The China Mail - O desafio de dar à luz no Líbano durante a guerra

USD -
AED 3.67315
AFN 64.496617
ALL 81.129122
AMD 374.159881
ANG 1.789884
AOA 918.00007
ARS 1356.244298
AUD 1.397458
AWG 1.8
AZN 1.702368
BAM 1.659398
BBD 2.013032
BDT 122.881518
BGN 1.668102
BHD 0.377051
BIF 2966
BMD 1
BND 1.271323
BOB 6.906382
BRL 4.997502
BSD 0.999474
BTN 93.256068
BWP 13.409807
BYN 2.845446
BYR 19600
BZD 2.010156
CAD 1.370495
CDF 2305.999873
CHF 0.78412
CLF 0.022533
CLP 886.88019
CNY 6.82155
CNH 6.82321
COP 3614.6
CRC 457.653866
CUC 1
CUP 26.5
CVE 93.849663
CZK 20.66075
DJF 177.720513
DKK 6.34601
DOP 59.999845
DZD 132.247019
EGP 51.7841
ERN 15
ETB 156.058102
EUR 0.8491
FJD 2.215397
FKP 0.736978
GBP 0.739215
GEL 2.690136
GGP 0.736978
GHS 11.055005
GIP 0.736978
GMD 72.999449
GNF 8779.999913
GTQ 7.643685
GYD 209.117442
HKD 7.825375
HNL 26.551391
HRK 6.3968
HTG 130.822487
HUF 309.643497
IDR 17160.85
ILS 2.99713
IMP 0.736978
INR 93.03825
IQD 1309.327858
IRR 1321000.000138
ISK 122.279739
JEP 0.736978
JMD 157.828647
JOD 0.709027
JPY 159.195012
KES 129.149933
KGS 87.449962
KHR 4015.000361
KMF 419.00004
KPW 900.009772
KRW 1479.394995
KWD 0.308505
KYD 0.832927
KZT 471.426208
LAK 22051.212435
LBP 89501.959919
LKR 315.682748
LRD 183.901512
LSL 16.391442
LTL 2.95274
LVL 0.60489
LYD 6.321827
MAD 9.235925
MDL 17.081065
MGA 4149.768373
MKD 52.349951
MMK 2100.36648
MNT 3591.239924
MOP 8.05688
MRU 39.798407
MUR 46.209736
MVR 15.44997
MWK 1736.501842
MXN 17.267702
MYR 3.953944
MZN 63.954968
NAD 16.391373
NGN 1341.17029
NIO 36.780302
NOK 9.36681
NPR 149.209245
NZD 1.699365
OMR 0.384522
PAB 0.999474
PEN 3.438683
PGK 4.331355
PHP 60.041965
PKR 278.725374
PLN 3.601603
PYG 6371.010164
QAR 3.643722
RON 4.3285
RSD 99.655976
RUB 76.377903
RWF 1463.751946
SAR 3.751343
SBD 8.048583
SCR 13.869022
SDG 600.999815
SEK 9.20317
SGD 1.273145
SHP 0.746601
SLE 24.65031
SLL 20969.496166
SOS 571.178884
SRD 37.501981
STD 20697.981008
STN 20.787022
SVC 8.74501
SYP 110.527167
SZL 16.387809
THB 32.040072
TJS 9.47994
TMT 3.505
TND 2.902377
TOP 2.40776
TRY 44.762303
TTD 6.789296
TWD 31.579006
TZS 2607.498872
UAH 43.67007
UGX 3693.302337
UYU 39.894283
UZS 12158.338389
VES 477.98287
VND 26333.5
VUV 118.468315
WST 2.71595
XAF 556.549
XAG 0.012749
XAU 0.000209
XCD 2.702549
XCG 1.801267
XDR 0.690967
XOF 556.541917
XPF 101.186133
YER 238.606202
ZAR 16.423451
ZMK 9001.199831
ZMW 19.114727
ZWL 321.999592
O desafio de dar à luz no Líbano durante a guerra
O desafio de dar à luz no Líbano durante a guerra / foto: © AFP

O desafio de dar à luz no Líbano durante a guerra

Sentada sobre um colchão estendido no chão, Mariam Zein embala seu bebê de 11 semanas. Ela precisou se refugiar em um centro de acolhida de Beirute, fugindo do novo conflito entre o movimento pró-iraniano Hezbollah e Israel, que assola o país.

Tamanho do texto:

"Estava realmente contente no meu nono mês de gravidez", explica à AFP Mariam Zein, de 26 anos, com o pequeno Hussein nos braços. No entanto, diz, "nunca" teria imaginado que seu primeiro filho passaria suas primeiras semanas de vida nestas condições.

O que teria gostado, assegura, é ver seu filho "crescer (...) em sua própria casa". "Estava muito triste e sido estando", comenta, resignada.

Quando a guerra entre Israel e Hezbollah começou em 2 de março, Zein fugiu com seu bebê, seu esposo e vários familiares. Agora, não sabe se sua casa, no sul do Líbano, segue de pé.

Os bombardeios israelenses deixaram mais de 2.100 mortos e forçaram mais de um milhão de pessoas a deixarem suas casas desde 2 de março, segundo as autoridades libanesas.

Cerca de 140.000 pessoas passam seus dias em centro de acolhida massificados. No de Maryam Zein, nos arredores de Beirute, vivem 500 deslocados, entre eles cinco mulheres grávidas e vários recém-nascidos.

Zein teve que desmamar seu filho porque carecia de um espaço minimamente íntimo para amamentá-lo, mas agora está lhe custando encontrar leite infantil. Além disso, a roupa ficou pequena para Hussein. "Aconteça o que acontecer, quero ter meu filho perto", comenta.

- "Não consigo me acostumar a ideia" -

Cerca de 620.000 mulheres vivem como deslocadas no Líbano, segundo o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA). Delas, 13.500 estão grávidas e 1.500 darão à luz "nos próximos 30 dias", informou a agência, que financia uma clínica móvel administrada pela ONG Caritas Líbano.

Uma ginecologista e obstetra Theresia Nassar, que trabalha em uma tenda equipada com um tomógrafo portátil, cuida para que não percam nenhuma revisão importante.

Uma de suas pacientes é Ghada Issa, de 36 anos. Muito em breve, ela deveria dar à luz uma menina em uma escola de Beirute.

"Este lugar (...) não é feito para mulheres grávidas", afirma Issa, que fugiu do sul do Líbano com o marido e seus dois filhos, Siham e Ali, de cinco e quatro anos.

Eles vivem apertados em uma tenda, onde o dia a dia não é fácil. Qualquer gesto é complicado, a começar por ir ao banheiro, sempre cheio de gente e muito longe de ondem dormem.

Para que não tenha que dormir no chão, seu marido montou uma espécie de cama debaixo da qual foram guardando coisas que ganharam para o bebê, como fraldas e talco doados por uma ONG.

"Não consigo me acostumar à ideia de ter um bebê aqui", diz Ghada Issa.

Na mesma escola, onde se abrigam mais de 2.600 pessoas, há cerca de 20 mulheres grávidas. Duas acabam de dar à luz, segundo a equipe que dirige o centro.

No sul do Líbano, em uma sala da Universidade de Sidon, Ghada Fadel, também de 36 anos, cuida de seus gêmeos Mohamed e Mehdi, de pouco mais de um mês.

A mãe está nesta sala de aula desde o oitavo mês de gravidez. Antes, vivia com sua família em uma aldeia perto da fronteira com Israel, de onde todos fugiram.

"Depois que fomos embora de casa, eles [os israelenses] a bombardearam. A casa desapareceu", e com ela todas as coisas que Ghada Fadel tinha para os gêmeos, conta.

"Esperava dar à luz e voltar logo", comenta com tristeza.

A.Zhang--ThChM