The China Mail - Ucrânia acusa Rússia de executar centenas de prisioneiros de guerra desde 2022

USD -
AED 3.672947
AFN 64.999747
ALL 81.166471
AMD 363.180255
ANG 1.790365
AOA 916.999979
ARS 1524.601498
AUD 1.43185
AWG 1.8
AZN 1.702324
BAM 1.723635
BBD 2.01455
BDT 122.977945
BGN 1.683441
BHD 0.37697
BIF 2996
BMD 1
BND 1.277876
BOB 12.05776
BRL 5.206983
BSD 1.000181
BTN 95.952657
BWP 13.657294
BYN 3.019137
BYR 19600
BZD 2.011642
CAD 1.418545
CDF 2310.000009
CHF 0.833989
CLF 0.024655
CLP 973.515223
CNY 6.70335
CNH 6.70789
COP 3335.17
CRC 455.717175
CUC 1
CUP 24.004688
CVE 97.175893
CZK 21.538602
DJF 177.719758
DKK 6.591199
DOP 59.478538
DZD 133.86074
EGP 52.058804
ERN 15
ETB 163.374269
EUR 0.881695
FJD 2.257397
FKP 0.754339
GBP 0.75595
GEL 2.595028
GGP 0.754339
GHS 11.694976
GIP 0.754339
GMD 74.000318
GNF 8797.077629
GTQ 7.636548
GYD 209.280908
HKD 7.84595
HNL 26.851268
HRK 6.644602
HTG 130.898612
HUF 323.590311
IDR 17930.2
ILS 3.06706
IMP 0.754339
INR 95.88965
IQD 1310.308056
IRR 1374850.00001
ISK 120.601876
JEP 0.754339
JMD 158.34211
JOD 0.709015
JPY 157.322994
KES 129.74028
KGS 87.4483
KHR 4059.204815
KMF 433.000259
KPW 900.000318
KRW 1352.790307
KWD 0.30871
KYD 0.833521
KZT 439.095969
LAK 22442.154059
LBP 89567.332478
LKR 331.075752
LRD 171.53357
LSL 16.386165
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.398082
MAD 9.687185
MDL 17.748225
MGA 4404.707873
MKD 54.27009
MMK 2099.371601
MNT 3597.221926
MOP 8.083477
MRU 40.048647
MUR 47.609627
MVR 15.45991
MWK 1734.386774
MXN 18.04041
MYR 4.082698
MZN 63.89767
NAD 16.385877
NGN 1325.019785
NIO 36.812303
NOK 9.59125
NPR 153.522722
NZD 1.771985
OMR 0.384495
PAB 1.000181
PEN 3.440545
PGK 4.525445
PHP 62.633976
PKR 277.081154
PLN 3.85305
PYG 5875.587713
QAR 3.645826
RON 4.653599
RSD 103.670187
RUB 83.728299
RWF 1476.771496
SAR 3.756513
SBD 8.026199
SCR 14.003606
SDG 601.49797
SEK 9.985695
SGD 1.27816
SHP 0.754404
SLE 24.606428
SLL 20969.491881
SOS 571.602311
SRD 37.753013
STD 20697.981008
STN 21.591705
SVC 8.752132
SYP 13002.000254
SZL 16.382376
THB 33.544027
TJS 9.206879
TMT 3.5
TND 2.96908
TOP 2.40776
TRY 49.007297
TTD 6.785083
TWD 31.872097
TZS 2635.002964
UAH 44.863071
UGX 3920.877416
UYU 40.098881
UZS 11822.560247
VES 856.71525
VND 25972.5
VUV 118.916544
WST 2.76931
XAF 578.354007
XAG 0.016266
XAU 0.000239128615
XCD 2.70255
XCG 1.802599
XDR 0.707052
XOF 578.354007
XPF 105.104986
YER 236.62501
ZAR 16.39885
ZMK 9001.204833
ZMW 19.578657
ZWL 321.999592
SSP 5712.591902
MXV 2.042582
Ucrânia acusa Rússia de executar centenas de prisioneiros de guerra desde 2022
Ucrânia acusa Rússia de executar centenas de prisioneiros de guerra desde 2022 / foto: © AFP

Ucrânia acusa Rússia de executar centenas de prisioneiros de guerra desde 2022

Em sua última mensagem, o marido de Liudmyla Dubnytska a advertiu que provavelmente seria capturado pelas forças russas. Dois dias depois, ela o reconheceu em um vídeo de soldados ucranianos mortos divulgado nas redes sociais.

Tamanho do texto:

Seu companheiro, Andriy Dubnytsky, está entre as centenas de prisioneiros de guerra que, segundo o governo da Ucrânia, foram executados pelo Exército russo desde a invasão de 2022.

O número exato é desconhecido — varia de acordo com as fontes ucranianas e internacionais —, mas Kiev afirma que as execuções revelam uma política deliberada de Moscou.

Dubnytsky tinha 25 anos quando foi assassinado em fevereiro de 2024, quando as tropas ucranianas se retiravam da cidade de Avdiivka, epicentro dos combates no leste da Ucrânia, sob controle russo.

Ferido durante uma tentativa de retirada, o soldado da 110ª brigada permaneceu em sua posição com cinco companheiros, incluindo quatro que também estavam feridos.

Quando ligou para a esposa em 15 de fevereiro, "estava extremamente nervoso e chorava", conta Liudmyla, de 27 anos, à AFP. Para manter o ânimo, o casal prometeu ter um filho quando se reencontrasse, um irmão para sua filha pequena.

Horas depois, ele enviou uma mensagem dizendo que o grupo provavelmente seria capturado. Pouco depois, parou de responder.

Um vídeo divulgado pela imprensa ucraniana revela o que provavelmente ocorreu em seguida: seu colega no Exército, Ivan Zhytnyk, estava fazendo uma ligação de vídeo para um parente quando um soldado russo ordenou que entregasse as armas.

Dois dias mais tarde, Liudmyla assistiu a um vídeo nas redes sociais russas com cinco corpos estendidos e a marca de sangue. Ela reconheceu a tatuagem de uma cruz na mão de um dos homens: era seu marido.

- Aumento dos casos -

A 110ª brigada confirmou que vários soldados, entre eles Dubnytsky e Zhytnyk, foram assassinados e acusou as forças russas de violar um acordo para a retirada dos militares.

A Procuradoria ucraniana abriu uma investigação sobre o "assassinato de prisioneiros de guerra ucranianos desarmados". Não se trata de um incidente isolado.

Vários funcionários do governo ucraniano explicaram à AFP que, a partir de 2023, as tropas russas aumentaram o ritmo das "execuções".

"Isto se deve a uma política russa que, na prática, tem incentivado e facilitado este tipo de crime, e cujos comandantes têm dado ordens nesse sentido", declarou à AFP Andriy Atamantchuk, integrante da Procuradoria-Geral da Ucrânia e responsável por supervisionar as execuções de prisioneiros de guerra.

Moscou rejeita as acusações.

Um relatório da ONU divulgado no mês passado cita 129 execuções verificadas de prisioneiros de guerra ucranianos. A organização já havia alertado em 2025 sobre um "aumento expressivo" dos casos.

Kiev abriu 116 investigações sobre a morte de 306 militares ucranianos desde 2022, segundo Atamantchuk. Ele destaca, no entanto, que o número real é provavelmente muito maior.

Um funcionário do serviço de inteligência ucraniano afirmou à AFP que o país registrou "mais de 900 militares" mortos em "mais de 340" incidentes desde 2022. Sob a condição de anonimato, ele acrescentou que isso poderia representar "entre 25% e 40%" dos casos. As fontes explicaram que a diferença dos números se deve à metodologia.

A Procuradoria afirmou que se baseia em "fatos documentados e comprovados", enquanto os serviços de inteligência recebem "informações mais rapidamente" de unidades na linha de frente e de outras fontes.

As autoridades russas não responderam a um pedido da AFP para comentar as acusações. Moscou rejeita sistematicamente as acusações de crimes de guerra, ao mesmo tempo que acusa Kiev de cometer os crimes.

Nos termos das Convenções de Genebra, os soldados são considerados prisioneiros de guerra — com a concessão das proteções correspondentes — a partir do momento em que se rendem de forma inequívoca.

A Ucrânia afirma que, na maioria dos casos, as vítimas são assassinadas a tiros. Em 2023, um vídeo que viralizou nas redes sociais mostrava um soldado russo atirando em um militar ucraniano depois que este gritou "Glória à Ucrânia".

Até o momento, apenas cinco soldados russos foram condenados na Ucrânia — dois deles à revelia —, segundo o procurador Atamantchuk.

Mas ele não perde a esperança de fazer "justiça" às famílias, nem que seja apresentando "os nomes de quem matou seus entes queridos".

Dubnytska diz, sem conter as lágrimas, que conhecer a identidade do assassino de seu marido seria "inútil". "Não sei como isso me aliviaria, mesmo que algum dia eu soubesse quem fez isso".

D.Wang--ThChM