The China Mail - O tormento psicológico dos sobreviventes dos massacres do Hamas em Israel

USD -
AED 3.67296
AFN 64.502137
ALL 81.031648
AMD 363.3402
ANG 1.790365
AOA 917.999879
ARS 1524.855199
AUD 1.424704
AWG 1.80125
AZN 1.687415
BAM 1.7198
BBD 2.014334
BDT 123.134148
BGN 1.683441
BHD 0.37695
BIF 3000
BMD 1
BND 1.278343
BOB 12.245759
BRL 5.225195
BSD 1.000132
BTN 95.938305
BWP 13.673816
BYN 3.027326
BYR 19600
BZD 2.011326
CAD 1.41725
CDF 2324.999871
CHF 0.831905
CLF 0.024509
CLP 967.770101
CNY 6.71045
CNH 6.711298
COP 3372.09
CRC 454.20569
CUC 1
CUP 24.002462
CVE 97.299789
CZK 21.461502
DJF 177.720228
DKK 6.575702
DOP 55.875004
DZD 133.835803
EGP 52.101198
ERN 15
ETB 162.972098
EUR 0.87978
FJD 2.237197
FKP 0.754816
GBP 0.754345
GEL 2.614996
GGP 0.754816
GHS 11.655021
GIP 0.754816
GMD 74.0002
GNF 8753.000057
GTQ 7.637958
GYD 209.257745
HKD 7.84535
HNL 26.846287
HRK 6.626204
HTG 130.885748
HUF 322.999504
IDR 18004.4
ILS 3.079597
IMP 0.754816
INR 95.98505
IQD 1310.042516
IRR 1374849.999891
ISK 120.530161
JEP 0.754816
JMD 158.315197
JOD 0.708972
JPY 157.401957
KES 129.649837
KGS 87.448498
KHR 4059.056814
KMF 432.99971
KPW 900.000318
KRW 1360.240301
KWD 0.30882
KYD 0.833443
KZT 439.793707
LAK 22439.127338
LBP 89556.106612
LKR 331.022111
LRD 172.008688
LSL 16.434096
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.397263
MAD 9.630717
MDL 17.680991
MGA 4387.052523
MKD 54.140561
MMK 2099.83552
MNT 3596.071123
MOP 8.080829
MRU 40.062785
MUR 47.470006
MVR 15.450117
MWK 1734.1564
MXN 17.987901
MYR 4.0816
MZN 63.909646
NAD 16.434096
NGN 1324.520171
NIO 36.800429
NOK 9.54086
NPR 153.505837
NZD 1.764914
OMR 0.384504
PAB 1.000079
PEN 3.398334
PGK 4.52425
PHP 62.488976
PKR 277.095071
PLN 3.843745
PYG 5873.947548
QAR 3.645277
RON 4.642032
RSD 103.277036
RUB 84.482687
RWF 1476.596231
SAR 3.755913
SBD 8.064647
SCR 13.98971
SDG 601.49897
SEK 9.959195
SGD 1.277701
SHP 0.755002
SLE 24.650044
SLL 20969.491881
SOS 571.60445
SRD 37.686031
STD 20697.981008
STN 21.545091
SVC 8.750324
SYP 13002.000254
SZL 16.429972
THB 33.595467
TJS 9.225649
TMT 3.51
TND 2.961507
TOP 2.40776
TRY 48.9913
TTD 6.787754
TWD 31.793398
TZS 2635.002996
UAH 44.876871
UGX 3914.861437
UYU 40.089518
UZS 11815.811573
VES 852.43145
VND 25974.5
VUV 117.801098
WST 2.745718
XAF 577.09798
XAG 0.016489
XAU 0.000243013956
XCD 2.70255
XCG 1.802386
XDR 0.707052
XOF 577.09798
XPF 104.870231
YER 236.64964
ZAR 16.398101
ZMK 9001.196085
ZMW 19.476614
ZWL 321.999592
SSP 5712.591899
MXV 2.037083
O tormento psicológico dos sobreviventes dos massacres do Hamas em Israel
O tormento psicológico dos sobreviventes dos massacres do Hamas em Israel / foto: © AFP

O tormento psicológico dos sobreviventes dos massacres do Hamas em Israel

Ella Ben Ami, de 23 anos, tem o mesmo pesadelo quase todas as noites: sua mãe, sequestrada em 7 de outubro pelo movimento islamita palestino Hamas, deitada no chão, com as mãos amarradas, sem água nem comida.

Tamanho do texto:

A jovem foi levada, assim como os outros 900 membros do kibutz Beeri, no sul de Israel, para um hotel no Mar Morto, e diz que, desde então, vive "como uma morta-viva". Tanto sua mãe quanto seu pai, que moravam em outra rua do kibutz, foram sequestrados.

"Desde 7 de outubro é como se fosse um dia que nunca acaba. Nunca senti tanta impotência", confessa a menina, com o olhar perdido.

Entrincheirada com o namorado durante 18 horas no abrigo antimísseis de sua casa, ela acompanhou ao vivo, impotente, por meio de mensagens enviadas pelo pai, o sequestro de ambos.

"Quase todas as famílias perderam alguém. Ninguém consegue entender que há muitas pessoas que não veremos mais", afirma.

Segundo a gestão do kibutz Beeri, 85 pessoas morreram ali, cujos corpos foram identificados, e 32 pessoas estão desaparecidas, incluindo supostos reféns.

Quase três semanas após os ataques, durante os quais vários comandos do Hamas se infiltraram nas comunidades judaicas que fazem fronteira com a Faixa de Gaza, matando homens, mulheres, crianças e bebês, os sobreviventes lutam para recuperar o equilíbrio psicológico.

Estes massacres, a maior perda de civis judeus em um dia desde a Shoah, foram acompanhados, segundo as autoridades israelenses, por tortura, mutilações e estupros, e deixaram mais de 1.400 mortos.

Em resposta, os bombardeios de Israel na Faixa de Gaza já deixam 7.326 mortos, segundo o Hamas.

- "Trauma coletivo" -

Apesar de sua experiência com situações de emergência, os especialistas israelenses em saúde mental estão sobrecarregados com a quantidade e a extensão dos traumas. Por isso, o Ministério israelense da Saúde lançou uma campanha de recrutamento para abordar o que chamou de "evento de saúde mental sem precedentes".

"Não estávamos preparados para uma tragédia desta magnitude. Tivemos que agir muito rápido para responder a múltiplas necessidades", explica Merav Roth, psicanalista e professora da Universidade de Haifa, que supervisionou as intervenções de psicólogos voluntários com os sobreviventes do kibutz Beeri.

"Todas as diferentes faixas etárias foram afetadas, de bebês a idosos, e os traumas são extremamente diversos, desde a pessoa trancada em um abrigo por 20 horas com disparos incessantes, até a pessoa, cujos entes queridos foram sequestrados, ou cuja esposa e filhos foram massacrados", acrescenta.

No caso dos kibutz, "além do trauma individual, existe o trauma coletivo de uma comunidade que confiava no Estado e no Exército e que se sentiu abandonada", afirma.

Os moradores do kibutz Beeri vagam sem nada para fazer no hotel, totalmente convertido em um centro de atendimento com dezenas de voluntários.

- "Quero acordar desse pesadelo" -

"É difícil restaurar uma sensação de segurança, enquanto ainda estamos todos no meio de uma guerra", confessa Celina Rozenblum, psicoterapeuta da ONG israelense IsraAid, especializada em ajuda de emergência.

Muitos se refugiam em seus quartos a maior parte do tempo, como May, de 14 anos, que junto com sua mãe, Shahar Ron, de 46 anos, sobreviveu ao ataque. Embora Shahar tenha levado um tiro na região do quadril, ela diz que não quer receber ajuda psicológica, porque se sente "incompreendida" por aqueles que não viveram os massacres.

"Os psicólogos nos dizem que (...) vamos nos reconstruir, mas não estamos realmente vivos", afirma.

"Me sinto como um envelope vazio por dentro. É impossível compreender a extensão das atrocidades que as pessoas têm vivido. Quero acordar desse pesadelo", acrescenta.

Encolhida em um banco do saguão do hotel, ela diz que está especialmente preocupada com a filha: "Eles machucaram a mãe dela, queimaram a casa dela. Ela quase morreu sufocada pelas chamas. Durante 20 horas, ela só ouviu gritos em árabe de pessoas que vieram nos matar. Três de seus amigos foram massacrados. Como uma menina de 14 anos pode sair ilesa dessa situação?", ela pergunta, com lágrimas nos olhos.

C.Smith--ThChM