The China Mail - Irã afirma que não se renderá aos Estados Unidos e a Israel

USD -
AED 3.672502
AFN 63.999576
ALL 80.977186
AMD 362.829809
ANG 1.790365
AOA 918.000184
ARS 1524.997501
AUD 1.43976
AWG 1.8025
AZN 1.69885
BAM 1.722428
BBD 2.015086
BDT 123.012972
BGN 1.683441
BHD 0.376997
BIF 2995
BMD 1
BND 1.277405
BOB 12.040458
BRL 5.181501
BSD 1.000454
BTN 95.892522
BWP 14.09417
BYN 3.010995
BYR 19600
BZD 2.012171
CAD 1.423715
CDF 2309.999986
CHF 0.835405
CLF 0.024646
CLP 973.179852
CNY 6.704751
CNH 6.709685
COP 3314.79
CRC 456.985341
CUC 1
CUP 24.01166
CVE 97.750138
CZK 21.561986
DJF 177.719945
DKK 6.598698
DOP 59.697254
DZD 133.911021
EGP 51.938599
ERN 15
ETB 163.421342
EUR 0.88272
FJD 2.24775
FKP 0.756991
GBP 0.754035
GEL 2.60498
GGP 0.756991
GHS 11.699323
GIP 0.756991
GMD 73.5159
GNF 8798.844552
GTQ 7.643396
GYD 209.328131
HKD 7.84663
HNL 26.859007
HRK 6.650974
HTG 130.939066
HUF 323.646983
IDR 17897.45
ILS 3.07365
IMP 0.756991
INR 95.93015
IQD 1310.606294
IRR 1693792.500038
ISK 120.930408
JEP 0.756991
JMD 158.336929
JOD 0.709025
JPY 157.684016
KES 129.709357
KGS 87.448698
KHR 4057.22564
KMF 435.00025
KPW 900.000318
KRW 1358.609932
KWD 0.30894
KYD 0.833726
KZT 440.074329
LAK 22455.503791
LBP 89592.031739
LKR 330.60617
LRD 171.583824
LSL 16.385613
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.399
MAD 9.71296
MDL 17.763022
MGA 4394.578552
MKD 54.34255
MMK 2099.600314
MNT 3599.1704
MOP 8.086624
MRU 40.069045
MUR 47.760183
MVR 15.450398
MWK 1734.754084
MXN 18.076375
MYR 4.083989
MZN 63.909674
NAD 16.385685
NGN 1327.250222
NIO 36.821108
NOK 9.626335
NPR 153.428035
NZD 1.77508
OMR 0.384499
PAB 1.000449
PEN 3.44424
PGK 4.528402
PHP 62.740501
PKR 277.158584
PLN 3.85239
PYG 5852.979771
QAR 3.647324
RON 4.6567
RSD 103.766003
RUB 83.375789
RWF 1477.228194
SAR 3.755513
SBD 8.032647
SCR 13.871342
SDG 601.495377
SEK 10.00818
SGD 1.27803
SHP 0.755829
SLE 24.649652
SLL 20969.491881
SOS 571.727998
SRD 37.6215
STD 20697.981008
STN 21.576683
SVC 8.75393
SYP 13002.000254
SZL 16.377071
THB 33.619691
TJS 9.214436
TMT 3.51
TND 2.978703
TOP 2.40776
TRY 49.036597
TTD 6.787408
TWD 31.882899
TZS 2640.003023
UAH 44.690709
UGX 3921.672237
UYU 40.308767
UZS 11835.41907
VES 857.98905
VND 25962
VUV 119.008285
WST 2.76852
XAF 579.026255
XAG 0.016607
XAU 0.000240904065
XCD 2.70255
XCG 1.803098
XDR 0.707052
XOF 579.026255
XPF 105.029547
YER 236.402537
ZAR 16.43561
ZMK 9001.197648
ZMW 19.559579
ZWL 321.999592
SSP 5712.591902
MXV 2.046206
Irã afirma que não se renderá aos Estados Unidos e a Israel
Irã afirma que não se renderá aos Estados Unidos e a Israel / foto: © AFP

Irã afirma que não se renderá aos Estados Unidos e a Israel

O Irã prometeu neste sábado (7) que não se renderá aos Estados Unidos nem a Israel, no oitavo dia de guerra, quando caças israelenses bombardearam um dos dois aeroportos de Teerã e provocaram um incêndio.

Tamanho do texto:

A onda de ataques israelenses durante a madrugada de sábado foi uma das mais intensas desde o início da guerra, há uma semana. Entre os alvos estavam uma academia militar, um centro de comando subterrâneo e um depósito de mísseis.

Outro alvo dos bombardeios foi o aeroporto internacional de Mehrabad, um dos dois da capital iraniana, que sofreu um grande incêndio.

"Não acredito que alguém que não tenha vivido uma guerra possa compreender", disse, aterrorizado, à AFP um professor de 26 anos de Teerã. "Quando você ouve as bombas, não sabe onde elas vão cair", acrescentou o morador da capital iraniana, que pediu anonimato.

Israel bombardeou, simultaneamente, vários alvos do Hezbollah no sul e leste do Líbano. O partido-milícia pró-iraniano afirmou que impediu uma tentativa israelense de incursão nas imediações da fronteira síria.

O Ministério da Saúde do Líbano anunciou um balanço de 16 mortos nos ataques de sábado.

No oitavo dia de conflito, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, adotou um tom desafiador em relação ao homólogo americano Donald Trump, que na sexta-feira exigiu a "rendição incondicional" de Teerã para acabar com a guerra.

"Os inimigos levarão para o túmulo seu desejo de que o povo iraniano se renda", disse Pezeshkian em um discurso exibido na televisão.

- Ataque a um petroleiro -

A República Islâmica, que há uma semana perdeu em um bombardeio o líder supremo do país, Ali Khamenei, prosseguiu com a campanha de represálias.

Neste sábado, foram ouvidas sirenes e explosões em Jerusalém e em cidades do Golfo como Dubai, Manama e Riade, onde as defesas sauditas interceptaram mísseis direcionados contra uma base aérea com militares americanos.

O aeroporto de Dubai, o de maior tráfego internacional do mundo, suspendeu suas operações por alguns minutos, mas pouco depois retomou parcialmente os voos após uma interceptação de projéteis iranianos. Uma testemunha disse à AFP que ouviu uma forte explosão.

A guerra também afeta o tráfego marítimo devido ao fechamento de fato do Estreito de Ormuz, por onde, em um período normal, transita 20% do petróleo e do gás liquefeito consumidos em todo o planeta.

A Guarda Revolucionária iraniana afirmou neste sábado que atacou, com um drone, um petroleiro que tentava atravessar a passagem estratégica que dá acesso ao Golfo Pérsico.

- Desculpas -

Em seu discurso, Pezeshkian pediu desculpas aos países vizinhos do Golfo, incluindo muitos que abrigam bases americanas, e prometeu que não haverá mais lançamentos de projéteis contra estas nações, "exceto em caso de ataque contra o Irã a partir desses territórios".

A guerra, que entra na segunda semana, começou em 28 de fevereiro com a campanha conjunta de bombardeios israelenses e americanos no Irã, acusado de tentar desenvolver armamento atômico e de ameaçar Israel e EUA com seu arsenal de mísseis.

Desde então, o conflito atingiu o restante do Golfo, o Líbano, Chipre – país membro da UE que abriga duas bases britânicas –, Azerbaijão, Turquia e até as costas do Sri Lanka, onde um submarino americano torpedeou uma fragata iraniana.

O tráfego aéreo continua fortemente perturbado nas ricas monarquias do Golfo. O preço do petróleo disparou 30% em uma semana, o que levou a cotação do Brent e do WTI a ultrapassarem a marca de 90 dólares.

O comando militar americano para o Oriente Médio afirma que atacou quase 3.000 alvos desde o início da operação "Fúria Épica" contra Teerã.

- Custo humano -

Dentro do Irã, os danos a edifícios residenciais e infraestruturas prosseguem: os moradores de Teerã vivem ansiosos e atentos à grande presença de agentes das forças de segurança nas ruas.

O Ministério da Saúde iraniano afirmou na sexta-feira que os ataques israelenses e americanos mataram 926 civis e deixaram quase 6.000 feridos. A AFP não tem condições de verificar os números de forma independente.

Dez pessoas morreram em Israel e 13 nos países do Golfo desde o início da guerra, em consequência das represálias iranianas. As forças americanas perderam seis membros desde o início do conflito.

No Líbano, arrastado para a guerra na segunda-feira, quando o Hezbollah disparou projéteis contra Israel, o governo anunciou um balanço de 217 mortos. O primeiro-ministro Nawaf Salam advertiu que o país está próximo de um "desastre humanitário".

Quase 300.000 pessoas abandonaram suas casas no sul e no leste do país e na periferia sul de Beirute, reduto do Hezbollah, segundo a ONG Conselho Norueguês para os Refugiados.

- Inteligência russa -

Segundo a imprensa americana, a Rússia fornece informações ao Irã sobre possíveis alvos americanos, mas Washington minimizou a possibilidade.

"Não estamos preocupados. Vamos lidar com isso, se for necessário", declarou o chefe do Pentágono, Pete Hegseth, segundo trechos divulgados de uma entrevista ao programa "60 Minutes" da CBS, que deve ser exibida no domingo.

Na sexta‑feira, Trump prometeu ajudar a reconstruir a economia iraniana se Teerã nomear alguém "aceitável" como sucessor de Khamenei.

Antes da eleição do novo líder supremo, o país é governado interinamente por um triunvirato integrado pelo presidente Pezeshkian, pelo chefe do Poder Judiciário, Gholamhossein Mohseni Ejeí, e por um dirigente religioso membro da Assembleia de Especialistas e do Conselho de Guardiães da Constituição, Alireza Arafi.

Amir Saeid Iravani, embaixador do Irã na ONU, afirmou que Washington não terá qualquer papel na escolha do próximo líder supremo, figura com mais poder do que o presidente em Teerã e que detém a palavra final em questões de política externa.

"A escolha da liderança iraniana obedecerá estritamente aos nossos procedimentos constitucionais e seguirá apenas a vontade do povo iraniano, sem interferência estrangeira", declarou.

burs/avl/dbh/fp

F.Brown--ThChM