chuviscando (...) Caminhamos assim por três ou quatro dias”, descreve ele.

Ohrdruf tinha sido pior do que Buchenwald e os prisioneiros estavam exaustos, alguns “meio mortos”. Qualquer um que caísse no caminho era fuzilado.

Muitos perderam suas vidas durante a marcha da morte, diz Moalic.

"Chegamos à estação de trem de Weimar e então eles começaram a subir em direção a Buchenwald. Eram cerca de seis ou sete quilômetros. Havia 72 cadáveres", enfatiza.

- Libertação -

Os prisioneiros chegaram a Buchenwald ao anoitecer.

"Nos contaram de cinco em cinco, segundo o procedimento. Estávamos entre 3.000 e 4.000 na praça, nus, sem nada", afirma.

Um homem o reconheceu e o levou de volta ao barracão 34. "Eu estava coberto de piolhos".

Os americanos se aproximavam cada vez mais.

"Em 11 de abril, havia muito nervosismo no campo", descreve Moalic.

Os prisioneiros não sabiam se os libertariam ou os matariam.

"Os SS começaram a esvaziar o campo, barracão por barracão, e enviavam cada grupo à estação de Weimar, onde vagões asquerosos lhes esperavam".

Os prisioneiros que ficavam se prepararam para um possível combate. Mas "de repente, uma unidade americana chegou".

"Os SS não lutaram, preferiram fugir. Alguns minutos depois, já estávamos do lado de fora", explica.

Em um relato publicado em 1985, Moalic recordou um "lindo dia para os internos do campo de concentração de Buchenwald, o primeiro dia bonito desde 1937, quando Heinrich Himmler o inaugurou.

K.Leung--ThChM