The China Mail - Trump apresenta seu 'Conselho da Paz' para Gaza, com outras ambições à vista

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Trump apresenta seu 'Conselho da Paz' para Gaza, com outras ambições à vista
Trump apresenta seu 'Conselho da Paz' para Gaza, com outras ambições à vista / foto: © AFP

Trump apresenta seu 'Conselho da Paz' para Gaza, com outras ambições à vista

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reúne seus aliados nesta quinta-feira (19) para inaugurar o "Conselho de Paz", sua nova instituição centrada nos avanços na Faixa de Gaza, mas cujas ambições vão muito além.

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Quase 20 líderes mundiais, entre eles o argentino Javier Milei, estarão em Washington para o lançamento desta instituição que poderá concorrer com as Nações Unidas.

A ausência de dirigentes europeus, que tradicionalmente aderem às iniciativas dos Estados Unidos, chama a atenção.

O "Conselho da Paz" foi formado depois que o governo Trump, em colaboração com Catar e Egito, negociou, em outubro, um cessar-fogo para pôr fim a dois anos da guerra devastadora em Gaza.

Washington afirma que o plano entrou agora em sua segunda fase, centrada no desarmamento do Hamas, o grupo armado palestino cujo ataque de 7 de outubro de 2023 contra Israel desencadeou uma ofensiva em grande escala.

O Ministério da Saúde de Gaza, que opera sob autoridade do Hamas, reportou que pelo menos 601 pessoas foram mortas pelas forças israelenses desde o início da trégua. Por sua vez, Israel acusa o movimento armado de ter matado pelo menos um soldado.

- Promessas de investimentos -

No encontro desta quinta-feira, espera-se que Trump detalhe promessas de investimentos de mais de 5 bilhões de dólares (R$ 26,1 bilhões, na cotação atual) para Gaza, um território devastado cujo presidente americano sugeriu transformar em uma área de complexos turísticos.

A reunião também analisará como implementar a Força Internacional de Estabilização, que ficará encarregada de garantir a segurança em Gaza.

Um dos atores-chave será a Indonésia, que afirmou estar pronta para enviar até 8.000 militares para o território palestino se confirmada a criação da força.

- Quais avanços em Gaza? -

Autoridades americanas, assim como Steve Witkoff, amigo de Trump e seu principal negociador para Oriente Médio, Irã e Ucrânia, insistem que estão sendo feitos progressos concretos e que o Hamas está sendo pressionado a entregar as armas.

Israel impôs restrições que considera imprescindíveis para sua segurança. "A arma que causa mais dano chama-se AK-47", declarou recentemente o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

"É a arma principal, e essa tem que desaparecer", disse Netanyahu, que estará representado por seu ministro das Relações Exteriores.

Um comitê tecnocrático, liderado pelo engenheiro e ex-funcionário Ali Shaath, foi formado no mês passado para se encarregar da gestão cotidiana de Gaza.

O porta-voz do Hamas, Hazem Qassem, declarou à AFP que o "Conselho da Paz" deveria obrigar Israel a "pôr fim às suas violações [do cessar-fogo] em Gaza" e a suspender o seu cerco ao território.

- Ambições -

A reunião ocorrerá no Instituto da Paz dos Estados Unidos, rebatizado por Trump com o seu nome.

Segundo os termos estabelecidos pela Casa Branca, Trump terá poder de veto sobre o "Conselho de Paz" e poderá continuar em sua liderança mesmo após deixar o cargo.

Para obter a condição de membro permanente, os países devem desembolsar 1 bilhão de dólares (R$ 5,2 bilhões).

Funcionários americanos afirmam que a reunião desta quinta-feira está centrada em Gaza, mas admitem que a instituição poderá tratar de outros focos de tensão no mundo.

Trump critica repetidamente a ONU há anos e reduziu as contribuições americanas, fundamentais para o funcionamento da organização.

- Aliados -

Entre os outros líderes presentes, são esperados o primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán, o primeiro-ministro paquistanês Shehbaz Sharif e o presidente indonésio Prabowo Subianto.

O Japão, habitualmente entre os principais aliados dos Estados Unidos, ainda não decidiu se se juntará ao conselho. O país estará representado por um enviado encarregado dos assuntos de Gaza.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva rejeitou um convite alegando que o "Conselho da Paz" deveria se limitar a Gaza e prever um "assento para a Palestina".

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V.Fan--ThChM